<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553</id><updated>2012-01-26T16:51:15.586-08:00</updated><title type='text'>RPG Contos</title><subtitle type='html'>Blog voltado para postagens de contos inspirados em jogos de RPG.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-5495002615051186957</id><published>2012-01-26T15:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T15:37:30.503-08:00</updated><title type='text'>Novidades e Festejos no "CONTOS DE RPG"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Olá, amigos. É com grande alegria que uso a postagem de hoje para lhes contar algumas novidades a respeito do futuro deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira e mais importante das boas novas é que, a partir de agora, todos os contos/sagas/histórias serão ambientados em universo ficcional que tenho desenvolvido há algum tempo. Trata-se de Adalahar, um continente cheio de perigos, mistérios, desafios, ameaças e tudo mais em que consegui pensar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou ser sincero e bem direto: Adalahar é um mundo de fantasia bem “padrão”. Não esperem dele nada muito exótico, nem nenhum elemento que destoe muito do que os leitores de fantasia medieval estão acostumados a ler. Na verdade, minha intenção sempre foi e continua sendo usar e abusar dos clichês inerentes ao gênero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse mundo já tem uma longa história escrita: chama-se “O Senhor dos Mortos Vivos”, uma saga que marca o acontecimento mais marcante desse continente. Essa história foi publicada em postagens quinzenais no blog http://dragoesdosolnegro.blogspot.com e pode ser conferida clicando &lt;a href="http://www.dragoesdosolnegro.com/2011/01/senhor-dos-mortos-vivos-final.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o futuro próximo, lhes trarei mais contos em Adalahar. Também prometo fazer um esforço para que o intervalo entre as postagens seja menor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No mês de fevereiro o blog completa dois anos de existência. Uma marca bacana, porém modesta. Estou pensando em uma forma de presentear vocês, amigos, leitores, mas ainda não sei exatamente como. Por isso, gostaria que vocês me dessem sugestões de como lhes presentear.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja como for, quero agradecer de antemão a todos que lêem, seguem, comentam ou apóiam de alguma forma o “Contos de RPG”. São vocês os responsáveis por tudo que esse blog já conquistou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na próxima postagem, mais detalhes sobre o mundo de Adalahar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-5495002615051186957?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/5495002615051186957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/novidades-e-festejos-no-contos-de-rpg.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5495002615051186957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5495002615051186957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/novidades-e-festejos-no-contos-de-rpg.html' title='Novidades e Festejos no &quot;CONTOS DE RPG&quot;'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-7395616538303440204</id><published>2012-01-24T15:37:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T15:42:05.556-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - FINAL</title><content type='html'>Pois é, amigos... Como diz aquela linda música do Guns 'n Roses "nada dura para sempre, nem mesmo a chuva frio de novembro". Por isso, trago-lhes o fim da saga "Servos de Yalanthara". Mais do que isso, hoje começo a contagem regressiva para as comemorações de dois anos do blog. Para as próximas postagens teremos novidades. E mais sagas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que apreciem e comentem. (Por ser a parte final, a postagem de hoje tem o dobro do tamanho de uma postagem normal. Espero que mesmo assim apreciem e comentem =])&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Servos de Yalanthara - FINAL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"Haardad e Macarus mediam forças, sobrancelhas franzidas, olhos fechados pelo suor que escorria pela testa e incomodava as pálpebras. Braços trêmulos, mãos claudicantes e mentes arcanas concentravam-se em expulsar em forma de energia toda a magia que conseguiam canalizar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os poderes mágicos se chocavam em um equilíbrio mantido a muito custo. No ponto onde a energias se tocavam, brilhos arcanos de coloração púrpura faiscavam ferozmente. Ao redor dos conjuradores, um espetáculo de luz e sombras, como se o reflexo de suas capacidades se materializassem. Ou como um sinal de que aquela era a batalha definitiva entre o bem e o mal. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os horizontes, outrora cinzentos, agora eram uma miríade de luzes sobrenaturais, rútilos indecifráveis e relâmpagos repentinos. Nuvens negras e brancas se fundiam, se cruzavam e competiam por espaço sob a imagem impressionante de dois céus mesclando-se um ao outro.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dia e noite mediam forças, luz e trevas dançavam irrequietas, uma tentando sobrepujar a outra. A terra começou a se abalar sob os pés dos presentes. Vento cálido e suave trazia o aroma primaveril e o cheiro de maçãs, pomares e de castores com suas nozes. Rajadas de um ar impuro traziam miasma de enxofre e sangue ferroso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os corpos suavam pelo calor e tremiam pelo frio. Dois magos estavam combatendo. Dois mundos estavam se unindo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;As dimensões se tornavam uma e Ayara, por um instante, teve a impressão de estar vendo tudo de cabeça para baixo. Ficou alguns segundos completamente surda, para em seguida ouvir mais sons do que supôs existir. Era a nova Rainha, mas não sabia o que fazer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Durud e Dargo, mancando e sangrando, aproveitar-se-iam da extrema concentração de Macarus para surpreendê-lo. O mundo deles parecia condenado, dois de seus amigos jaziam sob poças de sangue e o sacrifício da Rainha Yalanthara parecia ter sido em vão. Restava a eles apenas a satisfação mórbida da vingança. O culpado por tudo aquilo teria que ser punido. A qualquer custo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Macarus e Haardad seguiam no confronto impiedoso. O chão sob seus pés umedecidos, com poças chegando até a altura dos tornozelos. Eram feitas do sangue, e a ele se juntavam o suor do esforço sobre-humano, e a eles somavam-se também a urina que escorria farta pelas virilhas. Os dois tinham perdido totalmente o controle. Seus corpos pareciam ter se tornado meros receptáculos de um gigantesco poder arcano.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A lâmina de Dargo avançou em direção a Macarus. Nela, centenas de desejos de justiça e vingança. Uma sede de sangue justificada. Mas que o destino não permitiu que fosse saciada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A aura negra que pululava insana ao redor do corpo do mago se expandiu subitamente. O toque faiscante da energia maligna agrediu armadura, carne e ossos. O aço da espada não encontrou seu alvo. Dargo caiu, largando sua arma. Sua consciência, prestes a abandoná-lo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Yanysha! Não posso morrer!”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A desconcentração de Macarus custou-lhe o equilíbrio no combate. Haardad lançava sua energia arcana com fúria, veias do pescoço e da testa saltadas, como se sua cabeça estivesse prestes a explodir. A metros de onde estava, ele viu algo que pareceu fazer lhe surgir um sorriso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Com uma furtividade capaz de surpreender o mais aguçado dos sentidos, Durud surgiu pela retaguarda de Macarus, adaga em punho. Iria estocar a nuca do mago. A lâmina de prata percorreu sua trajetória clamando por sangue.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Macarus percebeu o ataque. E seria golpeado. Na fração de segundos que separou os dois momentos, o mago lançou mão de seu último trunfo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Seu corpo transmutou-se em uma massa pestilenta de vermes, que se amontoavam uns sobre os outros, dando à aglomeração um formato humanóide. A adaga atravessou o corpo diminuto de dois vermes e prendeu-se no meio das milhares de repugnantes criaturas. Durud prontamente tirou a mão dali antes que as mordidas de que estava sendo alvo se multiplicassem. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A energia arcana que Macarus liberava desapareceu, fazendo a de Haardad vir velozmente na direção dele. Centenas de vermes foram dizimados e outros milhares se subdividiram em pedaços microscópicos. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Apesar disso, a aura maligna ainda permeava o ambiente. Ficava claro que a batalha não tinha sido vencida.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dargo sonhava acordado. A tênue linha que separava o onírico do real estava embaralhada, a cabeça latejava e os pensamentos estavam cada vez mais confusos. Teve a impressão de que seus sentidos o abandonariam quando uma voz conhecida e saudosa ecoou em sua mente. Dargo agradeceu a todos os deuses por ainda ter audição.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Vai deixar a morte de nossa Rainha impune?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Era Murdaryk. Uma alucinação, uma visão fantasmagórica, um pesadelo, ou talvez todas essas coisas, ou quem sabe nenhuma delas. Dargo podia ver claramente seu amigo bárbaro, ainda com os ferimentos recentes da última batalha. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Vai deixar a minha morte e a de Hydayn terem sido em vão?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Murdaryk... Eu sinto muito!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E a miragem desapareceu no meio de brumas sombrias que iam e vinham. Uma nova forma foi ganhando contornos humanos, até que Dargo conseguiu identificar o inconfundível semblante de seriedade, o olhar sisudo e a postura concentrada. Era Hydayn.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Você não pode morrer, Dargo! Pense em Yanysha. Ela já sofre com a morte recente do pai dela. Como ela se sentirá se também perder você?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Uma lágrima tímida escorreu. Dargo tentou levantar-se. Seus joelhos tremiam sem controle e ao erguer a cabeça ele entendeu por que. Diante dele, ilusão ou não, estava ninguém menos que a Rainha Yalanthara. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E o guerreiro chorou. Chorou como uma criança que reencontra os pais após anos de distância, chorou até soluçar e continuou chorando até perder as forças. Quando recobrou as forças, ainda chorando e chorando, conseguiu dizer aquilo que rezou a todos os deuses para ter uma chance de dizer. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Perdão, minha Rainha! Não fui capaz de te proteger. Perdão! Agora morrerei, Majestade, para me redimir de minha falha. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dargo criou coragem e tornou a levantar o olhar. A monarca sacudia a cabeça em negativa, exibindo nos lábios um sorriso terno e acalentador.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Ele não pode ser vencido, Majestade. O que faço? O que devo fazer?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A Rainha Yalanthara apenas balançava a cabeça horizontalmente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Não há mais nada que possa ser feito. Não há!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E ao redor da Rainha, surgiram as imagens entristecidas de Murdaryk e Hydayn. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Diga-me alguma coisa, Majestade. Digam-me alguma coisa, meus amigos. Preciso ouvir alguma coisa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ilusão ou não, sonho ou realidade, não importava. Dargo não teve nenhuma dúvida do quão reais tinham sido as três vozes que ecoaram em uníssono.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Nós acreditamos em você!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Durud estava distante de Macarus. O agora amontoado de vermes ainda exalava fedor de morte e maldade. As centenas de milhares de criaturas repulsivas que agora eram seu corpo foram se agrupando, tomando forma. A forma verdadeira do terrível mago. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os seres viraram patas, carapaça, cabeça e antenas. Um longo corpanzil foi criado com a junção de incontáveis criaturas. Macarus tomou a forma de um gigantesco verme. Sua faiscante aura ganhou o aspecto de sombra, como se ele fosse um receptáculo de toda a podridão e maldade daquela dimensão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O verme gigante moveu-se com velocidade incrível em direção a Haardad e o surpreendeu. Ele ainda recuperava o fôlego do esforço do ataque anterior e não foi capaz de se defender a tempo. Dezenas de milhares de criaturinhas perfuraram seu corpo. Larvas corroeram suas estranhas e o que restou de carne foi corroído por um líquido amarronzado que escorria da boca daquilo em que se transformara Macarus.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dargo e Durud mantinham-se de pé, vendo com tristeza suas esperanças desaparecerem. Olharam para longe e viram Tahya e Nan, imóveis chorando sobre o corpo dos amigos. Parecia inevitável que tivessem o mesmo fim, mas os deuses pareciam ter outros planos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Chega de mortes! – gritou a única voz feminina das proximidades – Chega! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Era a Rainha Ayara. Sua ira despertou uma força misteriosa que carregava dentro de si. Uma luz cegante foi crescendo ao redor do corpo dela. Ela espalmou as mãos para frente e disparou um cone de energia. O ataque atingiu em cheio Macarus, que foi desintegrado instantaneamente, tendo tempo apenas para maldizer seu destino. No momento do golpe, Dargo teve a nítida impressão de ter visto o rosto de Yalanthara no lugar do de Ayara.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Macarus estava morto, a fusão dos dois mundos parecia estar sendo revertida e o poder oculto da Rainha Ayara abriu até um portal para o mundo deles. Bastava regressar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Tahya! Nan! Venham! Vencemos! – bradou Dargo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Tragam os corpos de Hydayn e Murdaryk.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;De longe, ambas fizeram com a cabeça que não. Os dois amigos se aproximaram e repetiram as palavras, porém a resposta obtida foi a mesma. A fusão entre os mundos estava sendo revertida, mas com a morte de Macarus, aquele mundo estava condenado. Não tinham muito tempo para sair dele.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Os corpos deles têm que ser trazidos. Eles merecem um funeral decente! – Durud alegou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dargo olhou profundamente nos olhares lacrimosos das amigas e desistiu. Entendeu o desejo delas. Seu coração estava anestesiado. Uma tristeza a mais, outra a menos não faria tanta diferença.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Elas querem ficar aqui para morrerem junto com eles – o guerreiro explicou a Durud.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O ladino não entendeu, contra-argumentou e se propôs a ficar junto delas e compartilhar daquele mesmo destino cruel. Não pôde.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Venha, Durud! É uma ordem de sua Rainha! – a monarca bradou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A Rainha Ayara, Durud e Dargo voltaram para casa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Emoções conflitantes. O povo do reino precisou achar em seu coração espaço para a alegria da vitória e para a tristeza do alto preço pago em vidas por ela. Muito silêncio e lágrimas furtivas, pouca comemoração. A tentativa de fusão entre os mundos causou distúrbios naturais e algumas cidades atingidas por maremotos tiveram que ser reconstruídas. Mas no mesmo dia do retorno, algo mais digno de nota aconteceu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Yanysha, meu amor. Vencemos – era Dargo, ainda chorando.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Fico feliz por você – ela sentia-se mal de ter que dar a ele uma notícia tão ruim naquele momento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Como você está? Sentiu minha falta? – ele tentou descontrair o ambiente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Dargo, é justamente sobre isso que eu gostaria de conversar. Preciso que você me perdoe por lhe dar uma notícia tão desagradável quando você mais precisa de boas notícias, mas...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- O que aconteceu? Você está me deixando preocupado!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Dargo, eu quero me separar de você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os dois se entreolharam longamente. Os primeiros a derramarem lágrimas foram os de Dargo. Yanysha tentou cumprir a promessa que fizera a sua mãe de não chorar, mas não conseguiu. Ela chorava, não por tristeza. Mas por sentir pena daquele a quem um dia amou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os dois continuaram a apenas se olhar por longos minutos, enquanto as lágrimas passeavam em seus rostos entristecidos. Dargo tentou procurar contra-argumentos para dissuadir sua amada daquela idéia, pensou em se ajoelhar e implorar. Pensou que, talvez, tivesse sido melhor ter morrido no lugar de Hydayn ou de Murdaryk. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O choro de Yanysha se intensificou e ela teve que desviar o olhar. Virou-se de costas e saiu, para não mais voltar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Durante os meses seguintes, Dargo limitou-se a passar a quase totalidade de seu tempo rezando na capela erguida em homenagem à Rainha Yalanthara. A convivência constante de Durud e Ayara acabou fazendo com que ambos se casassem. O outrora ladino pessimista e falastrão tornara-se Rei. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Murdaryk, Hydayn, Tahya e Nan encontraram o descanso eterno no reino dos deuses e, espera-se, passaram uma eternidade de alegria ao lado de sua antiga monarca.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os quatro não tiveram chance de servir a recém-coroada Ayara. Dargo não compareceu ao casamento dos monarcas e acabou nem mesmo prestando uma única reverência a ela. Durud deixou de ser súdito para ser cônjuge. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O destino não permitiu que nenhum dos seis, Murdaryk, Tahya, Hydayn, Nan, Dargo e Durud, se ajoelhassem diante da Rainha Ayara.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Pois eles eram e para sempre seriam apenas e tão somente Servos de Yalanthara!'&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa não continua mais...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-7395616538303440204?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/7395616538303440204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/servos-de-yalanthara-final.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7395616538303440204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7395616538303440204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/servos-de-yalanthara-final.html' title='Servos de Yalanthara - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-1517623195398368548</id><published>2012-01-15T12:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T15:43:08.479-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 15</title><content type='html'>Olá, amigos. Hoje lhes trago a penúltima parte da saga "Servos de Yalanthara". Aproveito para lembrá-los que meu conto "Guerra nos Nove Mundos" foi publicado pela editora Redbox e pode ser baixado gratuitamente clicando &lt;a href="http://loja.redboxeditora.com.br/guerra9mundos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Caso o site esteja em manutenção, você também pode baixar o conto em pdf clicando &lt;a href="http://www.4shared.com/office/hMhWWbum/Guerra_nos_Nove_Mundos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que apreciem e comentem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Servos de Yalanthara - Parte 15&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"Murdaryk avançou furioso. Suas pernas não tinham mais firmeza, nem lhe forneciam equilíbrio, mas o ódio sobrepujou as limitações e ele correu. Em poucos segundos, estava diante de Macarus. O machado percorreu um arco até chegar ao mago, que deteve o golpe com uma das mãos revestida por uma barreira arcana.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Minhas desculpas por não ter matado você primeiro. Bem sei que você é o que mais sente saudades de Yalanthara. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O bárbaro bufava de cólera. Pressionava sua lâmina contra a mão inimiga, porém o poder mágico que circundava o inimigo estava além do que ele podia combater. Notando que apenas a mão de Macarus estava protegida por magia, Murdaryk movimentou o pescoço para trás tomando impulso, e desferiu uma violenta cabeçada na testa do inimigo, que cambaleou para trás. E caiu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Nan chorava sobre o corpo caído de Hydayn. Estava enfraquecida pelo combate e não tinha mais forças mágicas que lhe permitissem ajudar os amigos. Emocionalmente também não tinha mais capacidade de continuar combatendo. A tristeza falava mais alto e tudo que ela conseguia fazer era chorar. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tahya, Dargo e Durud seguravam-se uns nos outros. Viam sua amiga halfling chorar, seu amigo morrer, seu outro amigo lutar contra um inimigo mais poderoso e viam a si mesmos cada vez mais incapazes. Pior: viam nos céus algo estranho. Sentiram a terra tremer e o estômago borboletear. Uma tontura súbita tirou-lhes o pouco equilíbrio que tinham. Caíram. Tentaram levantar-se, mas a desorientação foi mais forte. Era a mesma sensação que tiveram após cruzarem as dimensões.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Os mundos estavam começando a se fundir.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Murdaryk acertou um golpe certeiro com seu machado no braço direito do mago, que pendeu ensangüentado. Macarus urrou e desconcentrou-se, perdendo por segundos a proteção mágica que o salvaguardava. O bárbaro aproveitou-se disso para atacar, atacar e atacar. Golpes laterais, verticais, socos, chutes e investidas. Não havia mais estratégia, não havia mais tática. Não havia mais nada. Só desejo de matar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Após uma das muitas evasivas, Macarus aplicou uma rasteira no oponente. As pernas feridas de Murdaryk não resistiram e o bárbaro foi velozmente de encontro ao chão. O choque da cabeça contra o piso pedregoso atordoou demais Murdaryk, dando à Macarus o tempo necessário para que uma imensa bola de fogo arcana surgisse em sua mão direita. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O horizonte ganhou uma tonalidade estranhamente colorida, em óbvio contraste com o borrão cinzento que sempre fora naquela dimensão. Tahya e os demais acharam se tratar de um efeito colateral da fusão entre os mundos, no entanto estavam enganados. Um diminuto portal surgiu e foi crescendo de tamanho. Duas pessoas chegaram. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Haardad e a recém-coroada Rainha Ayara. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Antes que os dois pudessem se situar, ouviram um barulho de explosão e o som agudo de Tahya gritando. Durud balançou a cabeça em negativa, Dargo deixou que lágrimas surgissem. Nan ergueu a cabeça e viu, a metros de distância, que os motivos para chorar tinham apenas começado.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Macarus pegou pelo pescoço o corpo inerte de Murdaryk e o examinou. Percebeu que a vida havia se exaurido e arremessou o cadáver em direção aos colegas do bárbaro. E gargalhou. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Com dificuldade, Tahya, Durud, Dargo e a Rainha Ayara foram até o corpo de Murdaryk e chegaram à triste constatação de que ele estava morto. Tahya voltou a gritar, Durud balançou novamente a cabeça e Dargo deixou que as lágrimas encharcassem sua face. A monarca não soube o que fazer. Queria consolar os outros, mas não encontrava palavras. Mais uma vida havia se perdido.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Haardad caminhou em direção à Macarus. O mago maldito cessou as risadas. Pela primeira vez desde que o combate começara, ele parecia se sentir seriamente ameaçado pelo seu rival. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Chegou um pouco tarde, velho amigo! – o mago provocou, voltando a exibir o sorriso sarcástico habitual.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Nunca é tarde para acabar com sua raça imunda, Macarus – foi a resposta.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Poderia ter impedido a triste morte desses dois inúteis. Bem sei que você odeia mortes desnecessárias.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Não vou me martirizar se aqueles que se diziam os mais poderosos servos de Yalanthara não foram capazes de se defenderem por si próprios. A mim só interessa te enviar para uma eternidade no inferno.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Por um momento, Durud, que contemplava a cena ao longe, se perguntava quais as reais capacidades do misterioso Haardad. O ladino intercalava olhares ao combate e ao corpo sem vida de seu amigo. Indeciso, viu Dargo levantar-se, espada em punho, pronto para fazer alguma bobagem. Viu Tahya cair de joelhos, dominado pelo pranto, gritando por Murdaryk. Ouviu a Rainha Ayara dizer apenas: “Não cheguei a tempo”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- O mundo miserável desses patéticos indivíduos será tomado pelas minhas energias arcanas. Algo muito semelhante ao que fiz com o seu mundo. Lembra-se, Haardad? – o mago provocou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Lembro que na primeira vez em que nos confrontamos eu te dei uma surra e você precisou fugir covardemente para não ser morto na frente dos seus servos. Lembra-se, Macarus?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tão rápido quanto começaram, as bravatas acabaram. Poderosas energias arcanas foram liberadas por ambos os combatentes. Raios prismáticos, rajadas de fogo, gelo e outros elementos voavam de um lado a outro, chocando-se com o ataque inimigo. Os poderes mágicos dos rivais mediam força em um equilibrado confronto. Ao ver a extensão das habilidades de Macarus, Durud teve a certeza de que o mago esteve apenas brincando com ele e seus amigos. A batalha terrível que tinham tido até então fora, para o mago, apenas um aquecimento. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Haardad e Macarus suavam, respiravam aceleradamente e faziam caretas de dor e esforço. Pareciam combater no limite de suas capacidades, um movido pela pressa, outro pela satisfação de saber que o tempo estava a seu lado. Os céus cinzentos ganhavam um tom fúnebre, um negro opressivo, uma ironia ao luto que tomaria conta do mundo de Durud. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O combate seguia furioso, equilibrado, com a força arcana dos oponentes se equivalendo. Nan ainda chorava sobre o corpo de Hydayn, Tahya sobre o de Murdaryk. Dargo, embasbacado, apenas fitava o choque das energias, sem interferir no conflito. A Rainha Ayara olhava para os céus, para o nada e para tudo. Estava estupefata e em nada colaborava. Durud resolveu arriscar tudo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Dargo! – ele gritou – Prepare sua espada! Vamos mandar esse mago para os mil infernos agora, nem que tenhamos que ir junto e arrastá-lo pelos cabelos."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-1517623195398368548?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/1517623195398368548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/servos-de-yalanthara-parte-15.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1517623195398368548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1517623195398368548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2012/01/servos-de-yalanthara-parte-15.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 15'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4686987731520214359</id><published>2011-12-31T13:54:00.001-08:00</published><updated>2011-12-31T13:56:50.447-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 14</title><content type='html'>Olá. Desejo-lhes um 2012 abençoado em todos as áreas da vida de vocês. E lhes trago a continuação da saga "Servos de Yalanthara". (Por sinal, está quase acabando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 14&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Krisser, outros dois eruditos e a futura Rainha Ayara conversavam. Haardad entrou subitamente na sala, quase derrubando a porta e alguns guardas que tentaram impedí-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Apesar de devermos muito a você, Haardad, saiba que todos nós apreciaríamos se mostrasse um pouco de educação – disse Krisser, com acidez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Minhas desculpas pela pressa. Afinal, temos todo o tempo do mundo para desperdiçarmos com formalidades, não é mesmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não havia mais cadeiras na sala. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou ter que ficar de pé? – Haardad perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O ideal seria você ficar de joelhos – foi a resposta – Está diante da futura Rainha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem sorte de eu não ter tempo para me preocupar em sentar. E por falar em rainha, ela já foi coroada? Você há dias fala sobre urgência, mas não fez ainda o que de mais urgente cabia a você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Uma coroação exige toda uma preparação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não temos tempo para isso, Krisser – Haardad interrompeu – Macarus vencerá se continuarmos perdendo tempo. Coroe-a imediatamente. Chame o Alto Conselho. Prepare a Coroa e o Cetro Real. Reúna cem testemunhas. Esqueça as demais formalidades. Vamos ter muito tempo para dar a nossa monarca festas luxuosas se não morrermos ainda hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As palavras de Haardad foram pronunciadas com dureza. Antes que houvesse qualquer resposta, ele abandonou o aposento. Em um dos muitos corredores do castelo, encontrou uma jovem que parecia aflita. Ao lado dela, uma senhora de cabelos grisalhos, possivelmente sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por gentileza, senhor. Meu nome é Yanysha e estou aguardando notícias de meu marido, Dargo. O senhor o conhece? Sabe quem possa ter alguma novidade sobre o paradeiro dele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Minha jovem, o que sei é que ele está lutando com bravura para salvaguardar nosso mundo. Mas esteja ciente de que as chances de sucesso dele e de seus amigos são pequenas. Caso acredite nos deuses, ore a eles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Haardad saiu da presença das duas. Yanysha havia prometido a si mesma ser forte. Não chorar. E não o fez. Sua mãe a abraçou. Voltaram a seus aposentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As providências para a coroação foram tomadas. Muitas formalidades tradicionais foram ignoradas por falta de tempo. Apenas o indispensável para que Ayara fosse reconhecida como Rainha foi feito. O trono foi adornado com discrição. O tapete vermelho, os brasões, as jóias reais e todo o restante da decoração foram ajeitados velozmente. Servos do castelo e soldados que guarneciam as muralhas da capital foram chamados às pressas. Muitos deles não puderam nem vestir suas melhores roupas. Em verdade, nem a futura monarca pôde fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar disso, Ayara estava majestosa. Os lábios foram coloridos de um vermelho vivo, as bochechas levemente rosadas e o cabelo foi mantido solto, indomado, esvoaçante. Em cada mão, um anel incrustado de diminutas opalas e esmeraldas rutilantes. Usava uma gargantilha de ouro puro adornada por jaspes e rubis. Trajava um vestido branco de seda finíssima e calçava sapatilhas também brancas, que realçavam a delicadeza de seus pés. