RPG Contos

sábado, 15 de outubro de 2011

Servos de Yalanthara - Parte 8 (e o aniversário premiado)

Olá, amigos.

O "Dragões do Sol Negro" está fazendo aniversário esse mês e em parceria com os Irmãos de armas. Todo dia eles farão uma entrevista.
Corra lá dar uma olhada começou segunda vários já foram entrevistados e outros ainda virão.

Ah e não esqueça de participar da promoção Aniversário Premiado II serão mais de 15 livros e mais miniaturas e dados.



Mudando de assunto, segue a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Espero que apreciem e comentem.

Servos de Yalanthara - Parte 8

"Uma desorientação que começara leve foi tornando-se maior e mais intensa. Todos seguraram as cabeças, tentando em vão não se deixar abater pela tontura e confusão que estava tomando conta de suas mentes.
Murdaryk quase caiu, conseguindo evitar a queda por pouco. Seus pensamentos ficaram estranhos e desconexos, não conseguia raciocinar, nem se concentrar em nada. O machado soltou-se de suas mãos. Tahya desequilibrou-se e apoiou-se em Hydayn. Dargo cambaleou e caiu. Nan tentou conjurar um feitiço, mas falhou.
Enquanto um devorador de mentes usava suas habilidades sobrenaturais para confundir os seis, o outro se aproximou velozmente. Um dos tentáculos que saía da boca asquerosa do monstro agarrou-se ao pescoço de Dargo. De costas para o inimigo, e sentindo suas forças desaparecerem, o guerreiro segurou com força o cabo de sua espada e a impulsionou em direção ao crânio de seu oponente. Sem sucesso.

- Dargo! – gritou Murdaryk, tentando se recompor.

Uma vez mais buscou acertar a cabeça inimiga com sua lâmina, mas antes que pudesse concluir o ataque, sentiu uma vontade inexplicável de soltar sua arma e se entregar. A espada caiu, os músculos relaxaram e toda a resistência desapareceu.
Hydayn, metros atrás, iniciou uma batalha corpo-a-corpo com o outro devorador. Seus dois punhos encontravam dificuldade para sobrepujar quatro tentáculos e duas garras. Os ataques não estavam funcionando e o monge praguejou baixinho: mesmo em um confronto físico, o maldito monstro conseguia usar sua habilidade psíquica para atordoar os outros.
Nan sentiu a magia fugir de dentro de si. Sua visão ficou turva e fechar os olhos não diminuiu o mal-estar. Não conseguiu coordenar seus pensamentos. Quando foi capaz de readquirir parte de sua lucidez, percebeu que estava caída no chão, lábios sangrando.
Tahya sentia a cabeça latejar. O poder antinatural dos devoradores de mente parecia bloquear a ligação dela com a natureza. Mesmo assim, ela encontrou forças e capacidade para avançar com sua cimitarra em punho contra aquele que atacava Dargo. Antes que pudesse ajudar seu amigo, viu outra pessoa se interpor entre ela e seu algoz. Uma adaga negra perfurou a lateral da cabeça do monstro, fazendo-o soltar Dargo.

- Você não achou que eu ia deixar você sujar suas unhas com essa coisa horrível, achou Tahya? – disse Durud, após tentar sem sucesso um novo ataque com sua adaga.
- Que bom que você entendeu como as coisas devem funcionar por aqui – a druidisa respondeu com um sorriso maroto nos lábios.

Durud entrou em combate corpo-a-corpo com o devorador de mentes. Tahya começou a auxiliá-lo instantes. Adaga e cimitarra chocaram-se várias vezes com as garras afiadas da aberração. Em dado momento, o devorador de mentes usou um de seus tentáculos para aparar o golpe de Durud, e conseguiu desarmá-lo no processo. A arma foi arremessada longe. O tempo necessário para que ele sacasse outra adaga de sua bota foi suficiente para que Tahya não conseguisse se defender dos múltiplos ataques dos demais tentáculos e fosse golpeada com violência em um dos braços. Uma espessa substância escorreu pelo braço esquerdo da druidisa.

- Que nojo! – ela berrou.

Dargo se recompôs e surpreendeu o devorador com uma violência estocada na região torácica. Tahya poderia ter aproveitado o momento para aplicar um golpe enquanto o inimigo estava atordoado, mas não o fez. Preferiu limpar seu braço. Durud viu que lutar corpo-a-corpo com o inimigo não funcionaria, então arremessou a outra adaga, atingindo a perna do monstro, que cambaleou.
Hydayn lutava ferozmente com o outro devorador de mentes. As garras da aberração já tinham aberto pequenos talhos nos ombros e braços do monge, que percebeu estar levando a pior. Optou por usar chutes, rasteiras e joelhadas contra o oponente, mas não foi capaz de ferí-lo apenas com isso. Subitamente, seu amigo Murdaryk atingiu as costas do monstro com seu machado em um corte vertical. Sangue verde escorreu por longos metros e a criatura se enfraqueceu.

- Agora, Hydayn! – o bárbaro berrou.

O monge concentrou a energia sobrenatural chamada “chi” em seus punhos e golpeou em uma seqüência impressionante e ininterrupta. O devorador de mentes já estava prestes a perder a consciência, quando um golpe de machado separou sua cabeça do resto do corpo.
Com a morte de um dos devoradores, o outro simplesmente desapareceu. As luzes e sombras que se intercalavam ao redor da torre sumiram também.

- Todos estão bem? – Murdaryk perguntou.
- Aquela coisa abominável me sujou com essa porcaria – esbravejou Tahya.
- Podia ser pior: nós poderíamos ter que derrubar a Torre Oeste sem saber como fazer isso – disse Durud.

E muitas horas foram necessárias até que o ataque combinado de todos os seis derrubassem a torre.

- Resta apenas a Torre Sul – era Murdaryk – Vamos derrubá-la o quanto antes.

Uma águia gigantesca trazida por Tahya os levou até lá.

***

No meio dos destroços, um corpo. A averiguação mostrou tratar-se algum tipo de morto-vivo. Pele esticada horrendamente presa aos ossos enfraquecidos pela ação implacável do tempo, cavidades oculares tomadas por dois globos esbugalhados, dentes apodrecidos. Porém, o cadáver usava vestes de mago e tinha um cajado nas mãos.

- Um lich, talvez? – pensou Hydayn.

Os gigantescos pedaços de concreto que circundavam o corpo eram os restos da Torre Sul. De braços cruzados, olhar desafiador e semblante férreo, um homem. Aparentemente, o responsável pela derrota do guardião e pela derrubada da torre. Murdaryk e Durud não tiveram dificuldades em identificá-lo.

- É o assassino da Rainha!"

Continua...

2 comentários:

  1. O assassino da rainha! Quero saber o que esse maldito está planejando!!

    Ufa, por um momento achei que Dargo teria o cérebro sugado!

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  2. hahaha, tive a mesma impressão!

    Vejamos se o plano do algoz da rainha são revelados no próximo capítulo...

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