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E caminhou, conforme o ritual de coroação exigia, pelo tapete vermelho. Os súditos ali presentes se ajoelharam e baixaram a cabeça. Palavras foram ditas, juramentos de vassalagem foram feitos e a Coroa e o Cetro foram entregues à nova monarca. Ela sentou-se no trono e foi demoradamente reverenciada. Já era oficialmente a Rainha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não muito depois, Haardad adentrou a sala do trono praticamente vazia. Usava sua armadura de batalha, tinha na bainha uma imensa espada mágica. Prostrou-se ante Sua Majestade, beijou-lhe a mão e ignorou os avisos dos quatro guardas presentes de que não deveria incomodar a Rainha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Majestade, seus afazeres reais começam agora. Espero que esteja preparada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que tenho que fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Salvar seu mundo da destruição iminente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Haardad tirou da fivela do cinto um pequeno diamante, que começou a brilhar. O rútilo intenso foi se intensificando, até ganhar o formato de um portal. A Rainha estava começando a entender, e rezando para não ter que fazer o que ficava claro que teria que fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Para onde vamos? – ela perguntou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ensinar uma lição a um mago malvado que tem nos causado problemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A cimitarra de Tahya e a espada larga de Dargo tinham sido arremessadas para longe. Ambos estavam caídos, sangrando bastante, usando a força de vontade para não perderem a consciência. Murdaryk não tinha mais equilíbrio para caminhar, pois suas duas pernas apresentavam talhos e cuspiam pus a cada tentativa de movimento. Hydayn segurava o peito com a mão, como se pudesse controlar a respiração descompassada e estancar os sangramentos com aquele gesto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durud e Nan ainda estavam de pé. O ladino estava parado em frente ao inimigo, sorrindo. Sabia que não havia mais esperança, mas não daria ao mago maldito o prazer de vê-lo assustado. A halfling tinha poucos ferimentos, mas não tinha mais recursos arcanos, nem objetos mágicos aos quais recorrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn levantou-se com dificuldade. Macarus estava a poucos metros dali, também ferido, também sangrando, também com a respiração acelerada de quem tinha feito um grande esforço. Mas o mago tinha ao redor dele um campo de força arcano. Uma barreira de energia mágica sutil que o circundava, intimando os inimigos. Hydayn só lutava corpo-a-corpo, e não podendo fazê-lo, não tinha como vencer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nossos mundos irão se fundir – Macarus disse – Ao abrir a passagem para este mundo, vocês possibilitaram que eu colocasse em ação um plano mais ambicioso do que sua falecida rainha jamais seria capaz de supor. Vou realizar um ritual ancestral que fará o seu mundo se fundir ao meu. E no novo mundo que surgirá, apenas eu terei o poder. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Deteremos o processo – Hydayn rebateu de chofre – Impediremos essa vilania. E se não pudermos, faremos você em pedaços e mandaremos cada um deles para uma das mil camadas do inferno. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O monge se levantou. Macarus agitou os braços e dedos, e a luz ao redor dele começou a se dirigir até as palmas de suas mãos. O brilho se condensou em uma bola de energia. Nan buscou forças para conjurar alguma coisa, mas não conseguiu. O esforço exauriu o que restava de suas energias e ela caiu. Durud tentou esconder-se, porém seus movimentos foram vistos pelo mago e ele acabou desistindo da idéia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mate as saudades de Yalanthara no inferno! – Macarus gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A imensa energia foi atirada em Hydayn. O monge foi atingido em cheio, caindo no chão com o impacto. Durud e Nan correram em direção a ele, tendo como canção de fundo as gargalhadas de seu algoz. Os ferimentos do amigo deles eram muitos e ele estava desacordado. Ou pior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não está mais respirando – disse Nan – Infelizmente, Hydayn está morto." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4686987731520214359?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4686987731520214359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-14.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4686987731520214359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4686987731520214359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-14.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 14'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-661478398892914759</id><published>2011-12-25T14:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T14:56:47.306-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 13 (e boas festas)</title><content type='html'>Saudações, amigos. Trago a vocês os meus sinceros votos de Feliz Natal, próspero ano novo e a continuação da saga "Servos de Yalanthara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 13&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um som tonitruante rasgou os horizontes. Explosão, poeira, destroços, escombros. Era como se uma cordilheira inteira tivesse desabado. Macarus tinha consciência que ainda não tinha vencido, mas sorria. O simples fato de ter ferido gravemente os malditos servos de Yalanthara já lhe proporcionava uma mórbida alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poeira demorava a baixar. No momento do impacto, Nan criou um campo de força arcano. Contudo, forte o bastante apenas para evitar a morte instantânea de seus companheiros. Não o suficiente para impedir que todos fossem atingidos por uma energia que transcendia tudo que já haviam enfrentado. Tahya perdeu os sentidos. Dargo sentiu a armadura encharcar-se de sangue. Hydayn moveu-se alguns centímetros e teve a impressão de que vários ossos estavam quebrados. Durud era o menos ferido, mas mesmo assim estava cheio de escoriações. Murdaryk tinha o supercílio esquerdo aberto e o rosto enrubescido pelo sangue, que caía como cascata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar de odiar com todas as minhas forças a Yalanthara, admito que sempre a considerei uma adversária respeitável. Mas vocês fizeram sua falecida monarca cair em meu conceito. Achei que ela tinha sido mais exigente na escolha de seus defensores. No entanto, agora vejo que ela selecionou meia dúzia de fracassados e acreditou que isso bastaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nan retirou discretamente de suas vestes rasgadas um tipo de colar. Parecia uma gargantilha, com pequenas bolotas avermelhadas presas à corrente. A halfling retirou uma das bolinhas e as escondeu na palma da mão. Comemorou em silêncio quando percebeu que seu inimigo olhava para Murdaryk no momento em que fez isso. Lentamente, começou a caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é só um bárbaro que se considera forte. É precipitado, impulsivo e burro. Acha que por lutar por uma causa que considera correta, sua força se multiplicará e um milagre te fará derrotar seus inimigos – Macarus continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dargo tinha dificuldades para andar, e sabia que ficar parado só pioraria tudo. Hydayn manquitolava. Ambos foram avançando até ficarem lado a lado com Murdaryk. O mago maldito não fazia nenhum gesto, não parecia estar planejando nenhuma forma de ataque. Apenas tagarelava. “Típico dos vilões megalomaníacos”, pensou Hydayn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mundo de vocês não será o primeiro, tampouco o último. Seu plano dimensional me seria muito útil intacto, mas meu ódio pela Yalanthara me obriga a destruí-lo. Vocês, suas famílias, tudo que é importante para vocês será destruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dificuldades, Hydayn, Dargo e Murdaryk avançaram para o embate corpo-a-corpo. Macarus desviou-se da estocada de Dargo com velocidade sobrenatural, aparou o chute de Hydayn com perícia incomum para um mago e desapareceu quando o aço do machado de Murdaryk ia atingi-lo. Reapareceu metros atrás, e novamente defendeu-se com surpreendente habilidade dos ataques do monge. Socos e cotoveladas foram bloqueados, chutes e joelhadas foram evitados, e até cabeçadas não foram eficazes contra o mago. Dargo atacou com a espada sem sucesso. Tentou um golpe transversal na altura do ombro, uma estocada no abdômen e um golpe lateral na altura da cintura. Macarus movia-se como se tivesse agilidade sobre-humana. O machado de Murdaryk também começou a rasgar o ar, enquanto o inimigo se esquivava sem esforço. Hydayn procurou golpear também, transformando o confronto em uma saraivada de investidas sem sucesso. Em dado momento, após uma evasiva súbita, o mago colocou a mão próxima ao rosto de Dargo e expeliu uma rajada dourada de energia arcana. O guerreiro foi arremessado a metros dali. Murdaryk procurou aproveitar o ocorrido para atingir Macarus, mas o maldito conseguiu evitar o ataque com um salto para o lado. Ataques e esquivas, golpes e evasivas, investidas e contragolpes. Aço rasgando o vento, magia sendo conjurada, uma ou outra bravata para dar   um sabor especial ao confronto. A batalha seguia feroz. Após longos minutos sem acertar um único golpe, Murdaryk, Hydayn e Dargo se posicionaram de modo a cercar Macarus. Quando os três atacassem, o maldito não teria como se defender de todos eles ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golpearam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago teleportou-se, frustrando seus algozes. Quando Macarus materializou-se novamente, sentiu uma violenta dor nas costas e sentiu algo quente escorrendo por suas vestes. Um olhar para trás e a constatação de que sangrava. Durud o atingira de surpresa com uma lâmina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estudei com calma seus movimentos. Imaginei que seria exatamente aqui que você reapareceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago desferiu uma violenta cotovelada no ladino. Retirou com uma careta de dor a arma de suas costas. Deu um soco em Durud e lançou uma rajada de energia mágica em direção a ele, que caiu desmaiado a metros dali. Fazendo força para não gritar, o mago virou-se e viu Murdaryk e seus dois colegas vindo em sua direção para continuar o ataque. Seu sangue ainda escorria e a dor não diminuía.&lt;br /&gt;A brincadeira estava começando a deixar de ser divertida. As lâminas e o punho dos inimigos já vinham em sua direção, quando Macarus ergueu uma barreira arcana invisível entre ele e seus agressores.&lt;br /&gt;E uma violenta explosão o surpreendeu, fazendo o cair. Nan tinha arremessado uma das bolotas que tinha em seu colar. Eram mágicas e explodiam ao menor contato com qualquer superfície. O objeto explodiu nas costas do mago, que tinha erguido a barreira defensiva à frente de si, mas não atrás.&lt;br /&gt;Antes que Macarus pudesse se recompor, outra bolota caiu sobre ele, desta vez no peito. Outra explosão violenta. Murdaryk, Hydayn e Dargo recuaram, mas mesmo assim foram atingidos pelo impacto. Ao longe, viram uma silhueta e perceberam que era o mago, após um teleporte. Sangrava e rosnava de ódio. Tinha dificuldades para manter-se de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava derrotado. Ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Que os deuses segurem as ampulhetas. O tempo está acabando! – Krisser pensou em voz alta.&lt;br /&gt;- Tempo? Como assim? – estranhou Ayara.&lt;br /&gt;- Durud e os outros não sabem, mas eles precisam triunfar imediatamente. Ou poderá ser inútil qualquer vitória que obtenham mais tarde.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-661478398892914759?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/661478398892914759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-13-e-boas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/661478398892914759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/661478398892914759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-13-e-boas.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 13 (e boas festas)'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-5612738740122836171</id><published>2011-12-18T06:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T06:26:52.691-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 12 e novidades bombásticas</title><content type='html'>Saudações, amigos. É com alegria ímpar que anuncio que meu conto "Guerra nos Nove Mundos" foi publicado na editora Redbox. Você pode baixá-lo gratuitamente (sim, gratuitamente) clicando &lt;a href="http://loja.redboxeditora.com.br/guerra9mundos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Peço a gentileza de ignorarem seus afazeres e me ajudarem a divulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem agora com a continuação de "Servos de Yalanthara" (e me perdoem a demora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 12&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A viagem fora demorada e difícil, pois o número de viajantes do reino aumentou muito após o trágico falecimento da Rainha Yalanthara. Mesmo aqueles que cruzavam as estradas em um grupo modesto tinham dificuldades em realizar os trajetos nos tempos habituais. O percurso que, em circunstâncias normais, levaria menos de um dia a cavalo, acabou durando quase três dias. Ao menos, o grande fluxo de pessoas passava uma sensação de segurança a quem passava por ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yanysha ia com sua mãe. Não seria fácil a conversa que teria que ter com Dargo e ela nem tinha certeza se o encontraria na capital. Com todo o transtorno causado pela morte da Rainha, ela era bem capaz de supor que seu marido estivesse em algum tipo de missão. Ou consolando a choradeira de seu amigo Murdaryk. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha que teremos fácil acesso ao castelo? – a mãe de Yanysha perguntou a ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fácil, não. Mas darei um jeito de fazer alguém na guarnição avisar Dargo que estou aqui. Conheço alguns dos guardas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele era um momento em que Yanysha imaginou como as coisas seriam se seu pai não tivesse falecido. Era também um momento em que ela imaginava se tinha tomado a decisão correta. Era um momento em que ela imaginava muitas coisas. Mas não tinha certeza de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A algumas centenas de metros dali, estava o palácio. As duas se regozijaram com a imagem. Enfim, a viagem chegava ao fim. Ao aproximarem-se das muralhas que circundavam o castelo, tiveram que misturar-se a uma grande aglomeração que ali estava. Muitos súditos acreditavam que uma forma de homenagear sua falecida Rainha era permanecer às portas do palácio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos muitos soldados que fazia a segurança do local reconheceu Yanysha. O guarda fez uma discreta vênia a ela e sua mãe e travou um diálogo rápido. Dargo estava em missão, confrontando um mal terrível que, se não fosse detido, poderia destruir todo o mundo. “Típico dele”, Yanysha pensou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veio o convite do soldado para que ela e sua mãe se hospedassem no castelo e aguardassem Dargo lá. Yanysha aceitou com certa hesitação. A maior prova de que ela tinha tomado a decisão certa, foi o fato de não ter ficado tão preocupada quanto deveria com a periculosidade da missão de seu esposo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero que esse tempo de espera não a faça mudar de idéia – disse a mãe dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, mãe. Já estou decidida. Vou me separar mesmo de Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos muitos eruditos que viviam no castelo estava reunido com a jovem Ayara. Ele, tal qual seus pares, adiou tanto quanto pôde a tomada daquela decisão. Mas o tempo estava contra eles. Fora isso, não havia nenhuma garantia de que Murdaryk e os outros conseguiriam vencer o mago Macarus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquela conversa não podia esperar mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei o quanto Durud conversou com você enquanto a trazia até aqui – o sábio, de nome Krisser, sorriu – Mas acredito que não muito, pois nem ele sabia muito acerca de tudo que está acontecendo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A garota manteve-se silenciosa. Não sabia se devia sorrir ou chorar. Preferiu apenas ouvir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você é a escolhida. Será a nova Rainha desse mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O quê? Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso mesmo. Como sabe, nossa saudosa Rainha Yalanthara não tinha família. Isso por muito tempo gerou uma dúvida em todo o reino sobre como seria a sucessão dela. Claro que nenhum de nós esperava que ela morresse tão cedo. Mas o fato é que nunca soubemos como seria quando isso acontecesse, até que aconteceu. Dias antes de nossa Rainha descobrir que morreria, e peço que não me pergunte como ela já sabia que isso aconteceria, ela redigiu uma carta de próprio punho com verdades reveladoras e também manifestando suas últimas vontades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não estou entendendo o que eu tenho a ver com tudo isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A Rainha acreditava que o posto de monarca só devia ser ocupado por uma jovem que tivesse nascido em circunstâncias específicas. Em uma determinada época do ano, em uma determinada fase da lua, coisas assim. Um tipo de escolhida dos deuses. Movida por essa crença, Sua Majestade pesquisou secretamente quem seriam as jovens do reino que preencheriam esses requisitos. Quatro moças foram encontradas. Você foi uma delas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E as outras três?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Foram assassinadas. O mago Macarus, a quem seu amigo Durud e os outros estão enfrentando, também tomou parte nessa investigação, mesmo estando em outro plano da existência. Os agentes dele nesse mundo assassinaram as outras jovens e pretendiam, inclusive, fazer o mesmo com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso significa...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que os deuses decidiram que você deve ser a nossa nova Rainha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espanto. Silêncio. Ela procurou palavras, mas não as achou. Muitas perguntas teriam que ser feitas, mas não conseguiu formular nenhuma. Cogitou recusar, mas aquela parecia ser uma situação em que ela não tinha nenhuma escolha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu não saberia como ser uma boa Rainha. Não saberia reinar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sua insegurança é natural. Mas, por hora, vamos torcer para que Durud e os outros derrotem Macarus. Se isso não acontecer, todos morreremos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raios de energia negra saiam da palma de suas mãos sem cessar, fazendo seus inimigos improvisarem uma dança de esquivas. Hydayn e Nan foram atingidos de raspão e sentiram a pele queimar. Das pontas dos dedos saltavam mais e mais raios, cada vez mais grossos, mais difíceis de desviar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ataques incessantes faziam os servos de Yalanthara não conseguirem se aproximar para atacar. Nan não tinha como se concentrar para tentar uma conjuração. As tentativas de Tahya de usar sua comunhão com a natureza ali falharam. Durud tentou arremessar uma adaga, mas pagou por isso quase sendo atingido em cheio no peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os raios continuavam, maiores, mais numerosos, mais velozes, arrasando o campo de batalha ao redor deles. Os olhos de Macarus foram ganhando a mesma coloração negra de suas rajadas arcanas e ele ergueu as duas mãos. Sobre elas foi se formando uma bola de energia gigantesca, também negra. O círculo arcano foi aumentando e aumentando, ficando quase do tamanho de uma rocha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os poucos segundos que Macarus levou para fazer isso foram suficientes para que Hydayn gritasse para que todos dispersassem. Murdaryk e Dargo não deram muita atenção e avançaram. Queriam golpear o mago com suas armas antes que ele arremessasse a esfera de energia. Nan preparou-se para ao menos tentar criar um barreira de defesa que salvaguardasse seus amigos. Tahya resfolegou. Durud afastou-se do grupo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E Macarus efetuou o disparo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-5612738740122836171?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/5612738740122836171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-12-e-novida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5612738740122836171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5612738740122836171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/12/servos-de-yalanthara-parte-12-e-novida.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 12 e novidades bombásticas'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-6068257823654276729</id><published>2011-11-20T06:22:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T06:28:57.222-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 11</title><content type='html'>Saudações, amigos. Trago-lhes a continuação da saga "Servos de Yalanthara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 11&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uma fração de segundo. Possibilidades. Dúvidas. Decisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Criar um campo de força arcano e pedir a todos os deuses que ele suporte o peso das montanhas?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Segurar a mão de todos e tentar um teletransporte para outro lugar?” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Correr o mais rápido possível e torcer para que todos sejam ágeis o bastante para escapar das montanhas?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Destruir as montanhas com alguma conjuração direta?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Agarrar o corpo másculo de Hydayn e ter um pouco de prazer nos últimos segundos de vida?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan teve pouco tempo para pensar. Na dúvida, acabou não fazendo nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E as montanhas caíram sobre eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn deu tapas nos amigos. Tahya e Murdaryk se recompuseram rapidamente. Dargo, Nan e Durud demoraram mais, mas acabaram recobrando a lucidez. Os cinco ficaram de pé. E então surgiram as dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Onde estamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estamos vivos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E as montanhas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn sorriu para os amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aparentemente, uma ilusão. Provocada por ele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O monge apontou para cima. Algo ou alguém flutuava dentro de um glóbulo imenso de energia negra. A visualização era difícil, porque uma estranha névoa encobria o ambiente. Soprava um vento frio e antinatural. Havia luz, mas era parca e fraca. Havia também um frio na espinha de cada um dos servos de Yalanthara. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então, você é o mago Macarus? – gritou Murdaryk, ainda um pouco zonzo, mas com o machado em punho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A resposta foi uma rajada de energia negra, facilmente desviada pelo bárbaro. Como o mago mantinha-se flutuando a alguns metros de altura e nenhum deles tinha armas de ataque à distância, tiveram que aguardar que Macarus se aproximasse. O que não aconteceu. E novas rajadas arcanas vieram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Primeiro, um globo de energia amarronzada que explodiu ao lado de Tahya e Dargo, após um veloz movimento evasivo de ambos. Depois, uma onde de choque que atingiu o chão e foi avançando em direção aos heróis. A terra se ergueu e todos se sentiram golpeados de baixo para cima pelo poder mágico. O impacto foi forte o bastante para desequilibrar a todos, mas ninguém caiu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cada um correu para um lado. Queriam se dispersar para não serem atingidos todos de uma vez. Entendendo a estratégia inimiga, o mago lançou dezenas de pequenas labaredas de fogo do tamanho de maçãs. Durud descobriu, da pior maneira possível, que aquelas chamas explodiam, além de apenas queimar. Duas delas o acertaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nan, tente usar alguma magia que o faça descer! – Murdaryk gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A feiticeira halfling começou a se concentrar. Cerrou os olhos e pronunciou algo estranho. Sentia a energia arcana fluir, quando foi violentamente atingida por uma esfera de fogo. O corpo chamuscou e queimou, caindo no chão. Nan levantou-se de novo e voltou a se concentrar para outra conjuração. Sabendo que a amiga seria alvo do ataque inimigo e não poderia revidar, Dargo colocou-se em frente a ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E recebeu o ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Correntes de relâmpagos. Cinco, dez, quinze, eram rápidos demais para serem contados. As descargas elétricas acertaram o corpo do guerreiro com violência. Nem a armadura completa que ele trajava foi capaz de protegê-lo. Caiu, sem sentidos. Mas isso deu a Nan o tempo que ela precisava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um clarão surgiu e luz e trevas se misturaram por alguns segundos. Olhos se fecharam por instinto, silêncio e barulho se tornaram um só. Tontura, desequilíbrio. Todos se sentiram como se estivessem de cabeça para baixo. Ou como se o chão tivesse virado céu e vice-versa. Por um instante, tinha mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a luz maligna que circundava o corpo de Macarus sumiu. Ele estava no chão. Ao alcance de todos. Uma capa rubro-negra rodeava seu corpo. O rosto era branco, como se o colorido da vida não existisse ali. Cabelos curtos e escuros, olhos de um vermelho profundo e sinistro, nariz adunco. A capa não se abria. Só era possível ver as mãos com as palmas voltadas para frente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vocês não deveriam estar aqui – a voz era fria e sem vida – Não ainda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn se colocou em frente ao corpo caído de Dargo. Tahya estava com a cimitarra pronta, sem saber se conseguiria invocar suas habilidades de comunhão com a natureza naquele local. Durud, discretamente, ia para a lateral do campo de batalha, posicionando-se para um ataque surpresa quando a chance surgisse. Nan resfolegava, exaurida de suas forças. Murdaryk, machado em punho, caminhava lentamente até Macarus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bárbaro, subitamente, avançou em desabalada carreira. Sua lâmina rasgou o ar. Com o canto do olho, viu seu alvo mover-se com uma velocidade impressionante para o lado. Um novo golpe e uma nova esquiva. Mais dois ataques e mais duas evasivas. Era difícil acompanhar os movimentos quase sobrenaturais do mago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E então, Macarus atacou.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-6068257823654276729?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/6068257823654276729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/11/servos-de-yalanthara-parte-11.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6068257823654276729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6068257823654276729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/11/servos-de-yalanthara-parte-11.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 11'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-6771904233019366224</id><published>2011-11-06T03:32:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T03:41:18.926-08:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 10</title><content type='html'>Olá, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje lhes trago a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 10&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Passou-se um tempo considerável até que as lágrimas permitissem que algum deles dissesse qualquer coisa. O assassino, que ainda não tinha dito quem era, chorava com as mãos no rosto. Nan o fazia de joelhos, mãos sobre a terra. Dargo e Durud derramavam seu pranto olhando para o horizonte. Murdaryk soluçava fitando os céus. Tahya encostou a cabeça em Hydayn e deixou as lágrimas caírem. O monge, por sua vez, parecia o único com certo controle emocional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O plano de nossa saudosa Rainha se concretizou – dizia Hydayn, escolhendo com cuidado cada palavra – Não era dessa forma que todos nós gostaríamos que tudo tivesse acabado. Só os mais piedosos deuses do céu sabem o tamanho da dor que sentimos. Também entenderei se alguém aqui disser que tem vontade de morrer também e juntar-se à nossa monarca. Mas lembrem-se: nossa missão ainda não acabou. Fraquejar agora faria o sacrifício de nossa Rainha ter sido em vão. O mago maldito terá que pagar, e muito caro, por tudo isso. E, movidos por esse desejo de vingança, nós não fraquejaremos. Derrotaremos o desgraçado e restabeleceremos a paz nesse e em todos os mundos. Será nossa homenagem à Rainha Yalanthara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk deu um passo à frente, em direção ao assassino. Todos conheciam aquela expressão de ódio dele. Cada fibra do corpo do bárbaro clamava por sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E o que acontece agora? Onde achamos esse Macarus? Você virá conosco matá-lo? Pode, ao menos, nos levar até ele? E afinal, quem é você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se um nome é importante para vocês, podem me chamar de Haardad. Não posso ir até onde está Macarus, pelo simples motivo de que minha presença é necessária aqui, onde me encarregarei que vocês cheguem até o Plano dele. E não se preocupem em procurá-lo: quando chegarem lá, ele certamente virá até vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Haardad fez o possível para ajudar na recuperação de todos os seis. Entregou a cada um deles um anel dourado e disse-lhes que com ele seria possível não ser afetado pelo mal-estar característico da transição entre diferentes mundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caminharam por menos de uma hora até chegarem ao local conhecido como Cataratas do Infinito, um local mítico que, diziam os bardos, servia como portal para várias dimensões. Haardad apontou para uma caverna que ficava atrás do cair das águas, por onde eles teriam acesso ao portal em si. Após se molharem muito, chegaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Julgamos você mal – disse Murdaryk – Aceite nossas desculpas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Destruir Macarus não acabará com tudo. Tratem de voltar inteiros, lúcidos e preparados. Há mais coisas por aqui que dependem de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Haardad apontou para as águas. Eles estavam exatamente atrás da cachoeira, a poucos metros do cair das cataratas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Boa sorte. Se lutarem tão mal quanto vinham fazendo, vão mesmo precisar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Traremos a cabeça de Macarus para você, Haardad – respondeu Murdaryk.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Apenas tragam suas próprias cabeças sobre seus pescoços. Já será suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partiram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sentiram uma leve sensação de estranheza e desorientação, que foi se tornando maior e maior. Tahya desmaiou. Os demais cambalearam, esforçando-se para não cair. A visão ficou turva, os sentidos ficaram confusos. Uma miríade de aromas invadiu os olfatos, começaram a ouvir sons que pareciam vir de todas as partes do mundo. O estômago borboleteou e todos sentiram frio e calor ao mesmo tempo. Durud urinou nas calças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após segundos que pareceram milênios, todas as desagradáveis sensações foram substituídas por um estranho formigar na mão direita. Era o anel dourado fazendo efeito e os adaptando ao novo Plano. Mais alguns minutos, e todos já se sentiam recompostos e preparados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estavam em uma região de chão pedregoso, circundada por montanhas altíssimas. No topo de cada uma delas, a imagem colossal de um gárgula. Ao todo eram quatro. O caminho levava pelo meio da cordilheira, mas parecia não haver entradas subterrâneas. E mesmo que houvesse, era inevitável olhar para cima. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Parecem reais – disse Dargo, olhando para os gárgulas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E talvez sejam – Hydayn devolveu – Estejam preparados para tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Proponho que ofereçamos ao mago uma chance de rendição. Ele me arruma calças novas, secas e limpinhas e, em troca, nós perdoamos a vida dele – disse Durud. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya imediatamente afastou-se de Durud, após torcer o nariz e fazer uma careta. Nan teve a impressão de ver um gárgula se mexer. Olhou fixamente para a estátua da criatura, mas não viu mais nenhum movimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Haardad disse que o mago desgraçado viria atrás de nós. Bem, então vamos sentar e esperar que ele venha – disse Murdaryk.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn reparou na forma como os gárgulas repousavam. Eles enrodilhavam as garras das mãos e dos pés no cume das montanhas. Parecia ser uma forma de se segurar nelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E logo, veio um barulho ensurdecedor. Poeira se levantou em grande quantidade e todos tossiram por muito tempo. Tahya ficou com os olhos irritados, Nan ficou um tempo sem ar. A terra tremeu e Murdaryk, surpreendido, caiu. Não houve tempo para que eles se recompusessem, pois o barulho, a poeira e o tremor de terra voltaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E mais uma vez. E mais uma vez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apenas Hydayn pôde entender o que acontecia. Ao olhar ao seu redor, só conseguiu sentir desespero. Os gárgulas tinham alçado vôo. Antes, eles não estavam segurando-se NAS montanhas. Eles estavam segurando AS montanhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora, os quatro gárgulas voavam, trazendo presas entre as mãos e pés as colossais montanhas de quilômetros de altura. Hydayn achou melhor gritar para seus companheiros, mesmo que isso não adiantasse nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eles vão jogar as montanhas em cima de nós!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-6771904233019366224?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/6771904233019366224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/11/servos-de-yalanthara-parte-10.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6771904233019366224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6771904233019366224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/11/servos-de-yalanthara-parte-10.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 10'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-7076089142754387856</id><published>2011-10-26T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T16:07:11.535-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 9 (e promoção na RPGames Brasil)</title><content type='html'>Saudações, estimados leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos parceiros do blog RPGames Brasil estão com uma super promoção, na qual você concorre a um livro do autor André Vianco. Não cometam uma falha crítica no teste de Inteligência e participem, clicando &lt;a href="http://rpgamesbrasil.blogspot.com/2011/10/os-sete-tiram-o-teu-sono.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue agora a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Espero que apreciem e comentem. (Darei um chocolate a quem descobrir qual desenho animado japonês me inspirou para essa parte...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 9&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Assassino! Desgraçado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai pagar muito caro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A lâmina do machado rasgou o ar sem encontrar seu alvo. Durud surgiu atrás do inimigo, adaga em punho, mas errou a estocada. Hydayn, Nan, Tahya e Dargo fitavam a cena, ainda surpresos demais para esboçarem qualquer reação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acham que o mago Macarus será vencido por ataques desse naipe? – o assassino questionou, balançando a cabeça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cale-se, miserável! – Durud respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Machado e adaga avançavam e moviam-se em golpes verticais, traçavam arcos imaginários e dançavam no ar em busca do sangue inimigo. Murdaryk atacava com fúria, Durud com astúcia. Mas nenhum deles estava conseguindo atingir o oponente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso é tudo que o ódio em seus corações consegue fazer? – o assassino os ironizava – Não me decepcionem, servos da Rainha Yalanthara. Esse é o máximo que vocês conseguem fazer em uma batalha? É com essa força que pretendem salvar seu mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo e Nan deram passos à frente. Hydayn pôs as mãos sobre os ombros deles. Seu olhar de reprovação e o sutil balançar de sua cabeça os deteve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Chega! – gritou o assassino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele desviou-se de um ataque de Murdaryk e atingiu o nariz dele com uma violenta cotovelada. Antes que o bárbaro reagisse, o assassino desferiu um soco certeiro no supercílio dele. Um talho se abriu e o sangue que escorreu dificultou a visão. Quando Murdaryk conseguiu enxergar novamente, já havia um pé sobre seu peito, sua arma estava a metros dele e Durud estava desmaiado ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O tempo de vocês é curto, e o meu ainda mais. Ouçam-me, servos da Rainha Yalanthara, pois disso depende a sobrevivência desse mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Talvez seja melhor nós o ouvirmos mesmo – disse Hydayn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O assassino afastou-se de Murdaryk e Durud e caminhou em direção ao monge e aos demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fico satisfeito em ver que ao menos um de vocês tem algum bom senso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que você me ajudou? – Durud perguntou, após recobrar a consciência – Por que protegeu a mim e àquela garota naquele barracão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aquela garota não podia morrer e havia ficado claro que você não seria capaz de garantir a segurança dela. Incompetente! – o assassino cuspiu no chão – Aquela garota terá um papel importante em eventos vindouros, mas ainda não é o momento de falarmos sobre isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E qual é o seu papel nesses eventos? – Hydayn perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é meu trabalho proteger garotas, derrotar guardiões ou derrubar torres, mas, repito, vocês se mostraram incapazes de cumprir suas obrigações. Por isso, estou atrasado. E vocês também estão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fale logo o que você quer – era Murdaryk, levantando-se com dificuldade – Diga logo quem é você e quais são seus objetivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A morte da Rainha foi necessária!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como se atreve? – o bárbaro tentou avançar, mas foi detido por Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos ouvir até o fim o que esse indivíduo tem a nos dizer – falou Hydayn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E todos se surpreenderam ao ver os olhos do assassino se encherem de água. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Foi a Rainha que me pediu que eu a matasse. Nossa monarca há muito tempo já sabia dos planos do mago Macarus para invadir esse mundo. A morte dela foi a forma que ela encontrou de ludibriar as defesas daquele desgraçado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lágrimas, enfim, escorreram. O assassino soluçava. Por alguns instantes, colocou a mão sobre a face e secou os olhos com as costas das mãos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não foi uma decisão fácil. Sua Majestade hesitou muito. Não por orgulho por desejar salvaguardar sua própria vida, mas porque sabia que todos os súditos dela sofreriam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Posturas cabisbaixas, semblantes de tristeza e lágrimas tímidas. Cada um expressava do seu modo a imensa tristeza que sentia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que ela não nos avisou? – Murdaryk gritou em desespero – Tínhamos o direito de saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O maldito Macarus precisava realmente acreditar na morte da Rainha. A dimensão dele é separada da nossa por oito torres mágicas: quatro delas ficam em nosso mundo, quatro no dele. Apenas derrubando as oito é possível mover-se de uma dimensão à outra. Só poderíamos atacá-lo se ele próprio derrubasse as torres de seu mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Está nos dizendo que...? – Dargo não conseguiu completar a pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A Rainha conhecia o ponto fraco do mago maldito. Um ponto fraco que ninguém mais conhece. Com ela viva, Macarus não viria nos atacar diretamente. Não derrubaria as próprias torres, não permitiria a livre passagem entre os mundos. Sua Majestade decidiu então que aquele maldito deveria acreditar que ela estava morta. Sabíamos que Macarus tinha espiões em nosso mundo, por isso apenas simular a morte da Rainha poderia não parecer convincente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pausa. Mais lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Era preciso mais que isso – o assassino disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Era preciso que... – novamente, Dargo não conseguiu terminar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Era preciso que os campeões da Rainha, os servos de Yalanthara, acreditassem na morte dela."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-7076089142754387856?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/7076089142754387856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-9-e-promocao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7076089142754387856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7076089142754387856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-9-e-promocao.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 9 (e promoção na RPGames Brasil)'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4566699115314122322</id><published>2011-10-15T17:40:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T17:45:14.964-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 8 (e o aniversário premiado)</title><content type='html'>Olá, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Dragões do Sol Negro" está fazendo aniversário esse mês e em  parceria com os Irmãos de armas. Todo dia eles farão uma entrevista.        &lt;div&gt;Corra lá dar uma olhada começou segunda vários já foram entrevistados e outros ainda virão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.dragoesdosolnegro.com/search/label/entrevista" target="_blank"&gt;http://www.dragoesdosolnegro.&lt;wbr&gt;com/search/label/entrevista&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah e não esqueça de participar da promoção Aniversário Premiado II serão mais de 15 livros e mais miniaturas e dados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.dragoesdosolnegro.com/2011/10/aniversario-premiado-ii-dragoes-do-sol.html" target="_blank"&gt;http://www.dragoesdosolnegro.&lt;wbr&gt;com/2011/10/aniversario-&lt;wbr&gt;premiado-ii-dragoes-do-sol.&lt;wbr&gt;html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-O3LUgHlvik8/TpooeLBYVjI/AAAAAAAAACk/wbOAB0eMH00/s1600/aniversario_premiado.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-O3LUgHlvik8/TpooeLBYVjI/AAAAAAAAACk/wbOAB0eMH00/s320/aniversario_premiado.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663883980191585842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, segue a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uma desorientação que começara leve foi tornando-se maior e mais intensa. Todos seguraram as cabeças, tentando em vão não se deixar abater pela tontura e confusão que estava tomando conta de suas mentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk quase caiu, conseguindo evitar a queda por pouco. Seus pensamentos ficaram estranhos e desconexos, não conseguia raciocinar, nem se concentrar em nada. O machado soltou-se de suas mãos. Tahya desequilibrou-se e apoiou-se em Hydayn. Dargo cambaleou e caiu. Nan tentou conjurar um feitiço, mas falhou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto um devorador de mentes usava suas habilidades sobrenaturais para confundir os seis, o outro se aproximou velozmente. Um dos tentáculos que saía da boca asquerosa do monstro agarrou-se ao pescoço de Dargo. De costas para o inimigo, e sentindo suas forças desaparecerem, o guerreiro segurou com força o cabo de sua espada e a impulsionou em direção ao crânio de seu oponente. Sem sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Dargo! – gritou Murdaryk, tentando se recompor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma vez mais buscou acertar a cabeça inimiga com sua lâmina, mas antes que pudesse concluir o ataque, sentiu uma vontade inexplicável de soltar sua arma e se entregar. A espada caiu, os músculos relaxaram e toda a resistência desapareceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn, metros atrás, iniciou uma batalha corpo-a-corpo com o outro devorador. Seus dois punhos encontravam dificuldade para sobrepujar quatro tentáculos e duas garras. Os ataques não estavam funcionando e o monge praguejou baixinho: mesmo em um confronto físico, o maldito monstro conseguia usar sua habilidade psíquica para atordoar os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan sentiu a magia fugir de dentro de si. Sua visão ficou turva e fechar os olhos não diminuiu o mal-estar. Não conseguiu coordenar seus pensamentos. Quando foi capaz de readquirir parte de sua lucidez, percebeu que estava caída no chão, lábios sangrando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya sentia a cabeça latejar. O poder antinatural dos devoradores de mente parecia bloquear a ligação dela com a natureza. Mesmo assim, ela encontrou forças e capacidade para avançar com sua cimitarra em punho contra aquele que atacava Dargo. Antes que pudesse ajudar seu amigo, viu outra pessoa se interpor entre ela e seu algoz. Uma adaga negra perfurou a lateral da cabeça do monstro, fazendo-o soltar Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você não achou que eu ia deixar você sujar suas unhas com essa coisa horrível, achou Tahya? – disse Durud, após tentar sem sucesso um novo ataque com sua adaga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que bom que você entendeu como as coisas devem funcionar por aqui – a druidisa respondeu com um sorriso maroto nos lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durud entrou em combate corpo-a-corpo com o devorador de mentes. Tahya começou a auxiliá-lo instantes. Adaga e cimitarra chocaram-se várias vezes com as garras afiadas da aberração. Em dado momento, o devorador de mentes usou um de seus tentáculos para aparar o golpe de Durud, e conseguiu desarmá-lo no processo. A arma foi arremessada longe. O tempo necessário para que ele sacasse outra adaga de sua bota foi suficiente para que Tahya não conseguisse se defender dos múltiplos ataques dos demais tentáculos e fosse golpeada com violência em um dos braços. Uma espessa substância escorreu pelo braço esquerdo da druidisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que nojo! – ela berrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo se recompôs e surpreendeu o devorador com uma violência estocada na região torácica. Tahya poderia ter aproveitado o momento para aplicar um golpe enquanto o inimigo estava atordoado, mas não o fez. Preferiu limpar seu braço. Durud viu que lutar corpo-a-corpo com o inimigo não funcionaria, então arremessou a outra adaga, atingindo a perna do monstro, que cambaleou.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn lutava ferozmente com o outro devorador de mentes. As garras da aberração já tinham aberto pequenos talhos nos ombros e braços do monge, que percebeu estar levando a pior. Optou por usar chutes, rasteiras e joelhadas contra o oponente, mas não foi capaz de ferí-lo apenas com isso. Subitamente, seu amigo Murdaryk atingiu as costas do monstro com seu machado em um corte vertical. Sangue verde escorreu por longos metros e a criatura se enfraqueceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora, Hydayn! – o bárbaro berrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O monge concentrou a energia sobrenatural chamada “chi” em seus punhos e golpeou em uma seqüência impressionante e ininterrupta. O devorador de mentes já estava prestes a perder a consciência, quando um golpe de machado separou sua cabeça do resto do corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a morte de um dos devoradores, o outro simplesmente desapareceu. As luzes e sombras que se intercalavam ao redor da torre sumiram também. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Todos estão bem? – Murdaryk perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aquela coisa abominável me sujou com essa porcaria – esbravejou Tahya.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Podia ser pior: nós poderíamos ter que derrubar a Torre Oeste sem saber como fazer isso – disse Durud.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E muitas horas foram necessárias até que o ataque combinado de todos os seis derrubassem a torre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Resta apenas a Torre Sul – era Murdaryk – Vamos derrubá-la o quanto antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma águia gigantesca trazida por Tahya os levou até lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No meio dos destroços, um corpo. A averiguação mostrou tratar-se algum tipo de morto-vivo. Pele esticada horrendamente presa aos ossos enfraquecidos pela ação implacável do tempo, cavidades oculares tomadas por dois globos esbugalhados, dentes apodrecidos. Porém, o cadáver usava vestes de mago e tinha um cajado nas mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um lich, talvez? – pensou Hydayn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantescos pedaços de concreto que circundavam o corpo eram os restos da Torre Sul. De braços cruzados, olhar desafiador e semblante férreo, um homem. Aparentemente, o responsável pela derrota do guardião e pela derrubada da torre. Murdaryk e Durud não tiveram dificuldades em identificá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É o assassino da Rainha!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4566699115314122322?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4566699115314122322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-8-e-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4566699115314122322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4566699115314122322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-8-e-o.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 8 (e o aniversário premiado)'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-O3LUgHlvik8/TpooeLBYVjI/AAAAAAAAACk/wbOAB0eMH00/s72-c/aniversario_premiado.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-2859180763349832631</id><published>2011-10-01T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T17:13:05.312-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 7</title><content type='html'>Olá, nobres colegas. Hoje trago a vocês a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Espero que apreciem e comentem. Aproveito para lembrar da promoção "Aniversário Premiado" do blog aliado www.dragoesdosolnegro.com . Participem clicando &lt;a href="http://www.dragoesdosolnegro.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 7&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Murdaryk estava em uma cama. A última vez que se levantara da sua, o lençol estava encharcado pelo suor, seu corpo estava ofegante e sua alma aflita. Desta vez, sentia-se diferente. Abriu os olhos lentamente, tendo a impressão de ter acordado de um sono de centenas de anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sentou-se. O corpo ainda doía um pouco. Certos movimentos provocavam um leve incômodo em alguns ossos e articulações. Lembrar-se do que tinha acontecido parecia fora de seu alcance, por isso nem tentou. Respirou fundo, e, lentamente, pôs os pés no chão. Caminhar não seria problema. Ao virar-se para o lado, viu sobre outra cama um de seus amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estamos aqui há dez dias – disse Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk deixou que o choque o abalasse de tal forma que os joelhos se enfraqueceram. Caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero que já esteja em condições de combater novamente, Murdaryk, pois não temos mais tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quero respostas, Dargo. Tenho certeza que você sabe mais que eu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fomos trazidos até aqui após matarmos o gigante. Conselheiros de guerra do reino tomaram as providências para que fossemos resgatados e trazidos até aqui. Precisávamos nos recuperar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E a Torre Leste? Foi derrubada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. Alguns magos da corte o fizeram, Murdaryk. Agora precisamos ir até a Torre Oeste. Se você e Tahya já estiverem em condições, partiremos imediatamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como assim “magos da corte”? Eles fizeram o que nós tivemos tanta dificuldade para fazer? A magia deles é tão poderosa assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo levantou-se e pôs-se a caminhar em direção à porta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não temos tempo, Murdaryk. Há respostas para todas essas perguntas. Mas já perdemos tempo demais. Não podemos desperdiçar mais tempo com coisas que você vai entender mais cedo ou mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bárbaro avançou velozmente, ultrapassando seu amigo e bloqueando o caminho até a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A Rainha assassinada! Nós, que sempre fomos poderosos, dependendo de ajuda! Torres que precisam ser derrubadas, e eu nem sei ao certo quem as controlam! Você não sairá daqui, Dargo. Não até me dizer o que está acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um mago. De outro plano da existência. Do plano etéreo. Vai invadir nosso mundo. As torres são necessárias para que ele possa chegar até nós. Por isso temos que destruí-las. A aproximação dele fez a magia de nosso mundo se intensificar. Eis porque Nan lançou aquele feitiço impressionante, que em circunstâncias normais ela não conseguiria. Eis porque os magos da corte, que nunca foram mais do que velhos caducos de voz irritante, conseguiram fazer o que nós não conseguimos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os dois mantiveram o olhar firme no semblante um do outro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E nossa Rainha? Quem a matou e por quê? – era Murdaryk.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso eu não sei. Agora chega de perder tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo desvencilhou-se do braço do colega que bloqueava a porta e saiu do aposento. Seu amigo o seguiu.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É cedo para que você saiba tudo, meu amigo. Muito cedo...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com muito esforço, foi possível reverter a petrificação de parte do braço de Tahya. Os ferimentos dela também estavam quase que totalmente curados. Hydayn e Durud se consideravam prontos. Nan ficou alguns minutos conversando a sós com um servo do Castelo. Começou a acariciar o rosto dele, que imediatamente afastou-se. A halfling sorriu e veio para junto de seus amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como iremos até a Torre Oeste? – Murdaryk perguntou, assim que chegou até onde estavam os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O silêncio e os olhares direcionados até onde estavam alguns magos da corte responderam à pergunta. Antes que os seis posicionassem-se para a partida, um servo apareceu. Fazendo uma tímida mesura, ele aproximou-se, trazendo consigo um pergaminho ligeiramente amarelado. Apontou com a cabeça em direção à Dargo, que assentiu com o olhar. O homem entregou a ele a mensagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Algum problema, velho amigo? – era Murdaryk.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo empalideceu imediatamente ao terminar de ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que aconteceu? – Murdaryk insistiu – Algo que possamos ajudar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Murdaryk, eu acredito que os assuntos da vida particular de nosso amigo Dargo devem ficar restritos apenas a ele – Hydayn disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bárbaro ruborizou. Durud olhou discretamente para um dos magos da corte, esperando por algum tipo de mensagem. “Ela está bem. A escolhida está bem”, disse a voz telepática. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os seis deram as mãos e prepararam-se. Era hora de rumar para a Torre Oeste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A construção parecia ser feita de uma incompreensível mistura de luz e sombra. Certas partes não eram visíveis, outras tantas exibiam um rútilo feito por todas as cores e nenhuma ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao lado da torre, duas criaturas aparentadas. De aspecto humanóide, tinham carne emborrachada e uma cabeça asquerosa da qual saía uma gosma amarronzada. Da boca, pendiam quatro tentáculos que pareciam sorver restos de um crânio élfico. Tinham olhos amarelados trepidando nas órbitas oculares, mãos finas e dedos que terminavam em garras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Devoradores de mente." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-2859180763349832631?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/2859180763349832631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-7.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2859180763349832631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2859180763349832631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/10/servos-de-yalanthara-parte-7.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 7'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-7632341108257571981</id><published>2011-09-18T05:22:00.001-07:00</published><updated>2011-09-18T05:24:08.429-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 6</title><content type='html'>Olá, estimados amigos. Trago-lhes a continuação da saga "Servos de Yalanthara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Passaram-se várias horas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya usou sua comunhão com a natureza para invocar uma águia gigantesca. Ela serviria como meio de transporte até a próxima torre. Nan optou por ficar onde estava, aos pés da torre destruída, em repouso, recuperando lentamente suas energias arcanas. Quando estivesse novamente em condições de ajudar seus amigos, iria atrás deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ferimentos doíam menos, o cansaço já não cobrava um preço tão alto. Mas todos eles ainda sentiam-se enfraquecidos. Murdaryk tinha o coração corroído pela triste lembrança da morte de sua monarca. Fora isso, era o líder de seus amigos. O principal culpado caso falhassem. Sua autoconfiança costumeira parecia tê-lo abandonado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn e Dargo, igualmente fracos, buscavam no silêncio o repouso de que precisavam. A Torre Leste não estava mais tão longe, e viajar nas costas de uma águia com um vento cálido a soprar em seus rostos era algo que trazia uma bem-vinda sensação de paz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouco conversaram durante o trajeto. Murdaryk até achou que deviam elaborar uma estratégia para derrotar os próximos guardiões ou para derrubar a torre, mas acabou não falando nada. Os músculos de seu corpo ainda latejavam. E a paz advinda do silêncio era maravilhosa demais para ser desperdiçada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chegaram à Torre Leste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Castelo Real ainda era um antro de tristeza e profunda desolação. Lágrimas escorriam por todos os rostos, nobres e servos ainda se abraçavam em meio a soluços e a um pranto que parecia que não acabaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uns poucos sabiam a verdade, e apenas estes encontraram motivo para voltar a sorrir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A garota que Durud trouxe... É ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. A escolhida. Já temos certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ainda não deve estar pronta, imagino. Mas, certamente, agora podemos voltar a ter esperanças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A guerra ainda não tinha começado de fato. Mas já existiam chances de vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Torre Leste pouco diferia da Norte, exceto por estranhas faíscas avermelhadas que a circundavam. Mal os servos de Yalanthara chegaram, já foram recebidos por rochas colossais atiradas por um gigante. A águia desviou-se do ataque habilmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos – Murdaryk bradou, embora sem a empolgação costumeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya manteve-se sobrevoando em sua companheira. Sua intenção era chamar a atenção do gigante, enquanto seus amigos, que já estavam no chão, o atacavam. A druidisa havia emprestado sua cimitarra para Hydayn, por isso só podia contar com suas habilidades naturais e com o auxílio de sua águia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notando que o inimigo estava distraído com o ataque aéreo, Murdaryk avançou com seu machado, visando a perna esquerda do gigante. Surpreendeu-se com a percepção do rival, que o notou, esquivou-se do golpe e ainda contra-atacou com um violento chute que atirou o bárbaro longe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn e Dargo também avançaram, armas em punho, cientes da agilidade de seu oponente – mas sem muita escolha. Cada um tentou cravar sua lâmina em um dos pés do gigante, e ambos frustraram-se com o salto dado pelo monstro. Foi a vez de eles terem que se esquivar para não serem esmagados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar da velocidade da águia, ela logo foi abatida por um violento soco desferido pelo gigante. Tahya e sua companheira foram lançadas ao chão violentamente. A ave parecia ter quebrado o pescoço. A druidisa ainda foi capaz de levantar-se, mas seus braços não tinham forças para golpear, nem suas pernas para se moverem. Tirou do interior de suas vestes um pequeno fruto do tamanho de um grão de arroz. Mastigou-o e sentiu as forças regressarem. O sangue estancou. E foi à luta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk se recompôs e ficou furioso. Avançou ensandecido em direção ao gigante, sem dar atenção ao fato de que a criatura preparava-se para arremessar uma imensa rocha. O bárbaro desviou-se com dificuldade e atingiu de raspão o calcanhar inimigo. Dargo e Hydayn também atacaram, juntamente com Tahya.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os quatro começaram a golpear ao mesmo tempo os pés, pernas e tornozelos do gigante, que por fim caiu. Sangrando, o monstro colocou-se de joelhos antes que os ataques recomeçassem e desferiu socos nos inimigos diante dele. Todos conseguiram esquivar-se, exceto Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk continuava furioso e seguiu atacando com o machado. Acertou de raspão as costas da mão direita do gigante, que urrou de dor e agarrou o bárbaro com as duas mãos. Foi então que o bárbaro percebeu o tamanho do gigante e a noção de seu poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai esmagar meus ossos – pensou, enquanto sentia as imensas mãos o espremerem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya, Dargo e Hydayn preparavam um novo ataque em investida, quando viram os olhos do gigante virarem-se nos globos oculares, suas mãos afrouxarem e seu corpanzil colossal cair sem vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atrás do cadáver, viram Durud sorrindo. Havia cravado uma lâmina mágica em um dos nervos da nuca do adversário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ainda sei ser furtivo e ainda sei atingir um ponto vital de um inimigo – ele bradou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só não sabe chegar a tempo de impedir que seus amigos se machuquem – Dargo respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Poderia ser pior: eu poderia não ter chegado a tempo de evitar que os ossos de Murdaryk se quebrassem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn aproximou-se do corpo caído de Murdaryk, arrastou-o para longe do cadáver do gigante e constatou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os ossos dele estão quebrados. Todos eles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ainda faltava derrubar a torre."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-7632341108257571981?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/7632341108257571981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/09/servos-de-yalanthara-parte-6.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7632341108257571981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7632341108257571981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/09/servos-de-yalanthara-parte-6.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 6'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-1556235553672880926</id><published>2011-09-06T17:27:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T17:33:40.671-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 5</title><content type='html'>Olá, nobres amigos. Trago-lhes a continuação da saga "Servos de Yalanthara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Fogo grego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma sonora explosão, e Durud voltou dos fundos do barracão. Ainda sangrava, fruto da violenta surra que recebera do miserável que tinha se identificado como o assassino da Rainha. Uma vez que o indivíduo sumiu sem deixar vestígios após o confronto, não restou a Durud opção se não esquecer isso e seguir com o plano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vinte minutos após a tonitruante explosão, cinco indivíduos trajando trapos e capuzes responderam ao chamado do ladino. A jovem se assustou, sem saber se os recém-chegados eram amigos ou inimigos, mas o sorriso discreto de Durud logo a tranqüilizou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É nossa escolta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era difícil dizer se eram jovens ou não, bonitos ou não. Todos tinham elevada estatura, corpos robustos e músculos avantajados. Os rostos eram totalmente cobertos por capuzes marrons, deixando à mostra apenas seus olhos – e mesmo esses pareciam não fazer muita questão de brilhar. Seus trapos eram diversos pedaços de tecidos mal-cheirosos estranhamente costurados e sobrepostos uns aos outros. “Para esconder armas”, ela pensou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não havia mais chuva. Algumas partes do corpo de Durud ainda sangravam timidamente. Ele, a jovem e seu bebê seguiram viagem escoltados até a capital. Em dado momento do percurso, notaram estar sendo seguidos. Deviam ser trinta, montados em velozes corcéis e usando máscaras intimidadoras. Sem escolha, Durud e os demais seguiram o mais rápido que puderam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando chegaram ao Castelo Real, descobriram que os trinta que os perseguiam eram, na verdade, aliados enviados para lhes garantir segurança. Durud sorriu. Deixou a jovem e o bebê a salvos no Castelo e partiu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iria ajudar seus amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O gorila conjurado por Tahya golpeou a torre com violência. Aplicou uma impressionante seqüência de socos e chutes, mas não teve sucesso. A druidisa invocou os espíritos antigos da natureza e estes trouxeram um violento ciclone contra a torre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn concentrou nos punhos a energia mística denominada “chi” e atacou repetidas vezes. Não vendo resultado, apanhou emprestada a cimitarra de Tahya e golpeou até cansar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo empunhou sua lâmina élfica e atingiu diferentes pontos da torre sem sequer conseguir arranhá-la. Usou uma técnica ancestral que incendiava com chamas mágicas sua espada e pôs-se a agredir a estrutura até suas forças se esvaírem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A urgência e gravidade da situação fizeram Murdaryk esquecer a dor que o consumia e se enfurecer. Cegado pelo ódio, atingiu a torre com o aço encantado de seu machado em movimentos assustadores e incessantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan cambaleava. Não tinha mais dentro de si tanta energia arcana quanto gostaria. Gesticulou e balbuciou várias vezes, esforçando-se para manter o pouco de concentração que ainda tinha. Das pontas de seus finos dedos saíram grossas faíscas reluzentes, que se tornaram maiores, até virarem imensos raios e atingirem a colossal estrutura. Antes que a concentração a abandonasse por completo, ela repetiu o processo, desta vez lançando uma rajada de ácido contra a torre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A feiticeira halfling irritou-se. A respiração já estava descompassada e a pouca energia que restava estava sendo totalmente usada para mantê-la de pé. Falar exigiria um esforço maior do que o ideal, mas ela sabia que devia avisar seus companheiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Afastem-se dessa maldita torre. Fiquem o mais longe dela que puderem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seus colegas não entenderam muito bem, mas acabaram recuando, ainda que com certa relutância. Nenhum deles tinha força o bastante para reclamar ou iniciar uma discussão desnecessária. Hydayn esboçou se manifestar, mas acabou desistindo da idéia. Não adiantaria orientar sua amiga a economizar forças para os próximos desafios se não pudessem sobrepujar esse primeiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan franziu o cenho e todos os músculos de seu corpo se retesaram, para em seguida enrijecerem. Uma aura rubra a envolveu. Ela ergueu seus braços e parte da luz avermelhada que a circundava começou a subir aos céus. Os horizontes começaram a ser tomados pela vermelhidão doentia. A nuvem vermelha que se formara foi se solidificando lentamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A halfling já estava de joelhos, exausta, suando e sangrando, quando fez um esforço supremo para finalizar a conjuração arcana. O vermelho foi se condensando até transformar-se em enormes bolas de fogo, do tamanho de rochas. E foram caindo em direção à torre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era a chuva de meteoros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma seqüência impressionante de explosões aconteceu, obrigando os cinco aventureiros a se arrastarem o mais longe que puderam do local para não serem feridos. Ainda assim, Murdaryk foi atingido. Um corte profundo se abriu em sua testa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn e Dargo, os primeiros a se recomporem após o término da magia, contemplaram com satisfação a torre derrubada. Puderam sentir uma aura arcana poderosa, e entenderam o quão sinistras eram aquelas estruturas. Tahya levantou-se com dificuldade, e sorriu ao ver que a primeira parte da missão estava cumprida. Murdaryk não conseguiu levantar-se e urrou de alegria do chão. Nan perdera a consciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Podemos escolher: vamos para a Torre Oeste, ou para a Torre Leste agora? – Hydayn perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos descansar – Dargo respondeu – Depois, podemos ir até os Nove Infernos, se for preciso. Mas agora iremos descansar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-1556235553672880926?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/1556235553672880926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/09/servos-de-yalanthara-parte-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1556235553672880926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1556235553672880926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/09/servos-de-yalanthara-parte-5.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 5'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-7239132231655375373</id><published>2011-08-28T06:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T06:59:01.865-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 4</title><content type='html'>Olá, amigos. Trago a vocês (com bastante atraso, mas acho que vocês já se acostumaram com isso, não?) a continuação da saga "Servos de Yalanthara". Tirem as crianças da sala, pois o trecho de hoje é um tanto quanto violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 4&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Apesar do asco que a dominou, Tahya agrediu a aberração com sua cimitarra. Um fiapo de carne esponjosa foi arrancado da criatura, levando junto um diminuto globo ocular que emitia faíscas. Dos esbugalhados olhos centrais de dois outros beholders que a cercavam saíram lampejos esverdeados. A druidisa sentiu os músculos de seu corpo não mais responderem, membros enrijecidos como se transformados em pedra. Outro lampejo esverdeado acertou sua mão esquerda de raspão. Desta vez, a sensação de se transformar em pedra era real: sua mão fora petrificada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan gesticulou com os dedos, enquanto movia o corpo para desviar-se dos raios ópticos desferidos contra ela. Da ponta de seu indicador saiu um relâmpago, que acertou parte da gosmenta carne de um inimigo. A criatura foi atirada metros atrás, ficando atordoada apenas pelo tempo necessário para que Nan tentasse usar o mesmo ataque contra outro beholder sem ter sucesso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma das criaturas flutuou velozmente em direção ao corpo paralisado de Tahya e abriu a bocarra. Da asquerosa abertura surgiram dentes imensos cobertos de algo que parecia ser saliva – mas era melhor não pensar no que realmente era. A aberração mordeu o braço direito da druidisa, fazendo-a soltar imediatamente sua cimitarra. O beholder sacudiu Tahya até o membro ser arrancado. Um horrendo grito de dor pôde ser ouvido. Sangue voou em todas as direções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um outro beholder avançou em direção ao outro braço, mas foi detido por uma gigantesca língua. Um sapo colossal, de quase dois metros de altura, surgiu, invocado pelo poder druídico de Tahya. O anfíbio lutou para manter sob controle a aberração, que se debatia e emitia faíscas dos olhos diminutos. Por alguns instantes, ambos mediram forças, até que o beholder se libertou e atingiu o sapo com um fino raio avermelhado. A luz vermelha o circundou e o beholder passou a jogar o corpo do sapo para cima e para baixo, até finalmente arremessá-lo a centenas de metros de distância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan via os inimigos flutuarem ao seu redor, como que a cercando, para tentar surpreendê-la. Os segundos que ela estava tendo foram usados para lançar um brilho translúcido em direção à sua amiga druidisa. O brilho se intensificou e foi se multiplicando, multiplicando também o corpo de Tahya. Agora eram quatro Tahyas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a amiga um pouco menos vulnerável, Nan pôde se concentrar em se esquivar das rajadas ópticas que vinham em sua direção. Uma delas acabou a acertando. A feiticeira halfling sentiu o coração congelar-se de medo dos inimigos. Fez força para sobrepujar o temor e conseguiu, mas, nesse meio tempo, outro raio inimigo a atingiu. O corpo queimou de dor. Nan caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Subitamente, um machado surgiu do nada, rasgando a carne asquerosa de um beholder. Seu dono não tardou a chegar e apanhar novamente sua arma. Antes que a criatura ferida pudesse se recompor, mais golpes furiosos foram abrindo talhos. O golpe final, no globo ocular central, logo veio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos beholders estava morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn e Dargo logo chegaram também, tirando de Tahya e Nan a atenção dos beholders. A halfling aproveitou para fazer uso da mais ousada estratégia que lhe ocorreu: mesmo caída e sem forças, murmurou palavras que fizeram o tecido da realidade tremer. Uma leve desorientação, um sutil borboletear de estômago e todos os presentes sentiram a magia desaparecer do ambiente. As Tahyas ilusórias sumiram. O campo anti-magia fora ativado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O beholder que tinha sido atingido por Nan no começo do confronto surpreendeu Murdaryk, mordendo-o de raspão no ombro esquerdo. O bárbaro não teve forças para impulsionar o machado para trás. Sua carne foi sendo perfurada, a dor lancinante foi lhe tirando os sentidos, as forças foram se esvaindo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- As habilidades mágicas deles foram canceladas – Nan balbuciou – Só resta a eles atacar dessa forma. Tenham cuidado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A lâmina de Dargo dizimou mais um beholder. Ele correu em direção a seu amigo, mas precisou parar para ajudar Hydayn, que estava cercado pelos outros três. Os ataques desarmados do monge não eram efetivos contra inimigos dessa natureza, além de exigir uma proximidade que poderia expô-lo às investidas inimigas. Enquanto o guerreiro elfo dispersava os oponentes com o giro veloz de seu aço, Hydayn correu para apanhar a cimitarra caída de Tahya. Não era o ideal, mas seria melhor que nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk estava no chão, o beholder em cima dele, dentes ainda firmemente presos ao ombro. Carne e ossos foram perfurados, rasgados e enfraquecidos pela feroz mordida. Já havia no chão sangue suficiente para formar poças, quando a lâmina de Dargo perfurou a aberração. Com muito esforço, fez a criatura maldita soltar seu amigo, não sem antes levar parte do ombro entre seus dentes. O bárbaro não resistiu e desmaiou. Dargo assassinou a abominação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya e Murdaryk estavam desacordados, a força da dor havia lhes tirado a consciência. Nan tinha aberto mão do direito de usar sua magia para que os inimigos também não pudessem fazê-lo. Restavam apenas Hydayn e Dargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contra três beholders. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As três criaturas entenderam que o único recurso de seus inimigos era o ataque com as espadas. Por isso, levitaram até uma altura em que não poderiam ser golpeados. E aguardaram a magia voltar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn e Dargo aproveitaram para tentar acudir seus colegas feridos. Nan já estava se recompondo, era a menos ferida. Tahya sangrava em profusão, o braço direito decepado, a mão esquerda petrificada. Murdaryk sem parte do ombro esquerdo, toda a região ao redor do ferimento inchada. Hydayn tinha trazido consigo poções mágicas com poderes de cura. Elas ajudariam a minimizar os danos após o confronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Supondo que vencessem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um frio percorreu as espinhas, as mentes ficaram turvas e tudo pareceu balançar por uma fração de segundo. A magia do ambiente estava voltando. Nan, com dificuldade, se colocava de pé novamente. Já movia as mãos em gestos deliberados, já pronunciava sílabas desconexas. Já se via luz surgindo ao redor de seus dedos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que os beholders disparassem seus raios ópticos, a halfling disparou duas imensas bolas de fogo. As aberrações conseguiram desviar do ataque arcano, mas chocaram-se umas contra as outras. Nan repetiu a estratégia e novamente as criaturas se bateram. A feiticeira resfolegou, energias quase que exauridas. Dargo e Hydayn observaram, atônitos, os três beholders começarem a brigar entre si. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos cuidar dos ferimentos de nossos amigos – Nan disse, em meio a suspiros de cansaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn apressou-se a sacudir Murdaryk e colocar na boca dele gotas do líquido roxo. Poucos instantes bastaram para que o bárbaro tivesse as dores reduzidas e parte dos ferimentos cicatrizados. Dargo repetiu o processo com Tahya e aconteceu o mesmo. Minutos depois, todos viram um beholder morto e outros dois moribundos, agredindo-se furiosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando restou apenas um, a lâmina de Dargo e a cimitarra emprestada de Hydayn trataram de encerrar o confronto. Com muita dificuldade, os cinco venceram os primeiros guardiões. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Restava apenas derrubar a torre. E rezar aos deuses para que os próximos inimigos não fossem tão poderosos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-7239132231655375373?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/7239132231655375373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-4.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7239132231655375373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7239132231655375373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-4.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 4'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3268408394352156509</id><published>2011-08-11T17:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T17:44:47.808-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 3</title><content type='html'>Olá, amigos. Trago a vocês a continuação da saga "Servos de Yalanthara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 3&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Como se o diabo estivesse em seus calcanhares, os dois cavalgavam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou confessar a você que essas profecias me irritam – Dargo desabafou – Profecias sobre esmeraldas super-poderosas, profecias “vomitadas” por velhos em minha mesa sobre o fim do mundo. Quer apostar que daqui a pouco vai aparecer um anjo nos pedindo ajuda para salvar sua divindade aprisionada ou qualquer tolice do tipo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn achou engraçado, mas não riu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que nunca aparece um velho em uma taverna para me contar sobre uma profecia que diz que vou encontrar um milhão de peças de ouro no caminho para casa? Por que toda profecia fala sobre ameaça, guerra, morte e fim do mundo? Nunca vai aparecer ninguém anunciando uma profecia antiga falando de paz, amor ou esperança?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Duas horas de intensa cavalgada foram suficientes para que transpusessem a distância entre Yuryan e a capital. Dargo passou todo o trajeto praguejando, reclamando e recusando-se a parar para alimentar seu cavalo. Hydayn, mais sereno, desconfiava que os problemas conjugais de seu amigo eram o que o levava a agir daquela forma. Ambos viajaram ansiosos, pois antes de planejarem seu retorno à capital, a notícia do assassinato da Rainha Yalanthara os obrigou a regressarem imediatamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto isso, o Castelo se afogava em lágrimas. Soldados das mais diversas graduações e patentes emprestavam os ombros uns aos outros para chorar de revolta e indignação. Donzelas da corte, dominadas pela tristeza, só tinham forças para soluçar e tentar enxugar o rosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apenas Murdaryk não chorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você está aí, então! – Dargo disse, adentrando o quarto apressado, como se o diabo continuasse em seus calcanhares – Temos problemas, Murdaryk. Bem, você que já está aqui deve saber disso melhor que nós. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu falhei – ele respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por muito tempo, foi apenas isso que o bárbaro conseguiu balbuciar. Todas as tentativas de fazê-lo dizer algo diferente falharam. Hydayn começou a se irritar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Proponho que você deixe de lado a autocomiseração barata e nos ajude a nos vingarmos do odioso assassino de nossa monarca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foram necessárias quase duas horas de argumentação, insistência e socos para fazer Murdaryk voltar a si. O tempo estava contra eles, o que não permitiu que descobrissem muito mais a respeito da situação. Só sabiam que, em algum lugar dos Pântanos de Algydaryn, havia uma torre maligna que devia ser derrubada – e Tahya e Nan já estavam lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o auxílio dos recursos arcanos dos magos reais, partiram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu falhei”, pensou Murdaryk, no exato instante em que desapareciam do castelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Além da porta, duas paredes vieram abaixo. Oito indivíduos encapuzados portando adagas espalharam-se pelo recinto, de modo a cercar Durud, a jovem e seu bebê. Os mais fortes deles bloqueavam a saída. Todos deram alguns passos a frente para fechar ainda mais o cerco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durud sacou uma pequena adaga e pôs-se em guarda. A moça olhava de um lado para o outro, olhos marejados pela aflição. Já a criança, por algum motivo, não chorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Acho que consigo defender-me dos ataques deles. Mas como vou proteger a moça e a criança? E se as atacarem?”, pensou Durud.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por algum motivo, garota e bebê foram ignorados. Todas as lâminas foram endereçadas aos órgãos vitais de Durud, que evitou quase todos os golpes. Entretanto, fora atingido de raspão no pescoço, ventre e perna esquerda. Com uma violenta cotovelada, derrubou um dos que o cercava e conseguiu sair do cerco. Arremessou outras duas adagas que trazia na cintura, mas seus alvos se esquivaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem muita necessidade, a garota correu. Distanciou-se tanto quanto possível do combate, mas não sabia se devia tentar fugir com seu filho ou esperar uma vitória quase impossível de Durud.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ladino, por sua vez, era golpeado sem piedade, recebendo cortes e perfurações em diversas áreas do corpo. O sangue que escorria em suas roupas rivalizava em quantidade com a água da chuva que o encharcou horas atrás. Cambaleou, olhou para a garota, olhou novamente para seus oponentes e esperou que um milagre acontecesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E de fato aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Surgiu alguém, furtivo, discreto e aparentemente invencível, que começou a assassinar os inimigos de Durud. Poucos segundos foram necessários para que, um a um, todos caíssem sem vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O incógnito rapaz não trajava armadura e usava vestes simples, de cor azul escura. A cabeça era adornada por um espalhafatoso chapéu com uma pena branca em cima. O rosto era repleto de espinhas e cicatrizes pequenas. O cabelo era curto demais para ser visto. Nos braços musculosos, mais marcas de cortes. Empunhava uma espada de lâmina levemente azulada e tinha sorriso estranhamente triste no sorriso de dentes perfeitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durud desmaiou antes de poder agradecê-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem é você? – a garota perguntou – É um amigo de Durud?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. Sou só alguém que veio garantir que acontecesse o que precisava acontecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pode me dizer seu nome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meu nome não é o importante. Mas não se preocupe. Você ouvirá falar muito de mim ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durud recuperou a consciência naquele momento, como se o destino quisesse que ele ouvisse justamente aquela parte da conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sou o homem que assassinou a Rainha Yalanthara!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3268408394352156509?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3268408394352156509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3268408394352156509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3268408394352156509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-3.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 3'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3322005407880433901</id><published>2011-08-01T17:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T08:52:50.371-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 2 (e mais algumas coisas)</title><content type='html'>Olá, estimados amigos. Antes de trazer a vocês a continuação da saga "Servos de Yalanthara", quero dizer algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nobres amigos Odin e Frodo Bacchi concluíram o livro básico Asgard RPG. Abandonem seus afazeres e o comprem. Vocês podem fazê-lo em versão impressa clicando &lt;a href="http://asgardlegends.mercadoshops.com.br/asgard-rpg-modulo-basico_1xJM"&gt;aqui&lt;/a&gt;, em .pdf clicando &lt;a href="http://loja.redboxeditora.com.br/produtosdigitais/asgardrpgmb.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e obter mais informações clicando &lt;a href="http://elgalor.blogspot.com/2011/07/asgard-rpg-na-redstore.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Não percam tempo e não deixem escapar essa chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 2&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em algum lugar da capital, uma mulher, com uma criança nos braços, corria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bebê pesava o suficiente para dificultar que os passos trôpegos de sua mãe fossem mais velozes. Ela cambaleava. Cabelos desgrenhados caíam sobre a face, gotas pesadas caíam sobre os ombros. Era difícil ver qual o caminho a ser seguido, mas o medo a empurrava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma pedra indesejada. Um descuido e um tombo. Três indivíduos que pareciam saídos de alguma história de feitiçaria, corpos ocultos por trapos que lembravam mortalhas marrons, aproximaram-se e as cercaram. A criança chorava, segurada com dificuldade pelos braços arranhados da mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Silêncio. Um dos feiticeiros sacou um punhal. Os demais pareciam gargalhar, mas suas vozes não foram ouvidas. Em meio à chuva, um relâmpago repentino, um clarão, e, por um curto instante, ela pôde ver outro alguém se esgueirando pela penumbra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que empunhava o punhal caminhou até estar a poucos centímetros da jovem e seu filho. Um dos outros feiticeiros caiu. O outro só percebeu estar sob ataque quando uma lâmina rasgou sua jugular. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E começou, então, o confronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O feiticeiro girou o corpo e usou seu punhal para bloquear a adaga inimiga. As lâminas foram se encontrando várias vezes, até uma estocada violenta decidir a luta. O incógnito rapaz vencera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero que você seja quem me disseram que você é – o jovem resfolegou e estendeu a mão para a garota – Sou Durud. E vamos sair logo daqui antes que apareçam mais desses caras esquisitos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A garota sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E antes também que você, seu filho e eu comecemos a espirrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A chuva não levava para os bueiros certas sujeiras daqueles bairros. Para levar a jovem Ayara e o filho dela a salvo até o barracão onde estavam, Durud precisou caminhar um pouco, subornar muito e assassinar ainda mais. A extensa rede de informantes que ele possuía cobrava seu preço – e trazia o ônus de ser alvo de guildas rivais.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Finalmente, Durud e Ayara puderam conversar, a salvo, tão protegidos da chuva quanto o telhado semi-destruído do barracão permitia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Bem-vinda ao submundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A jovem fez uma careta, ainda ofegante. Seu bebê começava a se acalmar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você deve estar se perguntando quem eram aqueles caras e por que eles estavam perseguindo você – Durud continuou – Não sei te dizer. Ou melhor, sei mais ou menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aqui, neste lugar, eu e meu filho estaremos em segurança?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você pode nos levar a algum lugar seguro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não acho que haja mais um lugar seguro neste mundo. Nem a Rainha Yalanthara está segura. Aliás, acho que ela deve estar morta agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayara caiu sentada sobre um caixote apodrecido. Começou a olhar para o nada e a balançar a cabeça em negativa. Lágrimas escorreram nas imensas bochechas. Ela amava profundamente sua monarca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como não temos tempo, vou lhe dizer logo o que está acontecendo. Um mago de outro mundo está tentando invadir o nosso mundo. Para fazer isso, ele precisa fazer algumas coisas ligadas à magia e não sei mais o quê. Uma dessas coisas era matar nossa Rainha. Parece que ele conseguiu. Outra coisa tem a ver com fazer alguma coisa com alguma jovem, que parece que é você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A criança voltou a chorar. Não chovia mais. Durud ouviu passos do lado de fora. Aquilo precisava terminar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Para impedir esse mago, meus amigos e eu temos que destruir quatro torres mágicas, que juntas abrem o portal que ele precisa. Ou algo assim. Meus amigos já estão, pelo menos eu acho, cuidando disso. E eu preciso ir ajudá-los o mais rápido possível, assim que deixar você no Castelo Real. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E alguém vai nos perseguir no caminho até lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Provavelmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dois chutes violentos derrubaram a porta do barracão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já estão aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk era lágrimas e desejo de vingança. Acordou derrubando a tudo e a todos. Correu da enfermaria, empunhou seu machado e partiu. Sua Rainha estava morta e ele havia falhado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dor que latejava em todo seu corpo parecia cócegas, comparadas à dor de sua alma. As lágrimas escorriam abundantes e incontroláveis, seguidas por soluços e uma expressão de profunda tristeza. Murdaryk caiu de joelhos, sem saber se era uma forma de reverenciar sua monarca, ou de implorar pelo perdão dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O assassino, regicida, maldito, covarde, desgraçado, estava solto, livre, em algum lugar comemorando o sucesso de seu ato hediondo. E a Rainha jazia sem vida em um túmulo frio. O pranto intensificava-se cada vez que Murdaryk relembrava-se do último fechar de olhos de sua soberana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que se lembrou de algo intrigante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu não desisti de lutar. Você também não deve desistir”. As últimas palavras da Rainha Yalanthara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que poderiam significar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Torre Norte. Em alguma região pantanosa, a imensa construção vertical com centenas de metros de altura. Suas cercanias mostraram-se desprotegidas. Tahya e Nan sobrepujaram os obstáculos naturais, ainda que Tahya tivesse hesitado bastante em sujar suas unhas e suas roupas no lodo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas ambas enfim chegaram à Torre. Por motivos ligados à algum segredo arcano ainda não decifrado, essa e as outras três deveriam cair. Do contrário, o terrível mago Macarus viria ao Plano Material tomar as vidas e almas de todos os seres viventes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que alguma das duas fizesse a previsível pergunta “Como derrubaremos essa coisa imensa?”, elas se sentiram vigiadas. Ao seu redor, incontáveis olhos. Criaturas flutuantes repletas de globos oculares e ramificações das quais também pendiam olhos as cercaram. Cada uma delas tinha um imenso olho central que parecia pulsar, como se tivesse vida própria. Eram os temíveis beholders.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eram seis. Tahya deu um passo para trás. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Derrubar essa porcaria dessa torre vai ser o menor de nossos problemas!"  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3322005407880433901?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3322005407880433901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-2-e-mais.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3322005407880433901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3322005407880433901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/08/servos-de-yalanthara-parte-2-e-mais.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 2 (e mais algumas coisas)'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-1915546302822577266</id><published>2011-07-24T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T09:07:39.997-07:00</updated><title type='text'>Servos de Yalanthara - Parte 1</title><content type='html'>Olá, amigos apreciadores de fantasia. Hoje, trago-lhes, com o atraso que me é característico, o início de uma nova saga protagonizada pelos mesmos personagens que apareceram em "Esmeraldas Negras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero sinceramente que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Servos de Yalanthara - Parte 1&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O lençol estava empapado de suor, mesmo não fazendo calor para tanto. O jovem virava-se de um lado ao outro em meio a gemidos fantasmagóricos de medo. O corpo queria agir, mas o espírito estava preso no mundo dos sonhos, limitado à condição de espectador, observando impotente àquelas cenas. O travesseiro caiu da cama, as respirações ficaram mais ofegantes e os gritos de “não” tornaram-se audíveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk lutava para não contemplar passivamente aquilo, queria impedir, se vingar. Atacar, agir, gritar. Suas mãos, inconscientemente, procuravam seu machado, seus músculos retesavam-se, clamando por ação. Mas nada acontecia. O bárbaro apenas virava-se em sua cama freneticamente, balbuciando qualquer coisa sobre a segurança de alguém que parecia ser importante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No auge do desespero, o pior aconteceu. Gritou e acordou. O pesadelo, cujo realismo fazia parecer mais premonição, chegara ao fim. Pela intensidade, o bárbaro não teve dúvidas: era um presságio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Rainha Yalanthara estava prestes a ser assassinada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yuryan, sessenta quilômetros a oeste da capital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em algum lugar daquela imponente cidade portuária, um estabelecimento comercial. Mesas e garçons desviavam uns dos outros, enquanto bebidas caras eram servidas para mercadores viajantes. Um bardo élfico entoava uma melodia inspirada. “Uma taverna de alto nível” resumiu Dargo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não imaginei, e não quero parecer ofensivo ao dizer-lhe isso, que pudesse haver locais de tão alto nível em sua terra natal, estimado amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn percebia não ser alvo de olhares indesejados, curiosos em saber o motivo de tatuagens tão exóticas cobrirem seu pescoço, testa e cabeça. Até mesmo outros monges, por vezes, o questionavam. Ali, naquele local, ele sentia-se feliz por não chamar a atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meu amigo, eu fico feliz em saber que minha cidade te surpreendeu positivamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo foi servido de generosas quantidades de vinho. Hydayn aceitou a oferta e provou uma bebida exótica com sabor levemente ácido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas, diga-me, Dargo: onde está Yanysha? Achei que a encontraria aqui, em seus braços – Hydayn sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O pai dela faleceu há dois dias. Ela viajou para a cidade de Tardakhan, que foi o local do cortejo. Pretende ficar lá com a mãe dela por algum tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou parecer indiscreto, mas acredito que tenha liberdade suficiente para lhe fazer esta pergunta: por que você não foi com ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dargo demorou um pouco para responder. Era visível que estava procurando as palavras corretas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Murdaryk. Ele me disse dias atrás que uma ameaça terrível surgiu e que seria importante estarmos próximos uns dos outros em caso de necessidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai me desculpar, Dargo, mas nosso estimado amigo bárbaro tem o hábito de ver ameaças e profecias até nas fachadas das estalagens. Você não devia, e mais uma vez desculpo-me se pareço estar intrometendo-me em sua vida privada, deixar sua esposa sozinha em um momento como esse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é só isso – Dargo serviu-se de mais vinho – Em verdade, tenho que admitir que nunca tive um bom relacionamento com o pai de Yanysha. Espero que não se importe de eu não entrar em detalhes, mas acho que posso resumir tudo lembrando a você que ele não foi a nosso casamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn sentiu um certo constrangimento em continuar com aquele assunto. Percebeu ter entrado em detalhes particulares demais e tratou de tentar corrigir o erro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já que estamos falando de surpresas positivas – o monge falou – devo aproveitar para dizer o quanto fiquei impressionado com o sabor desta bebida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Yanysha já imaginava que eu não iria ao enterro do pai dela – Dargo voltou ao assunto – Mas ressalto que ela não ficou chateada comigo por causa disso e ela mesma fez questão de deixar isso claro antes de viajar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passados alguns minutos, Hydayn conseguiu conduzir a conversa para assuntos mais amenos. A música ambiente foi ficando cada vez mais melodiosa e emotiva e tudo parecia caminhar para que mais uma tarde agradável chegasse ao fim de forma tranqüila.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não foi isso que aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um senhor, obeso, barba por fazer, manchas de vômito nas roupas rasgadas, ingressou no estabelecimento. Trôpego, regurgitou no chão limpo parte do que ainda tinha na garganta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Desagradável – Hydayn disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se Durud estivesse aqui, aposto que ele diria algo como: “Poderia ser pior. O velho poderia vir vomitar na nossa mesa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que ambos pudessem gargalhar, viram o senhor caminhar em direção a eles. Todos os presentes viraram-se para ver os dois amigos serem abordados pelo velho. Os olhos do idoso adquiriram um estranho brilho rubro. Sua voz, que supostamente deveria sair gorgolejante, se fez ouvir clara e limpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O mundo corre perigo. Tudo que existe vai deixar de existir. Vocês cumprirão um papel decisivo na continuidade ou não do mundo como o conhecemos. Lutem com bravura. Lutem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A respiração descompassada do velho cessou. Seu corpo caiu sobre a mesa de Dargo e Hydayn, expelindo uma quantidade considerável de vômito. E o misterioso senhor morreu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Castelo Real. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk, furioso, machado em suas mãos, frente a frente com um inimigo comprovadamente mais poderoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vim tomar a vida de sua Rainha. Seja um bom súdito e não atrapalhe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A lâmina não encontrou seu alvo. O bárbaro enfureceu-se, mas continuava a não ser bem sucedido em seu ataque. Seu oponente ria da impotência dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poucos metros atrás deles, a Rainha Yalanthara parecia conformada com o que o destino lhe havia reservado."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-1915546302822577266?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/1915546302822577266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/servos-de-yalanthara-parte-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1915546302822577266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1915546302822577266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/servos-de-yalanthara-parte-1.html' title='Servos de Yalanthara - Parte 1'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4496182782397310128</id><published>2011-07-13T17:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T18:02:04.816-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - FINAL</title><content type='html'>Olá, nobres colegas. Trago a vocês o final da saga "Conquistas". Espero que apreciem e comentem. Na próxima postagem, começo uma nova história longa protagonizada pelos mesmos personagens da saga "Esmeraldas Negras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Conquistas - FINAL&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Cecy choramingava no colo acolhedor de sua mãe. Ambas soluçavam, o pranto indo e voltando, calma e desespero intercalando-se sem parar. O pai da garota esforçava-se para não chorar enquanto segurava a perna. Um talho tinha sido aberto na lateral da coxa no dia em que o vilarejo de Draim tinha sido atacado, e ainda não havia cicatrizado. A urgência em fugir não permitiu que ele improvisasse um curativo, mas, ao menos, o sangramento tinha cessado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As últimas horas tinham sido uma terrível aflição. Cecy chorou por muito tempo, repetindo a todo instante que “tinha gente ruim atrás dela”. Quando os demais habitantes de Draim conseguiram se libertar, o casal tratou de fugir com sua filha, sozinhos, para o local menos visado possível. Uma das cabanas do povoado tinha um alçapão que dava acesso a uma construção subterrânea, um tipo de porão gigante. Através de um longo túnel escavado há décadas, era possível chegar ao local, que era onde os moradores de Draim guardavam uma reserva de alimentos, dezenas de moedas de ouro e uma espada considerada mágica. E para lá foram Cecy e seus pais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em circunstâncias normais, o trajeto pelo túnel seria tranqüilo. Mas não naquele momento. O corredor era mal iluminado, exigindo tochas que os três não tinham. Pessoas que tinham sido assassinadas tiveram seus corpos escondidos na cabana metros acima, resultando em um cheiro de putrefação. Com dificuldade, os três chegaram ao porão. O miasma do lugar os fez sentirem náuseas. Cecy perdeu a consciência,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ao menos, aqui não seremos encontrados – pensou em voz alta aquele pai de família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando cumprir-se o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;E houverem passado mais primaveras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Do que se pode contar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Os horizontes serão cobertos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;E o fogo dos dragões tomará tudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Só restará o nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;A esperança só voltará a existir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando não mais existir o poder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Nem o conhecimento daquilo que virá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;A sede de sangue será aplacada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Com o sangue do sacrifício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Para que o sangue dos inocentes pare de jorrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;E se cumpra o destino &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O conhecimento daquilo que virá”, pensou Ayzarohn, vendo dragões sobrevoarem bem acima de sua cabeça. As feras dracônicas giravam os corpanzis em movimentos circulares ininterruptos, mas sempre obedecendo a um padrão. Subitamente, um deles mudou o vôo de direção, sendo seguido pelos demais. Vinham na direção de Ayzarohn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abriam as bocarras, revelando dentes pontiagudos e disparando fogo e ácido, gelo e eletricidade. Patas descomunais retesavam-se para ganhar o impulso necessário para golpearam com garras. Caudas posicionavam-se para agredir sua vítima. Os dragões rasgaram carne, carbonizaram músculos, esmagaram ossos e amaldiçoaram alma. Ayzarohn acordou aos berros, ensangüentado, com o Anjo Sacray segurando-o pela cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Solte-me, miserável – balbuciou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um turbilhão de sensações indizíveis invadiu a mente turva de Ayzarohn. Por um instante que durou menos que um segundo, mas que pareceu durar milênios, viu anjos combatendo demônios, um império reerguer-se das ruínas, três reis serem depostos, duas guerras serem deflagradas, uma criança bastarda assumir um trono, uma tribo de gigantes derrotar outra numericamente maior. Viu o filho do atual rei casando-se, teve a impressão de ter visto a si mesmo sendo assassinado por um dragão e viu uma garota brincando com uma boneca de pano no colo de sua mãe sobre uma cadeira de balanço em uma tarde de verão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Anjo Sacray partiu, não antes de golpeá-lo violentamente. Antes que o chão o encontrasse, sua mente foi invadida por uma frase: “O conhecimento daquilo que virá”. Ayzarohn fechou os olhos e viu os aldeões de Draim o atacarem, segundos antes de abrir os olhos e ver a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O conhecimento daquilo que virá – pensou ele – O anjo me deu o dom de prever o futuro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os camponeses lincharam Ayzarohn, tomando o cuidado de não mata-lo.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A sede de sangue será aplacada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o sangue do sacrifício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os dragões vieram cumprir a profecia em sua totalidade. Nenhum aldeão ficou perto o bastante para ver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Horas depois, não havia mais dragões, nem conquistadores, nem mesmo o anjo que salvou aquele povo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Semanas mais tarde, uma família, feliz e a salvo, descobriu que sua jovem filha Cecy não era mais capaz de predizer o futuro. Não tinha mais premonições, nem pressentimentos. Tinha apenas a inocência que a fazia brincar com uma boneca de pano, a quem deu o nome de “Mary”, no colo de sua mãe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era uma linda tarde de verão."    &lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa não continua mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4496182782397310128?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4496182782397310128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/conquistas-final.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4496182782397310128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4496182782397310128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/conquistas-final.html' title='Conquistas - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-6222020949327834863</id><published>2011-07-10T06:25:00.002-07:00</published><updated>2011-07-10T06:33:33.935-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 8 (e mais algumas coisas)</title><content type='html'>Olá, amigos amantes da fantasia medieval. Hoje trago a vocês a penúltima parte da saga "Conquistas". Depois do fim desta trama, trarei a vocês uma nova história longa protagonizada pelos personagens da saga "Esmeraldas Negras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, quero pedir a vocês a gentileza de prestigiarem o lançamento do livro "Asgard RPG", de meus colegas Odin e Frodo Bacchi. Clicando &lt;a href="http://odin-valhallarpg.blogspot.com/2011/07/asgard-rpg-resultado-do-sorteio.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://elgalor.blogspot.com/2011/07/inauguracao-da-asgard-legends-store.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; vocês encontrarão mais detalhes sobre essa importante adição aos títulos já disponíveis no mercado RPGista brasileiro. Garanto que não se arrependerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os dragões pareciam se multiplicar no horizonte. Cobriam as nuvens, bloqueavam a passagem do sol e voavam em círculos, estendendo seu terror até onde os olhos das vítimas alcançavam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já não restavam muitos guerreiros vivos. Os que resistiam tinham se dispersado, para não serem alvos fáceis dos sopros corrosivos de seus algozes. Os poucos magos que sobraram usavam o que restara de sua energia arcana para proteger a todos. Pareciam querer ganhar tempo. Tempo para que a profecia se cumprisse totalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os moradores de Draim fugiam. Homens, mulheres, crianças, idosos e até animais de estimação. Todos corriam, tanto quanto seus ferimentos permitiam, em direção ao sul. Era de lá que os invasores tinham vindo e para lá que ficava o oceano. Seus conquistadores estavam rumando para o norte, então aquela escolha parecia óbvia. Fugir o mais longe que pudessem e rezar para que, nesse meio tempo, heróis de alguma outra cidade detivessem os miseráveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grupo de fugitivos não conseguiu avançar tanto quanto sua empolgação inicial pretendia. Os idosos caminhavam lentamente, não tendo mais disposição física para longas corridas. Crianças e mulheres por vezes paravam para chorar, traumatizados, atrasando o avanço de todos. E ainda havia homens feridos, sem condições de se locomover muito rapidamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poucos quilômetros foram perseguidos. Três jovens soldados que estavam com o grupo se ofereceram para ficar na metade do caminho e tentar deter pelo maior tempo possível os conquistadores, caso eles notassem a fuga e iniciassem uma perseguição. Seria, naturalmente, uma estratégia suicida por parte dos três. Eles não teriam chance contra os inimigos e certamente não poderiam conte-los por mais do que alguns minutos. Em verdade, aqueles jovens propuseram aquilo porque queriam a morte. Seus familiares estavam entre os que não resistiram aos ferimentos sofridos e faleceram antes do início da fuga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Duas horas se passaram sem que o povo de Draim fosse alcançado por seus antigos captores. Tinham avançado pouco, é verdade. Estavam aproximando-se da região litorânea quando um virote de besta perfurou as costelas de um pai de família. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma lenda antiga ou uma história contada de pai para filho por gerações. Uma invenção boba de algum avô querendo entreter seus netos, ou uma tentativa de algum bardo incompetente de agradar seus ouvintes. Ninguém sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas todos já tinham ouvido falar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um relato sobre uma criatura celeste enviada dos céus pelos deuses da justiça. Um raio de esperança quando as forças do mal se mostravam invencíveis. Aquele que surgia no pior momento, para provar a todos que o bem sempre triunfa. O responsável por devolver a fé, quando o desespero já tinha tomado conta dos corações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Anjo Sacray.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn e seu bando alcançaram os fugitivos de Draim. Sua primeira providência foi cercar todos e assassinar sem piedade os que tentaram resistir. Eram algo em torno de treze guerreiros contra dezenove pessoas inocentes. Entretanto, a pessoa que os conquistadores realmente procuravam não estava ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Onde está a garotinha? – Ayzarohn perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Todas as crianças de nosso vilarejo estão aqui – respondeu um dos fugitivos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não minta – berrou Ayzarohn, estocando uma adaga no pescoço do homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As crianças começaram a chorar. Mães se apertavam contra seus filhos. Homens de bem, pais de família, revoltados com tanta injustiça, fizeram força para não atacarem o assassino que ceifou outra vida inocente. Ninguém agüentava mais o sentimento de impotência e sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É isto que acontecerá com todos vocês se não responderem sinceramente! – Ayzarohn berrou – Queremos a garotinha que prevê o futuro! Aquela que tem pressentimentos sobre o que vai acontecer. Sabemos que ela é do vilarejo de vocês e sabemos que ela não é nenhuma dessas, pois um soldado meu me passou a descrição física dela. Onde ela está? Respondam ou morrerão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os conquistadores deram alguns passos à frente, aproximando-se ainda mais dos fugitivos. Já estavam próximos o bastante para assassiná-los e todos sabiam que era isso que aconteceria se o silêncio continuasse por muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, uma senhora fechou os olhos e orou. Clamou ao deus da justiça que fizesse alguma coisa. Que não permitisse que aquela carnificina continuasse. Pediu, sinceramente, que os culpados por aquele morticínio fossem punidos. Pediu justiça. Pediu paz. Pediu ajuda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os céus ajudaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma criatura robusta, calva e de asas emplumadas surgiu, trazendo consigo uma aura de luz. Sua chegada foi suficiente para que uma sensação de paz dominasse a todos. O desejo de vingança desapareceu, o sentimento de tristeza foi substituído por uma reconfortante alegria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exceto, é claro, para os que tinham maldade no coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Anjo Sacray quebrou pescoços com socos, perfurou estômagos com chutes e fez corpos voarem com arremessos. Menos do que um minuto foi necessário para que os conquistadores tombassem. Mesmo lutando com selvageria, nenhum deles, nem todos juntos, foram adversário para o recém-chegado defensor da justiça. Restou apenas um. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O chefe dos conquistadores atacou com prudência, prescrevendo arcos com a lâmina da espada. Não abria a guarda quando agredia o inimigo, temendo a força do contra-golpe do anjo. Sabendo que não conseguiria fugir, começou a intensificar as investidas, decidido a arriscar. Mas todas as suas manobras de combate foram em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A contra-ofensiva do Anjo Sacray foi devastadora. Três joelhadas atingiram veloz e violentamente o nariz do maldito invasor, que caiu desmaiado, o rosto transformado em uma máscara vermelha de sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O enviado dos céus moveu-se em direção aos cadáveres dos inocentes que haviam tombado e os ressuscitou. Efusivos abraços, beijos e lágrimas de alegria pelo reencontro se seguiram. Um rapaz reparou que, em dado momento, o semblante do anjo transpareceu um sorriso com a felicidade daquele povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas toda a esperança voltou a desaparecer quando os horizontes foram encobertos pela revoada de dragões. A profecia ainda precisava ser cumprida em sua totalidade. “O conhecimento daquilo que virá” teria que ser eliminado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Idiotas! – era Ayzarohn, com a voz anasalada, escarrando sangue – A garotinha que prevê o futuro. Ela é “o conhecimento daquilo que virá”. Ela deve morrer para que os dragões desapareçam e deixem seu reino em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos o ignoraram. Muitos se perguntaram porque o Anjo Sacray não atacava diretamente os dragões, pois ele seria o único capaz de derrota-los. Mas, no fundo, todos tinham medo que o maldito tivesse razão e a garotinha tivesse realmente que morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas o Anjo Sacray tinha outra coisa em mente para garantir que a profecia se cumprisse."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-6222020949327834863?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/6222020949327834863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/conquistas-parte-8-e-mais-algumas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6222020949327834863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6222020949327834863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/07/conquistas-parte-8-e-mais-algumas.html' title='Conquistas - Parte 8 (e mais algumas coisas)'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-1591269739376096957</id><published>2011-06-25T08:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T08:38:58.929-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 7</title><content type='html'>Olá, estimados amigos. Trago a vocês com muita a alegria a continuação da saga "Conquistas". Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 7&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os batedores voltaram com as piores notícias possíveis. A capital estava em chamas. Os principais heróis do reino haviam rumado para o confronto contra uma revoada de dragões colossais. Cedo ou tarde, todo o continente seria destruído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn recebeu a notícia com espanto. Aquelas informações batiam com as coisas bizarras que Onub tinha dito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Será possível? – ele pensou em voz alta – Uma profecia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim – respondeu um de seus homens – Todos neste reino crescemos ouvindo nossos avós nos contarem essa profecia. O que para o senhor pode parecer crendice, para o povo deste reino sempre foi algo a ser levado a sério. Tanto que agora a profecia se cumpriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O soldado contou a seu líder o que dizia a profecia. Ayzarohn ouviu atentamente e começou a fazer conjecturas. Todos os heróis do reino, inclusive o Rei, estavam em confronto com os dragões – e certamente morreriam. Se houvesse uma forma de derrotar os dragões depois disso, o reino estaria praticamente indefeso e sem rei. Entregue a Ayzarohn. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A esperança só voltará a existir quando não mais existir o poder – disse um dos soldados – Essa parte da profecia é um ponto de partida. Há anos os sábios estudam este trecho. O poder não deve mais existir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E o que seria esse poder? – Ayzarohn perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O rei. Acredita-se que o rei deva morrer. Isso faria “o poder” deixar de existir. Por isso ele está lutando também. Não para vencer, mas para morrer em batalha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve silêncio por longos minutos. Todos reunidos, pensativos. Um dos homens olhou para o horizonte e viu ao longe os dragões cuspindo fogo e ácido. Talvez não houvesse mais muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A esperança só voltará a existir, quando não mais existir o poder, nem o conhecimento daquilo que virá – disse outro – O que será esse “conhecimento daquilo que virá”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais silêncio. Era, certamente, a última peça do quebra-cabeça. Mas ninguém fazia idéia do que poderia ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rei tombou. O sopro cáustico de um dragão negro destruiu seu braço esquerdo. Os valorosos guerreiros que se interpuseram entre seu senhor e o ataque inimigo caíram sem vida. Muitos outros já jaziam ao redor de Sua Majestade. Havia os que estavam imóveis, ossos quebrados, impotentes, assistindo àquele horror sem ter forças para ajudar. E havia os que corriam desesperados em busca de uma improvável salvação. Eram poucos, mas o Rei não os censurava. Até porque, nenhum deles seria capaz de evitar que aquelas garras rasgassem o tórax do monarca e ceifassem sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A carnificina seguia, mas os combatentes deixaram de se importar com o confronto em si. Seu soberano acabara de ser assassinado. Era como se uma parte da alma de cada um dos súditos tivesse sido arrancada. Lágrimas escorrerem sem controle pelos rostos ensangüentados. As armas caíram no chão. Os corpos também, de joelhos, em uma última reverência àquele que reinou com justiça sobre aquelas vidas. Até aqueles que fugiam pararam. Voltaram, para dar um último adeus a seu monarca e, quem sabe, morrerem junto dele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vilarejo de Draim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o súbito desaparecimento de Onub, o responsável pelo local, os prisioneiros de lá renovaram as esperanças de se libertarem. Um homem de meia idade contorcia-se, tentando desvencilhar-se dos grilhões que o prendiam. Os demais cativos esfregavam as cordas nas árvores, paredes e outras superfícies, visando fazê-las cederem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crianças choravam, mulheres se debatiam e homens lutavam contra o que os aprisionava, mas pareciam não serem capazes de se libertar. Uma angústia surgiu dentro dos corações daquelas pessoas, como que adivinhando que a profecia se cumprira e fugir era a única alternativa. Havia ainda a pressa em escapar, pois ninguém sabia em que momento Onub poderia voltar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os esforços não cessavam, a esperança não desaparecia, mas a liberdade ia se mostrando um sonho distante. As cordas, correntes e demais grilhões que mantinham aquelas pessoas presas eram muito resistentes e não iriam ceder. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há poucos metros dali, dentro de uma cabana que também servia de cativeiro, uma garotinha chorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O conhecimento daquilo que virá”. O trecho da profecia ia desafiando a inteligência dos bandoleiros. Ayzarohn e seus homens faziam conjecturas, apresentavam hipóteses, teorizavam possibilidades, mas nada parecia fazer sentido. Qual seria o “conhecimento daquilo que virá”? Seria o conhecimento da profecia? Ou seja, todos que a conheciam deveriam morrer? Ou seria o conhecimento do significado da profecia? Todos os que haviam entendido que morte do Rei era necessária teriam decifrado o enigma e, por isso, deveriam morrer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Onub – um dos homens matou a charada – Onub sabia o que viria. Ele tinha esse conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas ele já morreu – outro soldado contrapôs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas com quem ele adquiriu o conhecimento? – um terceiro se manifestou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E tudo fez sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Onub descobriu tudo aquilo dando ouvidos a uma garotinha que dizia ter visões do futuro. Ela tinha o “conhecimento daquilo que virá”! – Ayzarohn socou a palma de sua mão – Vamos até o vilarejo de Draim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos se levantaram e pegaram suas armas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A garotinha deve morrer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos prisioneiros conseguiu romper as cordas. Correu até uma das cabanas e procurou uma faca ou canivete para libertar seus amigos e familiares. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em breve, todo o povo de Draim estaria livre para fugir!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-1591269739376096957?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/1591269739376096957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-7.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1591269739376096957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1591269739376096957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-7.html' title='Conquistas - Parte 7'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4870025978629169099</id><published>2011-06-18T05:44:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T05:54:26.492-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 6</title><content type='html'>Olá, amigos apreciadores de fantasia medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje lhes trago, com o atraso que me é característico, a continuação da saga "Conquistas". Também aproveito para convidá-los a clicar &lt;a href="http://dragoesdosolnegro.blogspot.com/2011/06/os-quatro-reinos-parte-7.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e conferir minha saga "Os quatro reinos", postada quinzenalmente no blog http://dragoesdosolnegro.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 6&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ayzarohn golpeou Onub com violência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Idiota! Não posso acreditar que você tenha vindo até aqui porque acreditou numa história contada por uma garotinha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais dois chutes violentos. Onub não reagia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Até uma menina de quatro anos tem lábia suficiente para enganar você? – Ayzarohn berrava – Já passou pela sua cabeça que, neste exato momento, enquanto você perde seu tempo me contando historinhas, os prisioneiros de Draim devem estar se libertando e tentando fugir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma lâmina perfurou uma garganta e Onub morreu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sob a liderança de Sua Majestade, o melhor que o reino tinha a oferecer estava reunido. Homens, mulheres e até adolescentes, enfileirados, desprovidos de organização ou estratégia, movidos apenas pelo inconformismo com o que o destino lhes trouxera. Eram guerreiros, monges, sacerdotes, paladinos, mercenários, samurais e feiticeiros. Humanos, anões, elfos, meio-orcs, halflings, gnomos e até extraplanares. Brancos, negros, amarelos, barbudos, imberbes, com e sem armaduras, homens e mulheres. Não havia distinção. Todos ali estavam sob uma mesma bandeira, lutando por uma mesma causa. Defendendo o direito à vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rei havia sido claro. A chance de vitória era mínima e ninguém seria obrigado a lutar se não quisesse. Não havia tempo hábil para uma fuga em massa, mas todos teriam a liberdade de tentar. Todos recusaram a oferta. A honra falou mais alto. Lutariam até a morte para defender seu reino do cumprimento da cruel profecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poucas horas foram necessárias até que os horizontes fossem encobertos. Uma revoada de titânicos dragões cobriu os céus. Eram imensos além de tudo que se conhecia e pareciam ser dezenas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que se cumpra a vontade dos deuses – o Rei murmurou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os dragões sobrevoaram os céus do reino, levando o pânico e o desespero a todos. Pessoas corriam desesperadas a procura de abrigo. Pais e mães caminhavam com dificuldade tentando levar seus filhos a um lugar seguro. A multidão corria para várias direções, sabendo que aquilo era inútil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas os heróis do reino ficaram. A certeza da morte não sobrepujou a bravura e o desejo de lutar até o fim. Os dragões mantinham-se a dezenas de metros de altura, não permitindo que os guerreiros que lutariam corpo-a-corpo pudessem atacá-los. Flechas e setas foram disparadas em vão, não chegando nem perto de seus alvos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E as feras malditas começaram a destruição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baforadas corrosivas traziam fogo, gelo e ácido, dor, gritos e morte. Casas iam caindo, pessoas morrendo soterradas e guerreiros foram se espalhando. O castelo ardia em chamas, levando às lágrimas os presentes. Os dragões aproximaram-se o bastante para que flechas e virotes de besta arranhassem seu couro. Giravam as caudas golpeando dezenas de guerreiros. Magos lançavam magias destrutivas poderosas apenas para ver a energia arcana dos monstros os protegerem. Paladinos clamavam aos deuses por um milagre, mas encontravam apenas as garras dracônicas dilacerando armadura, carne e ossos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os guerreiros procuraram se reagrupar, achando que talvez tivessem mais sucesso se atacassem o mesmo alvo ao mesmo tempo. Feiticeiros usavam sua energia arcana para improvisar proteções mágicas e para fortalecer os ataques dos guerreiros. Monges usavam suas capacidades acrobáticas para distrair os dragões, dando tempo para que mais pessoas fugissem. O Rei e seus soldados de elite agrediam os inimigos com fúria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas ficava claro que os esforços eram todos em vão. Praticamente toda a capital já queimava. Os que tentaram fugir conseguiram apenas morrer mais longe. Dos heróicos aventureiros que começaram o combate, restavam menos de trinta – todos feridos, ensangüentados e sem esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os dragões não cessavam o ataque, mas agora pareciam direcioná-lo ao Rei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn enviou batedores até as estradas mais ao norte para tentar localizar as melhores rotas para os próximos alvos. Ele já tinha sido avisado que existiam duas cidades de pequenas proporções a uns vinte quilômetros seguindo naquela direção, mas precisava de detalhes geográficos e informações sobre as forças de defesa daquelas localidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas sua principal preocupação tinha passado a ser a força de seu próprio bando. Os recentes confrontos o fizeram perder muitos soldados. Por um momento, cogitou a possibilidade de recrutar entre os povos conquistados homens fortes e treiná-los para serem combatentes. Depois, repensou e achou melhor não, pois sabia que isso levaria muito tempo e talvez não trouxesse os resultados necessários. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comeu um pouco de carne, bebeu vinho, abusou de duas mulheres, verificou o fio de sua espada, e viu que o tempo parecia querer não passar. Seus batedores ainda não tinham voltado e ele não conseguia ter idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Herança dos antigos povos. Imposição do implacável destino. Pacto dos deuses. Fosse o que fosse, era a profecia, gravada a fogo nas paredes da Gruta dos Sonhos. E estava se cumprindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Quando cumprir-se o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;E houverem passado mais primaveras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Do que se pode contar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Os horizontes serão cobertos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;E o fogo dos dragões tomará tudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Só restará o nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;A esperança só voltará a existir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Quando não mais existir o poder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Nem o conhecimento daquilo que virá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;A sede de sangue será aplacada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Com o sangue do sacrifício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;"&gt;Para que o sangue dos inocentes pare de jorrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;E se cumpra o destino&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4870025978629169099?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4870025978629169099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-6.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4870025978629169099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4870025978629169099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-6.html' title='Conquistas - Parte 6'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-487081675359272401</id><published>2011-06-04T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T07:40:22.512-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 5</title><content type='html'>Meus respeitos, estimados amigos apreciadores de literatura fantástica. Trago a vocês, com alegria e entusiasmo, a continuação da saga "Conquistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os dois grupos equiparavam-se em número, em força física e na qualidade das armas. Tinham táticas de combate parecidas, postavam-se no campo de batalha em posições estrategicamente similares. As mortes, quando começaram a surgir, iam levando os integrantes de cada lado na mesma proporção. Até que, dado um certo tempo, só restaram os melhores da cada lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o bando de Ayzarohn levava vantagem. Pareciam mais ferozes, mais sedentos de sangue. Isso começou a fazer a diferença, pois em momentos decisivos, os defensores da cidade de Gaatz hesitavam em desferir golpes pelas costas ou atacar inimigos caídos. A honra deles tornou-se um grilhão, que lhes restringia as opções e os enfraquecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando restavam dez contra três, Ayzarohn gesticulou para que seus colegas parassem. Os adversários que restavam pareciam invencíveis, resistindo aos ataques combinados de que eram alvo, movidos por uma bravura e guiados por uma técnica impressionantes. O sangue e o suor escorriam fartos nas testas deles, que não deixaram de cerrar os dentes mesmo quando o combate cessou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não costumo dizer isso aos meus inimigos – disse Ayzarohn – mas vocês são guerreiros valorosos. Matá-los seria um desperdício. Quero propor-lhes um acordo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não há acordos com biltres como você – um deles respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sua cidade está condenada. Vamos tomá-la e vocês sabem que não poderão impedir. Caso vocês se rendam, podemos ter clemência com suas famílias e amigos. Mas se optarem por continuarem lutando, terei que matá-los e depois incendiar sua querida cidade inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Silêncio. Um dos três embainhou a espada e caminhou em direção a Ayzarohn, que ainda tinha a dele em punho. O jovem abaixou a cabeça e pareceu inclinar o corpo, como se prestes a se ajoelhar diante de seu conquistador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os bardos foram rápidos em divulgar as notícias. Magos usaram seus recursos para alertar as cidades mais distantes da capital. Aventureiros foram convocados às pressas. Generosas quantias de ouro foram oferecidas a mercenários. Tropas de reinos distantes também se fariam presentes. Se houvesse tempo hábil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque o reino estava condenado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A maldita profecia. A indecifrável profecia que levou ao suicídio muitos sábios que não puderam decifrá-la, que enlouqueceu magos que não puderam entendê-la nem com a mais poderosa magia. Foram meses de elucubrações, suposições, conjecturas e hipóteses sendo constantemente apresentadas e, em seguida, descartadas. Sem sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora, tudo fazia sentido. Mas já era tarde. Evacuar todo o reino era simplesmente impossível, não havia tempo, nem recursos para isso. Impedir o cumprimento da profecia também era algo impraticável, restando ao povo apenas reunir os mais valorosos guerreiros, magos, paladinos e tentar resistir tanto quanto possível. Quem sabe, com a união da força dos melhores do reino, existisse uma chance mínima de vitória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rei e a família Real foram orientados a abandonar o reino. Poderiam ser levados por magia ao outro extremo do continente, onde estariam sãos e salvos. Os sábios e nobres estavam dispostos a morrerem para a glória de seus monarcas, e suportariam o fardo sem eles. Mas Sua Majestade foi irredutível. Ficaria até o fim e lutaria junto de seu povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ordem então era que os mais valorosos aventureiros, guerreiros e soldados do reino abandonassem seus afazeres e rumassem à capital. Reunidos, elaborariam um curso de ação antes que o pior acontecesse. As estradas começaram a se entupir de heróis viajantes, os cavalos e animais de carga começaram a escassear. Pequenos grupos reuniam-se ao se encontrarem durante o trajeto, tornando-se maiores. Todas as adversidades locais, as picuinhas entre as cidades e vilarejos, tudo estava sendo esquecido. Naquele momento, eram todos moradores do mesmo reino, servos da mesma coroa, filhos da mesma terra. Sangue do mesmo sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Logo, a capital foi tomada por uma multidão de corajosos, dispostos a lutar sem esperança, mas não a morrer sem luta. Já eram milhares. Tinham abandonado suas casas, famílias e sonhos para travar a batalha de suas vidas. Ou de suas mortes. O Rei também sacou sua espada e uniu-se a seus súditos. Triunfariam ou fracassariam juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar da bravura demonstrada pelos aventureiros, o esforço de ir em peso até a capital significava deixar suas cidades e vilas totalmente indefesas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meus amigos e familiares vão preferir morrer a me verem traindo meu povo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O berro foi sucedido por um violento soco no queixo de Ayzarohn, que caiu surpreendido. Os outros dois jovens, ainda armados, atacaram com o que restava de suas forças e esperanças, o exemplo do colega a lhes mostrar o que deveria ser feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O aço chocou-se contra o aço e a desvantagem numérica não diminuiu o ímpeto dos defensores de Gaatz. Colocavam-se de costas uns para os outros, em formação defensiva, impedindo assim que os inimigos os flanqueassem. Giravam as espadas em arcos defensivos e caminhavam em círculos. Para quebrar sua postura defensiva, seus atacantes teriam que se expor a um contra ataque certeiro. Os três sabiam que morreriam, mas faziam questão de levar alguns inimigos para o outro mundo juntos. E com esta mentalidade, resistiram tanto quanto puderam.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas apesar da bravura, os três caíram mortos após minutos de um violento combate. Morreram com honra, com glória, mas com a amarga tristeza de não terem sido capazes de protegerem seus entes queridos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gaatz foi pilhada em todos os sentidos e de todas as formas possíveis. Suas riquezas foram tomadas, suas mulheres foram possuídas e suas casas foram incendiadas. Ayzarohn e os demais estavam aprisionando as crianças, divertindo-se com as senhoritas e selecionando quais pais de família seriam fortes o bastante para serem úteis como escravos, quando Onub chegou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que houve? Por que veio até aqui? – Ayzarohn perguntou rudemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Uma profecia – ele respondeu ofegante – Uma garotinha me contou sobre a profecia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Do que está falando? Que garotinha? Que profecia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E Onub contou a Ayzarohn e aos demais tudo que estava acontecendo. E o que estava prestes a acontecer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-487081675359272401?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/487081675359272401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-5.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/487081675359272401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/487081675359272401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/06/conquistas-parte-5.html' title='Conquistas - Parte 5'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4840520077718546560</id><published>2011-05-28T06:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T07:41:07.609-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 4</title><content type='html'>Olá, amigos fãs de literatura fantástica. Hoje lhes trago a continuação de "Conquistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 4&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em Draim, dentro de uma cabana suja, uma criança chorava. Aprisionadas, separadas dos pais, mal-alimentadas e tendo como único adulto por perto um indivíduo mal-humorado e ameaçador, todas as mais de vinte crianças ali choravam. Mas havia uma cujas lágrimas chamaram atenção até dele – que nunca entendeu muito de crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onub era um homem de meia-idade, truculento, sujo, que falava cuspindo e nunca mostrou capacidade para fazer qualquer outra coisa que não fosse ameaçar e bater nas pessoas. Nunca constituiu família, nem demonstrou interesse nisso. Vivia apenas pelo prazer de lutar, matar e conquistar – e por outras razões que nem os deuses tinham desejo de saber. Ele tinha sido o designado por Ayzarohn para vigiar os prisioneiros em Draim, enquanto o resto do bando atacava Yarzin.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cecy era uma garota de feições delicadas, semblante de inocência e sensibilidade aflorada. Suas roupas estavam sujas e rasgadas. Não comia direito desde que os invasores atacaram seu lar. Chorava como seus amiguinhos, tinha vontade fugir assim como eles tinham, mas via e sentia coisas que eles não viam nem sentiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E foi isso que chamou a atenção de Onub.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hei, você! Como é seu nome, garotinha? – o homem perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meu nome é Cecy – ela balbuciou em resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que você olha para mim de um jeito diferente? Por que o seu choro é diferente? Por que você é diferente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A garota não conseguiu responder. Chorou com mais intensidade, levantou a cabeça encarando Onub e tentou dizer alguma coisa, mas os soluços não permitiram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Criança estúpida – Onub esbravejou – Não sei por que perdi meu tempo achando que pudesse haver algo diferente em você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem já virava as costas e caminhava para fora da casa, tencionando abusar de uma das mulheres que estavam amarradas em uma árvore, quando obteve a resposta que queria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu pressinto o mal. Eu vejo maldade. Eu sinto como se algo muito ruim estivesse para acontecer – a garota disse, em meio a lágrimas e soluços. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Criança idiota – Onub balançou a cabeça e voltou em direção a ela – Sua vila foi conquistada. Seus pais estão presos. Ou vão virar escravos, ou serão mortos. É claro que você vê maldade. É claro que você tem um mau pressentimento. É claro que algo ruim vai acontecer. Ou melhor: já aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele preparava-se para sair, ainda gargalhando da inocência da garota, quando a voz dela novamente o fez dar meia volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é isso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como assim “não é isso”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu vejo que coisas piores vão acontecer. Terríveis! E muita gente vai morrer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onub considerou perda de tempo ouvir o que a garotinha dizia, outra vez virou-se e foi em direção à porta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tenha cuidado, moço – ela disse, em meio às incessantes lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onub olhou para Cecy antes de sair do casebre. Um arrepio percorreu sua espinha. Fechou a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bando já totalizava trinta e dois homens, contando os membros originais e os que a eles se juntaram em Draim e em Yarzin. Todos estavam adequadamente armados. Um mapa tinha sido improvisado para que todos tivessem ciência das particularidades geográficas de Gaatz antes de partirem. Ordens foram repassadas, detalhes de última hora foram definidos e instruções de emergência foram dadas. Todos sabiam o que e como fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entretanto, aparentemente, alguma coisa tinha saído errada. Estavam a meia hora de caminhada das cercanias de Gaatz, onde se separariam, de acordo com o planejado. Porém, já vinha ao longe um grupo de soldados caminhando em sua direção. Empunhavam armas e usavam vestes que foram identificadas como sendo da milícia de Gaatz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flechas vieram em direção a dois dos invasores, ceifando suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos derrotá-los aqui e depois invadir sua cidade indefesa – Ayzarohn gritou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o morticínio começou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em duas horas, um mau pressentimento e um arrepio que se recusava abandonar sua espinha. Onub se impacientou e ingressou novamente no casebre. Cecy ainda chorava bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Diga para mim tudo que você sabe – ele berrou a ela – Conte o que está acontecendo e o que vai acontecer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4840520077718546560?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4840520077718546560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-4.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4840520077718546560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4840520077718546560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-4.html' title='Conquistas - Parte 4'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8240419539697161778</id><published>2011-05-22T06:44:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T06:54:08.372-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 3</title><content type='html'>Saudações, amigos de aventuras. Trago a vocês, com um bom atraso e muita alegria, a terceira parte de "Conquistas". Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. Mais uma coisa: caso tenham dúvidas, façam perguntas a mim clicando &lt;a href="http://www.formspring.me/jacogaltran"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os conquistadores se posicionaram nos arredores do vilarejo. Entretanto, um deles foi notado. Sua atitude suspeita foi percebida por um dos soldados da milícia de Yarzin. Ambos se entreolharam e hesitaram. O que atacava não sabia se devia reportar a seu líder que fora descoberto, ou assassinar o oponente a fim de eliminar testemunhas. O que era atacado não sabia se devia correr chamar reforços, ou tentar ele mesmo triunfar sobre o invasor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acho que você terá que morrer aqui – o invasor disse sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu pretendia dizer a você o mesmo – sorriu em resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele que atacava chamava-se Brun e tinha consigo uma arma. Grande demais para ser considerada uma faca, pequena demais para ser uma espada, afiada demais para permitir ao oponente qualquer tipo de distração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jovem que defendia seu vilarejo chamava-se Darvyy, embora isso não fizesse diferença naquele momento. Com as mãos nuas, sem armadura e com um considerável mau-humor por ter que lutar sem ter comido nada desde que acordou, pôs-se em guarda e aguardou que seu adversário o atacasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A lâmina rasgou o ar a uma velocidade impressionante sem conseguir mais que quase atingir seu alvo. A cada golpe, uma tentativa infrutífera de contragolpe por parte do jovem desarmado. Ambos lutavam com prudência, sem saber ao certo até onde iam as habilidades do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brun agredia com a arma, mas sem abrir mão de manter a guarda fechada mesmo ao atacar. Avançava e recuava, não querendo dar chance ao inimigo de surpreendê-lo, pois sabia que essa era a única estratégia possível a ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darvyy movia-se com perícia, simulando estar vulnerável para que seu rival o atacasse e se expusesse, mas não conseguia forçá-lo a abrir a guarda. Por um lado, ele preferia que o combate continuasse assim, pois quanto mais tempo ele demorasse, maior a chance de chegar alguém ajudá-lo. Por outro lado, o oposto também poderia acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após minutos de ataques calculados e evasivas prudentes, ambos ficaram irritados e resolveram acabar logo com o combate. Darvyy aparou com ambas as mãos a lâmina que descia verticalmente em direção a sua testa, e girou a lâmina para desequilibrar seu oponente. Brun aproveitou para chutar a lateral do abdômen inimigo e atingiu-o em cheio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jovem desarmado caiu e apanhou um pouco da terra do chão. Levantou-se se esquivando da arma adversária descendo rumo a seu peito e arremessou poeira nos olhos de Brun. Este não teve tempo de proteger-se e ficou alguns segundos piscando. Tempo suficiente para receber dois violentos socos no rosto e cair. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darvyy chutou a arma inimiga para longe. Desferiu duas violentas joelhadas na testa de seu oponente e arremessou o corpo dele para longe. Antes que pudesse dirigir-se a ele para aplicar mais um chute, sentiu uma fisgada no ombro esquerdo. Virou-se e percebeu ter sido atingido por uma seta. A dor que o consumiu o fez supor que ela estivesse envenenada. Com a visão turva e desprovido de equilíbrio, só teve tempo de ver três colega de milícia, a quem um dia chamou de amigos, auxiliando Brun a se levantar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Yarn! Hayabb! Dinaan! Não pode ser! Vocês se aliaram a esse invasor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma seta cruzou o ar velozmente. E aquelas foram as últimas palavras de Darvyy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tendo comprado três dos soldados de Yarzin, Ayzarohn e seu bando puderam ingressar sem problemas na aldeia. Os demais membros da milícia foram de tal forma surpreendidos, que poucos minutos bastaram para que fossem derrotados. Receberam ainda a proposta de se aliarem ao grupo dos invasores, mas suas honras falaram mais alto e todos se recusaram. Nenhum deles sobreviveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As casas foram incendiadas, exceto duas. Uma serviu de cárcere para idosos e crianças. A outra, a maior do vilarejo, seria onde repousariam os conquistadores durante os dias necessários para planejar o próximo ataque. Mulheres viraram diversão, homens viraram escravos. Suprimentos, riquezas e armas foram todos tomados. O sacerdote do local foi torturado até a morte por não querer revelar a localização de dois anéis mágicos que havia em Yarzin. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quatro dias se passaram. O novo alvo era a modesta cidade de Gaatz. Não era uma aldeia, nem vilarejo, mas sim uma cidade. O que implicava um número maior de pessoas e de soldados. Yarn comentava com Ayzarohn que tinha um bom relacionamento com o chefe da milícia de Gaatz, mas que ele e seus homens eram incorruptíveis. Horas se passaram com o bando inteiro planejando a melhor forma de fazer uso dessas informações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que surgiram idéias úteis e o bando iniciou os preparativos para o ataque."  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8240419539697161778?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8240419539697161778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-3.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8240419539697161778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8240419539697161778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-3.html' title='Conquistas - Parte 3'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-2875268229727116143</id><published>2011-05-11T16:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:45:04.745-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 2</title><content type='html'>Olá, amigos. Trago a vocês a continuação de "Conquistas". Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E os invasores começaram a derramar o sangue daquele povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Urrando como feras, acharam que intimidariam suas vítimas com sua selvageria, mas foram surpreendidos por oponentes corajosos. As pessoas daquele vilarejo não estavam preparadas para lidar com o ataque, por isso poucos saíram em defesa de seu povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Saíam daqui, malditos! – bradou um deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eram apenas pais de família. Não tinham armas, nem armaduras, tampouco estratégias. Apenas bravura, perseverança e muita vontade de proteger suas terras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não foi suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguns foram incapacitados por golpes em pontos específicos de seus corpos. Outros, imobilizados. Antes que as cabanas fossem incendiadas, uma delas foi invadida. Duas crianças foram tomadas à força dos braços de sua mãe. Lâminas foram colocadas rente àqueles pescoços inocentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então o líder dos carniceiros exigiu rendição. E Draim se entregou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As cabanas foram incendiadas, exceto duas. Elas passaram a servir de cárcere às crianças, reféns, sob as quais foram posicionadas lâminas prontas a decapitar. Os pais de família viraram escravos, sua lealdade assegurada pelo medo de que seus filhos fossem mortos. A eles caberia o dever de trazer peixes e frutas a seus conquistadores, sabendo que qualquer tipo de fuga resultaria no assassinato de suas famílias. Às mulheres, coube o papel de preparar alimentos, fazer as crianças pararem de berrar e servir de diversão a seus novos senhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim seria. E assim foi. Por dois dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O líder dos invasores já preparava o ataque à aldeia mais próxima. Interrogou um de seus prisioneiros para saber mais a respeito, quase o torturou para obrigá-lo a revelar o que sabia, mas não descobriu muita coisa. Um de seus homens foi enviado para explorar as cercanias de Draim a fim de obter maiores informações. Voltou relatando que o que havia de mais próximo era um vilarejo maior, com algo em torno de duzentas pessoas. O local era visivelmente mais protegido: contava com a existência de um tipo de milícia – dez indivíduos portando espadas que garantiam a segurança do local e o cumprimento das leis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durante o planejamento do ataque seguinte, Ayzarohn foi percebendo que um de seus prisioneiros se destacava dos demais pela força física e habilidade de combate. O jovem, inocente, que havia se tornado pai recentemente, foi obrigado pelas circunstâncias e pela lâmina inimiga a tornar-se parte do bando. Em troca, a promessa de que, futuramente, sua família seria libertada. Em caso de recusa, morte prematura de todos que ele amava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele aceitou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E começaram os preparativos para o ataque ao outro vilarejo – que, segundo o que se ficou sabendo, chamava-se Yarzin. Mais batedores foram enviados para conhecerem o máximo possível da geografia da região, de pontos vulneráveis da segurança do local e o que mais fossem capazes de descobrir que pudesse ser útil. A missão foi bem-sucedida. Um deles, inclusive, conseguiu roubar uma imponente espada de lâmina larga antes de voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para o próximo ataque, o bando iria quase completo – apenas um deles ficaria, para cuidar das crianças mantidas reféns. Os pais de família foram todos amarrados às árvores do local. Algumas mulheres também ficariam, igualmente amarradas, para que o indivíduo que cuidaria das crianças tivesse diversão. As demais mulheres iriam com o resto do bando. Não apenas para que seus conquistadores tivessem diversão, mas também para que, em caso de necessidade, elas fossem usadas como escudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As horas haviam se passado. Estava tudo pronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bando já estava todo alimentado, vestido e armado. Já tinham tido longos momentos de relaxamento e prazer com suas prisioneiras (e o chicote estalou furiosamente em um dos prisioneiros que se revoltou em ver sua mulher violentada). Consideravam-se prontos. Ayzarohn começou a discutir com outros dois os detalhes finais da estratégia de ataque. Ordens foram dadas e orientações foram repetidas. E todos começaram a caminhar rumo a seu novo alvo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rumo ao vilarejo de Yarzin."   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-2875268229727116143?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/2875268229727116143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-2.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2875268229727116143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2875268229727116143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/05/conquistas-parte-2.html' title='Conquistas - Parte 2'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8681718112741799862</id><published>2011-04-22T06:39:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T06:47:30.440-07:00</updated><title type='text'>Conquistas - Parte 1</title><content type='html'>Olá, nobres amigos. Trago a vocês, após uma injustificável demora, a primeira parte de uma nova história longa. Espero que apreciem, comentem e participem da campanha "Helping Hands" iniciada no post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Conquistas - Parte 1&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vilarejo de Draim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Localizado no extremo sul do reino de Kaarmith, a poucos quilômetros do Mar de Yambur, era o mais afastado – e o mais pobre – vilarejo da capital. Formado por aproximadamente doze famílias, o povo local vivia da agricultura e da pesca. As poucas casas eram bastante simples e tinham sido construídas com madeira extraída das árvores de um bosque próximo. Não havia estradas, só trilhas abertas entre a mata que separava a aldeia das vilas próximas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estimava-se que Draim tivesse quarenta habitantes. Pessoas fortes, corpulentas, de estatura elevada, longos cabelos negros (tanto homens quanto mulheres) e olhos castanhos. Usavam roupas rasgadas, eram pouco higiênicas e ainda pareciam carregar consigo parte dos costumes de povos bárbaros que outrora habitaram a região. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar de serem meio rústicos, os moradores de Draim nunca se preocuparam com a segurança de seu vilarejo. A região era tranqüila e bastante isolada, sem histórico de aparição de monstros, tribos bárbaras hostis, ou qualquer outro tipo de ameaça. A isso também se somava a natureza simples das pessoas, fazendo de Draim um vilarejo totalmente pacífico e desprotegido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eram doze. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn, o líder indiscutível. Os demais, truculentos guerreiros. Todos eles, pouco mais que bárbaros. Selvagens, conquistadores, territoriais, militaristas. Perigosos por não conhecer limites para sua ambição, e também por mesclar poder de combate a estratégias inteligentes.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn portava um imenso machado de guerra. Tinha em toda a face cicatrizes de batalhas anteriores, possuía dentes suficientes apenas para mastigar os peixes que trazia em suas embarcações e usava, entre todos, as roupas menos rasgadas, menos sujas e menos manchadas de sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os demais usavam espadas bastardas, espadas curtas, facas, ou arma nenhuma. Eram indivíduos robustos, sujos, mal-vestidos, desdentados e violentos. Pareciam viver da guerra e para a guerra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos os doze chegaram em navios rústicos, após cruzarem parte do Mar de Yambur. Traziam consigo suas armas, dois ou três itens mágicos (cujo uso só era permitido para Ayzarohn), peixes, restos de carne, vinho, algumas moedas e outros objetos sem grande valor que foram o produto de suas mais recentes pilhagens.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Venham logo – Ayzarohn gritou – E tragam as cordas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os indivíduos foram deixando as embarcações na margem do Mar de Yambur e adentrando a região. Fizeram piadas de mal-gosto uns sobre os outros e começaram a arremessar areia entre eles mesmos. Um severo olhar de reprovação de seu líder os fez parar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A intenção do grupo era óbvia: conquista. Avançariam pelos vilarejos e aldeias da região, pilhando, matando, conquistando e escravizando o quanto pudessem. Talvez houvesse entre os povos conquistados alguns guerreiros capazes de fazer parte do bando. Comida e suprimentos seriam tomados para garantir a sobrevivência dos doze. Mulheres seriam diversão e, quem sabe, mão de obra escrava. Crianças poderiam ser usadas como reféns, caso surgissem inimigos fortes demais. Também havia a chance desses vilarejos terem armas e objetos mágicos – que, sem dúvida, seriam muito úteis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayzarohn e os demais foram avançando pela mata fechada, seguindo trilhas improváveis e parando apenas durante as ocasionais aparições de animais silvestres para alimentarem-se deles. Após duas horas de caminhada, a mata foi ficando mais aberta, possibilitando uma melhor visualização do local como um todo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já era possível identificar ao longe um tipo de clareira, com espaço suficiente para abrigar uma aldeia ou vila de pequenas proporções. Os passos começaram a ficar menos apressados, a aproximação já era mais furtiva, o barulho da caminhada era menor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais alguns minutos avançando pela trilha, e os doze visualizaram uma pequena aldeia. Cabanas rústicas, pessoas simples e homens aparentemente fortes. De longe, devidamente escondidos, puderam ver uma pequena movimentação de pessoas no lugar. Não era o bastante para ter uma noção exata do poder de defesa do vilarejo, mas já bastava para saberem que venceriam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Venham aqui – Ayzarohn rosnou o mais baixo que pôde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos se aglomeraram ao redor de seu líder para ouvi-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos nos dividir em grupos de três. E vamos cercar o vilarejo. Eu e mais dois ficaremos aqui. Quero três no lado norte do vilarejo, caso alguém tente fugir para aquele lado. Três a oeste e três a leste. A meu comando atacaremos. Não permitam que ninguém fuja. Mas evitem matar. Apenas nocauteiem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os comandados urraram para demonstrar que tinham entendido e Ayzarohn irritou-se, pedindo silêncio. Dividiram-se e foram posicionar-se nos locais designados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguma cabana do vilarejo de Draim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma criança, oito anos, chorava copiosamente no colo de sua mãe. Sem motivo aparente, apenas atirou-se nos braços maternos em busca de consolo, face encharcada pelas lágrimas que nem ela sabia por que rolavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinto maldade, mamãe – a criança balbuciava – Maldade. Vindo para cá, mamãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A garotinha não conseguiu continuar. Soluçava, quase se engasgando com a saliva que engolia, o pranto ainda escorrendo incessante. A senhora que a segurava também lacrimejava. Não apenas por ser doloroso para uma mãe ver a filha chorando, mas por entender o que aquilo significava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde quando era ainda mais jovem, a garotinha sempre teve premonições. Chorava horas antes do falecimento de entes queridos, antevendo a dor da perda. Sonhava com o nascimento de crianças na madrugada anterior ao parto de alguma vizinha grávida. Tinha pesadelos com tempestades, para no dia seguinte, uma chuva torrencial quase destruir o vilarejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mãe havia entendido. O mal se aproximava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naquele mesmo instante, o ataque começou."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8681718112741799862?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8681718112741799862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/04/conquistas-parte-1.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8681718112741799862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8681718112741799862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/04/conquistas-parte-1.html' title='Conquistas - Parte 1'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8774267397283941805</id><published>2011-04-04T16:32:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T17:05:05.376-07:00</updated><title type='text'>Todos nós podemos ser paladinos</title><content type='html'>Olá, amigos. Em primeiro lugar, minhas desculpas pela absurda demora em postar aqui. Compromissos profissionais em demasia foram os culpados por esta falha. Pretendo não deixar isso voltar a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, trago-lhes um projeto fantástico do nosso amigo &lt;a href="http://odin-valhallarpg.blogspot.com/"&gt;Odin&lt;/a&gt;. Muito simples: vamos ajudar a quem precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a idéia proposta pelo Senhor de Asgard, a intenção é que parte do meu material seja disponibilizado a vocês, mediante uma doação que vocês, queridos leitores, farão a alguma instituição de caridade, ou que preste serviço social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo-a-passo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Vocês doam R$ 5,00 ou R$ 10,00 a uma das instituições listadas abaixo.&lt;br /&gt;2) Vocês scaneam o comprovante de depósito.&lt;br /&gt;3) Vocês mandam o comprovante pro e-mail jacogaltran@gmail.com&lt;br /&gt;4) Eu envio pros seus e-mails um arquivo .pdf com contos inéditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês vão encontrar no meu mais novo .pdf?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, menos do que no anterior. Teremos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diana&lt;/span&gt;: Um conto de terror que fiz recentemente. Não cheguei a terminá-lo, porque achei que seria divertido deixar a cargo dos leitores imaginar o final.&lt;br /&gt;2) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lendas Urbanas&lt;/span&gt;: Escandalosamente inspirado na música "A TOG vai te pegar" da Torcida Organizada Galoucura, é um conto que fala sobre violência urbana - e que eu confesso que escrevi há um tempo para desabafar.&lt;br /&gt;3) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A lenda do sacrifício:&lt;/span&gt; Um dos primeiros contos que escrevi quando decidi virar escritor. É curto e é fantasia medieval clássica.&lt;br /&gt;4) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tarrasque:&lt;/span&gt; Parcialmente postado no blog http://krullobruto.blogspot.com aparece aqui em sua versão completa. Fantasia medieval clássica.&lt;br /&gt;5) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Senhor dos Mortos Vivos:&lt;/span&gt; História longa de fantasia que postei quinzenalmente no blog http://dragoesdosolnegro.blogspot.com, aqui aparece reproduzida na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, são 38 páginas. Este pdf não tem a pretensão de ser tão bom quanto o anterior, nem de ser usado apenas para divulgar meu trabalho. Mas é o melhor que minha disponibilidade de tempo permitiu reunir nas últimas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTAS PARA DOAÇÕES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CERENE - Centro de Recuperação Nova Esperança&lt;br /&gt;Situado na Lapa, região metropolitana de Curitiba, é uma casa de recuperação para dependentes químicos.&lt;br /&gt;Banco do Brasil&lt;br /&gt;Agência: 0305&lt;br /&gt;Conta Corrente: 7253-2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACOA - Associação Curitiba dos Órfaõs da AIDS&lt;br /&gt;Atende crianças portadoras do vírus HIV e famílias carentes&lt;br /&gt;Caixa Econômica Federal&lt;br /&gt;Agência: 0375&lt;br /&gt;Conta Corrente: 1476-6&lt;br /&gt;Operação: 003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provopar Ação Social&lt;br /&gt;Para vítimas das fortes chuvas que maltrataram o litoral paranaense.&lt;br /&gt;Banco Itaú&lt;br /&gt;Agencia: 4143&lt;br /&gt;Conta :00736-9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, é isso. No próximo post, trago uma nova história longa totalmente inédita. Em caso de dúvidas, não hesitem em comentar aqui, ou mandar um e-mail p/ jacogaltran@gmail.com Peço que participem desta campanha e me ajudem a divulgá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois todos nós podemos ser paladinos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8774267397283941805?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8774267397283941805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/04/todos-nos-podemos-ser-paladinos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8774267397283941805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8774267397283941805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/04/todos-nos-podemos-ser-paladinos.html' title='Todos nós podemos ser paladinos'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4080801256239510953</id><published>2011-03-21T07:16:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T07:16:01.057-07:00</updated><title type='text'>Muito prazer. Sou escritor.</title><content type='html'>Olá, amigos. Hoje, trago um texto bacana, de minha autoria, que publiquei originalmente no blog do meu alter-ego mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muito prazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou escritor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Completamente diferente de vocês, mas, ao mesmo tempo, absolutamente igual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou igual porque também tenho dor de dente, também choro de raiva, também escuto música no último volume. E, principalmente, sou igual porque também preciso trabalhar oito horas por dia para pagar a água, a luz e o telefone no final do mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas sou diferente. Diferente porque não separo o que é real do que não é, não faço distinção entre o sonho e a realidade, entre o real e o utópico. O que é cotidiano para você, pode ser fantasia para mim, e vice-versa, pois somos autores de nossa própria vida, e apenas nós decidimos o que é impossível e o que não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sim, sou escritor. E por isso sou melhor e pior que vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou melhor porque encaro cada lágrima que derrubo como uma parte triste, porém necessária, de uma história que terá, inevitavelmente, um final feliz. Sou melhor porque trato cada abraço, cada sorriso, cada beijo, como a mais marcante cena da minha história. Sou melhor porque vejo em cada mulher uma princesa com um vestido cor-de-rosa, em cada criança o escolhido de uma profecia que fala do salvador do mundo, em cada pessoa má um vilão que, no final, vai se arrepender de seus erros e abandonar a vilania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas também sou pior que vocês. Pior porque aprendi a viver intensamente TAMBÉM os momentos ruins. Pior porque me acostumei a ser cúmplice dos personagens de minha vida, sofrendo quando eles sofrem, chorando quando eles choram. Sou pior porque aprendi a enxergar quando alguém sorri para esconder uma lágrima, mas não aprendi a esconder as minhas. Sou pior porque nunca me interessei em conhecer os limites da criatividade do destino, e por isso, quando penso que já vi tudo, sou surpreendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse sou eu. Escritor. Entre fotos rasuradas, copos de Nescau gelado, sonhos esquecidos, divagações e amores impossíveis, busco o sucesso na tarefa de ser o autor da minha própria história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muito prazer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4080801256239510953?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4080801256239510953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/03/muito-prazer-sou-escritor.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4080801256239510953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4080801256239510953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/03/muito-prazer-sou-escritor.html' title='Muito prazer. Sou escritor.'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3250638849830848969</id><published>2011-03-10T07:10:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T07:10:00.693-08:00</updated><title type='text'>Os melhores</title><content type='html'>Olá, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, resolvi homenagear meu próprio trabalho e fazer um momento “Relembrar é viver” de tudo que já escrevi. Elegi o que fiz de melhor: os melhores heróis, vilões, heroínas, etc, etc.&lt;br /&gt;Vejamos se vocês concordam, ou mesmo lembram, de todos esses elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Heróis:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Anjo Sacray (Anjo Sacray):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo enviado dos céus para levar justiça ao mundo é capaz de derrotar demônios, ressuscitar os mortos e reacender a chama da esperança no coração das pessoas. É dele o terceiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Murdaryk (Esmeraldas Negras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bárbaro autoconfiante que achava que podia vencer todo mundo tinha coragem, era impetuoso e empunhava um machado enorme. Enfim, tinha o necessário para merecer o segundo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)    Dhaidarhan (Contra a peste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anão ridicularizado pelos companheiros não tinha muito carisma, nem grande força, nem praticamente nada. Mas foi forte o bastante para enfrentar o mais terrível dos desafios: enterrar a mulher amada. Por isso, é o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Heroínas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)    Keydy (Lembranças Sanguinárias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez o possível para manter unido um grupo de aventureiros, teve coragem para servir de isca em um plano arriscado e acabou morrendo de forma cruel. Pela bravura, ela merece o terceiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)    Rainha Yalanthara (Esmeraldas Negras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Rainha que ergueu o traseiro do trono e foi lutar junto com seu povo contra um inimigo supostamente invencível. E venceu. Totalmente merecedora do segundo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)    Layse (A derrota do amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se expôs a humilhações terríveis para ressuscitar seu amado, movida pela certeza de que o amor venceria. Apesar do final triste, ninguém deu um exemplo tão bonito quanto o dela. É a primeira colocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Vilões:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)    O Tarrasque (Tarrasque):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tarrasque é simplesmente o Tarrasque. Não fala, não tem um exército sob seu controle, não entoa bravatas. E mesmo assim destruiu o mundo. Acho que isso é suficiente, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)    Schargaryk (Memórias gélidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara atormentou a mente de seu inimigo, torturou a mãe dele, transformou os irmãos dele em mortos-vivos e ia fazer todos se matarem. Tudo em nome da vingança. Segundo lugar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)    Conquistador Negro (Esmeraldas Negras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniu itens mágicos poderosos, tinha um exército poderoso e era poderoso. Mas, sobretudo, tinha algo indispensável a um bom vilão: carisma. Por isso é o primeiro lugar em vilania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Cenas marcantes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Acerto de contas entre Schargaryk e Ayvon (Memórias gélidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crueldade de Schargaryk foi chocante. A vingança assustadoramente bem arquitetada poderia até ter ido além do terceiro lugar, se não fosse a interferência de um dragão branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Enterro de Yanyra (Contra a peste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortes são comuns na fantasia. Mas uma cena em que o indivíduo cava um buraco no chão e é obrigado a enterrar a mulher amada é de fazer inveja a qualquer novela mexicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)    O sonho de Layse (A derrota do amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O onírico reencontro entre uma linda jovem e o seu falecido amado termina em uma despedida capaz de fazer até um lorde demônio chorar de emoção. Primeiro lugar disparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Batalhas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Aventureiros contra o Tarrasque (Tarrasque)&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Valendo-se de um anel de três desejos, uma estratégia desesperada e uma bravura típica dos heróis, quatro aventureiros vão para a batalha contra o mais terrível dos inimigos. E perdem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Exército do Conquistador Negro contra os soldados do Castelo (Esmeraldas Negras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um monge, uma feiticeira e todos os soldados do Castelo Real travam uma batalha épica contra golens, goblins e uma horda de invasores sanguinários. A própria Rainha também participa do embate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A batalha final contra o Conquistador Negro (Esmeraldas Negras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheio de reviravoltas, o confronto emocionante pôs um fim a um dos vilões mais cruéis – e também a uma das sagas mais legais que o Titio Jacó aqui já escreveu. A melhor batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Top 3 – Citações, frases e diálogos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) "A Tormenta é vermelha, a Praga é vermelha... Daqui a pouco o anão vai ver uma maçã na árvore e achar que deve derrotá-la" – Shalyl em “Contra a peste”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) “- E agora, minha Rainha – Hydayn interrompeu – O que fazemos?&lt;br /&gt;- Atacamos até cairmos.&lt;br /&gt;- E depois?&lt;br /&gt;- Levantamos e atacamos de novo” – Hydayn e a Rainha Yalanthara em “Esmeraldas Negras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) “Olhe para o céu e você me verá de novo” – Kilgard em “A derrota do amor”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só, pessoal. Acho que foi possível relembrar um pouco do que já fiz. Não deixem de comentar dizendo o que faltou, com o que vocês concordaram e do que vocês discordaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3250638849830848969?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3250638849830848969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/03/os-melhores.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3250638849830848969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3250638849830848969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/03/os-melhores.html' title='Os melhores'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8389388147118408617</id><published>2011-02-26T07:06:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T07:10:12.022-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 10 - FINAL</title><content type='html'>Olá, amigos. Após uma demora absurda e injustificável, trago a conclusão da história "A caravana e os cavaleiros". Mais que isso: trago também a promessa de fazer o possível para voltar a postar com mais regularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 10 - FINAL&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O grupo avançado chegou ao reino Tandall. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma recepção calorosa fora preparada. Um banquete fora servido aos recém-chegados, e os anfitriões trataram de deixar claro que aquilo era pouco perto do tamanho da refeição que seria servida após a cerimônia de casamento. Vild, Lohack e os demais membros do grupo fartaram-se nas mesas e depois receberam convites para repousar em alojamentos a poucos quilômetros. Um banho, roupas novas e algumas bem-vindas horas de sono. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O clima de confraternização e festança durou até o dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hemer, Lyu e os outros devem estar chegando daqui a poucas horas – era Vild.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso se não tiverem sido surpreendidos por ninguém – Lohack, comendo pão em uma mesa farta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ambos concentraram-se na comida. Outro colega do grupo avançado já conversava com um nobre do reino de Tandall. Explicou sobre a possibilidade real de um atraso por parte do grupo principal. Cogitaram a possibilidade de alertar o Príncipe Vigkahr e ir buscar Hemer e os demais com a ajuda da Guarda Real do reino. A idéia foi descartada. Um pequeno grupo seria enviado. Apenas os melhores e mais experientes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu estava em um dos carroções, reunido aos homens nos quais mais confiava. Não eram tantos quanto ele gostaria, mas teriam que ser suficientes. Terminavam de comer pedaços de carne e queijo. Uns poucos bebericavam vinho. Estavam a três quilômetros da fronteira com o reino Tandall. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que fazemos? – Lyu, em uma pergunta retórica – Damos voltas ao redor da fronteira até o inimigo nos ver e nos abordar? Seguimos a rota normalmente e aguardamos um contato? Ou nos apressamos em chegar à capital e pedimos reforços ao Príncipe Vigkahr?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Silêncio. Todos olhavam para cima ou para os lados, uma discrição conveniente que também dava a entender que eles estavam pensando. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E se apenas um de nós for à capital pedir reforços? Os demais ficam aqui esperando o inimigo revelar-se – sugeriu alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E quem seria esse “um”? – Lyu, nada empolgado – Quem seria tolo de se arriscar em sair sozinho, sabendo que provavelmente estamos sendo vigiados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais um bom tempo de sugestões rejeitadas e possibilidades descartadas. A carne acabara. O vinho também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Todos nos aguardam – Lyu parecia resoluto – Os inimigos e os aliados. Se demorarmos, eles virão atrás de nós. Vamos diminuir o ritmo da viagem. Uma hora ou outra os bandoleiros nos abordarão. E quanto mais tempo isso demorar para acontecer, maior a chance do Príncipe Vigkahr ficar preocupado e mandar alguém nos ajudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma flecha vinda não se sabia de onde perfurou um dos carroções. Atada a ela, um pedaço de papiro. Um dos condutores a tirou, após o comboio inteiro parar, esperando pelo pior. Seu conteúdo era um mapa rabiscado sem muito capricho, indicando para onde deveriam ir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu olhou o papiro com calma. Sabia que deveria ser uma emboscada, mas não tinha muita alternativa. Orientou os condutores a rumarem para o local indicado. Um homem foi enviado ao reino Tandall. Talvez ele pudesse trazer reforços. Desde que não fosse abatido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era um local a céu aberto. Lyu supôs que ele e sua caravana seriam levados a algum lugar discreto, mas não. Estavam em uma estrada de terra batida, de fácil visualização, embora de pouco movimento, pois era contramão para os que viajavam entre os reinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu e seus comandados foram recepcionados por mais de trinta homens portando arcos, flechas e espadas nas cinturas. As cordas estavam retesadas, prontas para disparar ao qualquer tentativa de reação. Todos foram tirados – com certa violência – de dentro de seus carroções. Aqueles que portavam armas foram desarmados. Os que pareciam ter capacidade de combate foram amarrados. Lyu percebeu que as coisas estavam saindo do controle.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Confesso que para mim é indiferente matar todos vocês ou não – o que parecia ser o líder foi falando – E também confesso que achei que tudo seria mais difícil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos bandoleiros foi puxando Lyiny para um dos carroções do seu grupo. O líder continuou a ladainha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Antes que perguntem, Hemer está morto. Mantê-lo vivo ou não, para mim, tanto fazia. Mas percebi que ele era mais inteligente e perigoso que vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu esboçou uma tentativa de se manifestar, mas foi interrompido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Levarei esta jovem comigo – apontou para Lyiny – Minha idéia original era assassiná-la para arruinar o casamento. Mas estou vendo que ela é bonita demais para desperdiçá-la desta forma. Vou levá-la comigo. Antes que perguntem, sou Lorde Hess. Irmão do Príncipe Vigkahr. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E o que acontecerá conosco? – Lyu perguntou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Muito simples. Eu e meus homens sairemos daqui agora e iremos para longe por algum tempo. Neste exato momento, alguns servos meus estão na capital de Tandall contando ao Príncipe que você e seus homens, Lyu, traíram Hemer, o assassinaram e venderam a filha dele para mercadores de escravos. Com isso, eu arruíno o casamento do meu maldito irmão e ainda saio inocente da história. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lorde Hess e seus bandoleiros (um deles era Sgyn) partiram, levando Lyiny com eles e deixando Lyu e seus colegas ensangüentados na estrada.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crendo que Lyu e seus homens eram traidores, o Príncipe Vigkahr e os membros do grupo avançado (incluindo Vild e Lohack) os localizaram e os assassinaram. Vild teve a chance de matar Lyu com sua própria mão, como tanto desejava. Não haveria mais casamento, mas ao menos Lyiny estava viva – ou assim se acreditava. Uma jornada para localizá-la teria início.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas Vild e Lohack não participariam dela. Voltaram à cidade de Laarthan. Era a hora de aposentar suas armas e dedicar o resto de seus anos a bebericar, cortejar raparigas e tagarelar sobre a forma como as coisas aconteciam “nos velhos tempos”. " &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8389388147118408617?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8389388147118408617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/02/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8389388147118408617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8389388147118408617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/02/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 10 - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-5367207574913217798</id><published>2011-01-23T03:47:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T04:06:43.602-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 9</title><content type='html'>Olá, amigos. Hoje, com o atraso que infelizmente está se tornando habitual, trago-lhes a penúltima parte desta saga. Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes, quero aproveitar o espaço para divulgar algo importante. Meu nobre colega Odin está lançando Crônicas de Elgalor - 152 páginas de uma saga incrível, cheia de heroísmo, magia e batalhas empolgantes. Ele, gentilmente, concede a vocês a opção de baixar a versão on-line, ou comprar a versão impressa. Mais detalhes, clicando &lt;a href="http://elgalor.blogspot.com/2011/01/as-cronicas-de-elgalor-tomo-i.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 9&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Dois dias haviam se passado. O grupo avançado continuava em Calayh perdido em vinho, danças e romances de uma noite só. Vild e Lohack se permitiram um momento de lucidez quando questionados por um duque da cidade sobre o atraso do restante da caravana. Ambos não souberam o que responder. Voltaram a um dos carroções para conversarem a sós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Algo aconteceu – Vild comia uma maçã – Os outros já deviam estar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Será Sgyn? Ou os colegas bandoleiros dele? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha que seriam capazes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Dependendo de quanto receberam por isso, sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O caroço da maçã foi jogado fora. Mais duas horas de música, canecas de vinho e balbúrdia até que chegou um mensageiro. Trazia uma mensagem de Lyu ordenando que o grupo avançado avisasse as autoridades de Calayh que o grupo principal se atrasaria. Em seguida, deveriam seguir em frente imediatamente. E chegando ao reino Tandall, deveriam avisar a Família Real que o casamento poderia ser atrasado. A justificativa apresentada pelo mensageiro era que dois camelos adoeceram e tiveram que ser substituídos, gerando um atraso na programação original da caravana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Camelo doente? – Lohack meneou a cabeça – Qual será a próxima desculpa esfarrapada? Hemer fez xixi na cama e tiveram que voltar buscar um lençol novo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sgyn? O grupo dele? – Vild conjecturou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha que ele é o responsável pelo atraso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. Ele é que deve ter feito Hemer mijar na cama.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gargalharam. Os dois e os demais membros do grupo avançado iniciaram os preparativos para seguirem adiante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era um tipo de clareira. Indivíduos mascarados se fizeram notar para depois sumirem. O destacamento (que incluía Lyu em suas fileiras) entendeu o motivo daquele comportamento e trotou veloz rumo ao caminho trilhado pelos desconhecidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foram quase três horas de perseguição, testando os nervos dos cavaleiros e a resistências dos corcéis. Lyu orientou seus subordinados a recolherem as bestas e não dispararem. Perseguir os bandoleiros até onde agüentassem. Nenhum dos lados agüentaria cavalgar para sempre e Lyu acreditava que ele e seus homens tinham cavalos melhores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os perseguidos refugiaram-se numa passagem estreita de areia ladeada por dunas e sumiram, o vento que soprava severo dificultando a visibilidade dos perseguidores. Lyu e os demais cada vez mais próximos, ainda que não pudessem ver aonde faixa de terra os levaria. Até que perceberam que tinham caído em uma armadilha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Joguem suas armas para o chão e desçam de seus cavalos – disse alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do alto das dunas surgiram mais bandoleiros. Quinze pelo menos, todos com as aljavas cheias de flechas e os arcos retesados prontos para o disparo. À frente de Lyu e seus homens, os antes oito inimigos agora eram quase vinte, igualmente prontos a atirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se eu fosse esse tal de Hemer, ficaria desapontado por ter aliados tão estúpidos. Nem minha falecida avó cairia em uma armadilha tão besta – o que parecia ser o líder gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos bandoleiros caminhou até as armas derrubadas por Lyu e seus homens e começou a recolhê-las. Ninguém fez um único movimento para impedi-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos ao que interessa – o provável líder dos bandoleiros sorria ironicamente – Antes, não custa lembrar que podemos matá-los a qualquer momento. Por isso, apenas ouçam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu fez uma expressão de nojo e fixou o olhar no seu captor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seu chefinho Hemer está conosco. Ele está vivo, embora cada dia que passa esteja ficando mais machucado. Uma punição por xingar tanto a mim e meus companheiros – deu um sorriso escarninho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Qual o preço pela liberdade dele? – Lyu se antecipou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Faremos uma troca. Não é agradável viajar por aí com um velho feio como ele. Isso macula minha reputação. Vamos trocá-lo com vocês por alguém mais interessante. Mas não aqui, não agora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Silêncio. Lyu não estava entendendo. Os demais, muitos deles membros dos “Garras Rubras”, acostumados a seqüestros e resgates se entreolharam preocupados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vocês estão atrasados, não estão? Pois bem. Voltem até sua caravana e sigam viagem até o reino de Tandall. Lá, nós faremos a troca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha mesmo que aceitaremos suas exigências? Que vamos concordar com seus termos? – Lyu fez nova expressão de asco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vocês não têm escolha. Um gesto meu é o bastante para que vocês sejam cravados de flechas, lembra-se infeliz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais silêncio. De fato, não havia escolha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Antes que me perguntem... Aliás, é estranho vocês estarem tão atrasados e mesmo assim fazerem tantas perguntas, mas, enfim... Antes que me perguntem, vamos trocar Hemer pela filha dele. Aquela que vai casar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O semblante de asco foi trocado pelo de ódio. Lyu e os demais fizeram de menção de praguejar, mas os arcos retesados ao redor deles os acalmaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sigam viagem. Quanto antes vocês chegarem a Tandall, antes tudo isso acaba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem escolha, Lyu e seus homens voltaram à caravana montados em seus corcéis, desarmados e com um baita problema para resolver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O comboio seguiu viagem em velocidade máxima."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-5367207574913217798?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/5367207574913217798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/01/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_23.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5367207574913217798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/5367207574913217798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/01/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_23.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 9'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-6816109023639203712</id><published>2011-01-09T08:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T08:25:09.736-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 8</title><content type='html'>Olá, amigos. Com a habitual demora (pela qual lamento), trago-lhes a continuação da saga "A caravana e os cavaleiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem, comentem e tenham um abençoado 2.011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 8&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O grupo avançado finalmente chegou a Calayh. Sem Sgyn. O mercenário optou por não acompanhar o grupo. Em sua conversa com Vild, deixou no ar que isso poderia ser revisto futuramente. Mas, por hora, seguiria outro caminho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calayh era uma cidade razoavelmente grande. Vivia basicamente da agricultura, pecuária e da pesca – pois era ladeada por vários rios. Já havia no centro de Calayh uma movimentação relativamente grande para recepcionar a caravana que chegava. Um banquete seria oferecido aos membros do comboio (ou, ao menos, aos PRINCIPAIS membros do comboio). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack, Vild e seus colegas desceram dos carroções e começaram as formalidades. Entregaram as jóias que traziam como presente, elogiaram a beleza da cidade e de seu povo e aceitaram as canecas de vinho que lhe foram oferecidas. Conversavam animadamente com seus anfitriões e até arriscavam dialogar com as lideranças da cidade. Mas decidiram não contar ao povo de Calayh sobre a emboscada de que foram alvo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De acordo com o combinado, o restante da caravana só chegaria dentro de dois dias. Tempo suficiente para que alguns preparativos fossem feitos com calma e para que ainda restassem horas de diversão, descanso e bebedeira. O povo de Calayh era alegre e receptivo, tornando a estada na cidade bastante agradável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha realmente que Sgyn pode mudar de idéia e se juntar a nós? – Lohack permitiu-se falar sério por um instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinceramente, acho difícil – Vild serviu-se de mais vinho – Se ele aceitou aquele serviço, é porque foi muito bem pago para isso. E não temos dinheiro suficiente para fazê-lo mudar de lado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E nem sabemos se valeria a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Também acho. Não precisamos tê-lo como aliado. Basta não tê-lo como inimigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A conversa continuou até o anoitecer. A degustação do vinho foi muito além disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer, Lyu, a jovem Lyiny, criados e soldados de todas as graduações foram surpreendidos. Apesar de ter seguido uma rota diferente da feita pelo grupo avançado, a caravana foi atacada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sol nascia tímido, quando três homens desmaiados na estrada foram socorridos por membros do comboio. Desidratados, feridos e zonzos, os indivíduos foram levados a um dos carroções para descansar. Horas depois, após terem comido e bebido fartamente, procuraram Hemer e Lyu para agradecerem pela atitude generosa deles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já era noite quando conseguiram ficar frente a frente com ambos. Os três indivíduos sacaram adagas – que eles encontraram no meio de um dos carroções – e os atacaram. Lyu foi surpreendido e acabou caindo desacordado após uma estocada violenta no ombro e dois socos no queixo. Hemer lutou com bravura, mas foi subjugado e amarrado.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por estar escuro e por terem feito tudo com discrição, os três homens conseguiram fugir, levando Hemer consigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pânico tomou conta de todos quando amanheceu. O líder da caravana fora seqüestrado, seu segundo homem em comando estava gravemente ferido e sua filha chorava inconsolável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soldados mais graduados, líderes da Guilda dos Comerciantes e membros dos “Garras Rubras’ reuniram-se para decidir o que fazer. Lyu descansava, após receber o melhor tratamento possível para cura de ferimentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos optaram por não partir ainda. Estavam assustados e sem comando. Não faria sentido seguir viagem ainda. Um grupo de soldados eméritos foi designado a patrulhar as regiões próximas atrás dos seqüestradores. A caravana não avançaria um único milímetro até que eles voltassem com boas notícias. Isso também daria tempo para que Lyu se recuperasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não aceitaremos que uma ofensa a nossa caravana desta magnitude fique impune – berrou um dos “Garras Rubras”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os bandoleiros irão pagar pelo que fizeram – gritou outro deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer estava amarrado e amordaçado. Acordou após jogarem água gelada em seu rosto. Estava imóvel e tinha dificuldade para respirar. Um dos três indivíduos tirou-lhe a mordaça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você será muito útil – o bandoleiro cuspiu no rosto de seu prisioneiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que farão comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos te vestir de mulher e te jogar em algum bar para ser abusado pelos bêbados – outro seqüestrador respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É dinheiro que vocês querem? Tenho dinheiro suficiente para pagar pela minha liberdade – Hemer sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os três se entreolharam. Tiraram seus capuzes e gargalharam. Um deles tinha metade de uma maçã nas mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Esse é o mal das pessoas ricas – um deles disse – Acham que podem conseguir tudo que querem só porque possuem dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Temos planos grandiosos para você – outro falou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Planos grandiosos? Afinal, quem são vocês? – Hemer se debateu, tentando em vão soltar-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não houve resposta. A mordaça foi recolocada. Os três indivíduos saíram.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-6816109023639203712?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/6816109023639203712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/01/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6816109023639203712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6816109023639203712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2011/01/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 8'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3965925552688470115</id><published>2010-12-26T11:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T11:13:19.286-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 7</title><content type='html'>Olá amigos. Espero que estejam apreciando o final de ano. Trago-lhes a continuação da saga "A caravana e os cavaleiros". Lembro-lhes que dia 27/12 vai ao ar &lt;a href="http://dragoesdosolnegro.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; minha postagem quinzenal, na qual escrevo a saga "O Senhor dos Mortos-Vivos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 7&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Lohack saiu do carroção, a penumbra e a discrição acompanhando-lhe. Trazia afiveladas na cintura quase uma dezena de adagas vagabundas. Nenhuma valeria mais de duas moedas de prata nas mãos de um mercador experiente, mas todas elas eram suficientemente afiadas para perfurar uma garganta desprotegida. Lohack agachou-se perto da roda de um dos carroções e tomou a ausência de luz como aliada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ali – sussurrou, ao ver um inimigo passando velozmente a cavalo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Disparou uma das adagas e fez sua primeira vítima. Manteve-se em silêncio tentando localizar outro adversário. Mas o barulho dos animais trotando, do aço se chocando e dos moribundos agonizando confundiam a audição. Agachado, ainda usando a escuridão como valorosa aliada, deu alguns passos para o lado. Vislumbrou uma sombra desprotegida e atirou. Acertou o indivíduo, mas errou o alvo: aquele era um aliado. Uma vida se perdia graças ao equívoco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Bosta – Lohack praguejou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar do esforço que fez para não ser visto, Lohack notou a aproximação de um inimigo. Em mãos, o oponente trazia sua besta pronta para o disparo. Inesperadamente, a besta caiu, junto com seu portador. O chão manchou-se de sangue. Vild sorriu e fez seu escárnio favorito:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se eu tiver que vir te salvar cada vez que você for encurralado por um cara armado com uma besta, eu não preciso mais de você. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cale-se – Lohack gargalhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vild reingressou em um dos carroções e saiu de lá em alto estilo: trotando em um lindo corcel da cor da meia-noite. Gritou alguma coisa que Lohack não conseguiu entender e saiu galopando em perseguição veloz a um inimigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Convencido – Lohack berrou, mesmo sabendo que não seria ouvido por seu parceiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo com apenas um braço, Vild cavalgava sem esforço, a única mão ocupada em manejar uma imponente espada. Em uma espécie de perímetro defensivo, galopavam os únicos dois inimigos que ainda restavam. Nos primeiros minutos de perseguição, era a força e a resistência dos animais que determinavam o resultado do embate. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em dado momento, Vild já estava próximo o bastante para um ataque. Perfurou a pata traseira direita do cavalo do inimigo com sua lâmina, fazendo ele e seu cavaleiro caírem. Apeou velozmente e partiu para a batalha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O oponente levantou-se, cimitarra em punho, joelho levemente esfolado, rosto protegido por andrajos. Os rivais se estudaram, caminharam em círculos. Ambos sorriam o sorriso de quem apreciava o confronto e adorava resolver suas diferenças daquele jeito. O cavaleiro cuspiu no chão. Vild escarrou. Os passos, lentos e calculados, começaram a ser em direção um do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os aços se chocaram. “Um braço a menos para mim, é uma parte a menos do meu corpo para ele atingir”, Vild pensou consigo mesmo. Ambos alternaram manobras ofensivas e defensivas até acharem que já tinham se divertido o bastante com o aquecimento. O bandoleiro errou um ataque, dando tempo para que Vild aproveitasse a guarda inimiga aberta e abrisse um corte frontal no tórax. Sangue jorrou a metros de distância e um grito terrível pôde ser ouvido na noite. O cavaleiro caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O outro, que havia fugido em seu cavalo, retornou, a pé, com uma expressão sorridente que mesmo os trapos sobre o rosto não puderam disfarçar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vejo que os anos não diminuíram sua habilidade, meu nobre – a voz do bandoleiro era bastante audível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é preciso ter muita habilidade para acabar com seus “amiguinhos” – Vild respondeu, tendo a impressão de conhecer a voz que dialogava com ele – Você fala em “anos”. Eu já bati em amigos seus no passado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. É quase isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bandoleiro tirou os panos que ocultavam sua face e se revelou. Tinha rosto quadrado, nariz comprido, cabelos curtos, uma discreta cicatriz no supercílio esquerdo e os inconfundíveis olhos amarelos. Era Sgyn. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sgyn – Vild por um instante não acreditou – É você mesmo, ou tomei vinho demais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não duvido que você tenha exagerado no vinho. Mas, sim, sou eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sgyn foi um dos incontáveis colegas de aventura do passado imaturo de Vild e Lohack. Sempre foi um dos mais habilidosos lutadores, grande conquistador de mulheres e o mais infame piadista de todos. Por muito tempo, estiveram juntos em aventuras e loucuras. Um incidente desagradável no extremo oeste do continente fez com o que o grupo deles se separasse há uns bons dez anos. Desde então, não se viram mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vejo que estamos lutando por causas diferentes – Vild ironizou a forma como se reencontraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não existem “causas”. Existe pagamento. Algumas centenas de moedas de ouro fariam qualquer um de nós mudar de lado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grupo avançado sofreu perdas com o ataque inesperado, mas nada que comprometesse a continuidade da missão. Os bandoleiros foram mortos e o grupo poderia seguir viagem. Lohack contava os mortos e lamentava a inexperiência de alguns soldados – vítimas de mortes que poderiam ter sido evitadas, na opinião dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Senhor Lohack – um dos soldados veio até ele – Vamos partir sem antes procurar o senhor Vild?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se eu tiver que ir atrás dele cada vez que ele se separa do grupo para perseguir bandoleiros desconhecidos, eu não preciso mais dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gargalhou. O soldado não entendeu a piada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então, Lohack está com você nesta missão? – Sgyn questionou, recolocando os andrajos que ocultavam sua identidade – Agora entendi porque meus homens não tiveram muita chance.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os outros que estão conosco também não são grande coisa – Vild montou em seu cavalo – Mas eu preciso voltar, meu amigo. O que acha de se juntar a nós. Eu não gostaria de tê-lo como inimigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sgyn colocou-se a pensar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3965925552688470115?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3965925552688470115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/12/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_26.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3965925552688470115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3965925552688470115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/12/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_26.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 7'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3345046226738145350</id><published>2010-12-12T03:03:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T03:08:42.298-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 6</title><content type='html'>Olá, amigos. Minhas desculpas pela demora. Na próxima semana, entro de férias e prometo voltar a postar com mais regularidade. Quero pedir desculpas, pois na postagem anterior confundi os nomes de Hemer e Lyu. Quem Vild quer matar é Lyu - e não Hemer. Já fiz a correção caso queiram reler a parte anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a continuação. Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 6&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O grupo avançado era pequeno, em verdade. Conduzidos por resistentes animais de carga, três carroções sem muito peso. Havia espaço para se levar muito mais coisa em cada um deles, mas a intenção era carregar pouco peso para facilitar manobras evasivas, fugas – e para que o prejuízo fosse mínimo, caso fossem saqueados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O primeiro carroção levava suprimentos. Água, alimentos, ração para os cavalos e objetos diversos tais como cordas, barracas, ferramentas e rodas reservas para os veículos. O segundo conduzia coisas mais valorosas (porque em uma emboscada, o alvo primário ou era o primeiro carroção, ou o último – nunca o do meio). Havia ouro, caso fosse necessário comprar algo, pagar impostos para cruzar algum território, ou mesmo negociar um eventual resgate. Também havia uma sacola escondida no meio de montes de feno levando duas jóias como presentes às lideranças de Calayh – um gesto de boa-vontade muito apreciado por qualquer cidade. No imenso espaço que ainda sobrava naquele carroção, um corcel belíssimo repousava. Resolveram aproveitar que o limite de peso ainda não tinha sido atingido para levar o animal. Assim, se qualquer outro cavalo precisasse ser substituído por qualquer motivo, havia um animal pronto para se fazer a troca. O último carroção levava armas, mapas verdadeiros, mapas falsos, e homens escondidos. Se a caravana fosse seguida sem ser notada, seu terceiro carroção estaria surpreendentemente bem protegido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E dentro do grupo avançado, um grupo ainda menor existia. Eram sete homens armados cavalgando sobre os melhores corcéis, em uma espécie de escolta. Percorriam dezenas de metros em todas as direções, à frente, atrás e para os lados de onde a caravana passava, tentando identificar possíveis sinais de emboscada. Em seguida, cavalgavam em círculos, formando perímetros defensivos, para depois dispersarem-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack e Vild, enfim, se reencontraram. Graças a uma determinação de Lyu, Vild foi incluído entre aqueles que estariam no grupo avançado. Agora, ambos os amigos entretiam-se em comentários jocosos sobre a beleza de algumas moças da caravana, ou depreciando os jovens que foram alvo de cusparadas dos cavalos ao tentarem encilhá-los. Apesar da periculosidade da missão, e de estar se aproximando o momento mais crítico da jornada, pareciam mais preocupados em rir do que em se precaver do perigo. A experiência obtida ao longo dos anos os tranqüilizava. E para minimizar os riscos, trataram de não se expor, não fazendo parte do grupo que cavalgava ao redor dos carroções. Vild, sem um braço, não teve dificuldades em persuadir os demais de que não era indicado para a tarefa. Lohack simulou estar vomitando no momento da escolha. Assim, ganhou dos companheiros horas de descanso confortável em um dos carroções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só precisei vomitar para escapar do trabalho pesado – Lohack gargalhava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nos velhos tempos, todos vomitariam em seguida também – Vild respondeu – Assim, ninguém trabalharia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se entretiveram em anedotas e zombarias por mais uma hora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que o alarma foi soado. Um dos homens fora atingido e caíra morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O reino Tandall era rico em fertilidade, jóias e intrigas. Suas terras cultiváveis proporcionavam colheitas fartas, suas minas eram um verdadeiro depósito de opalas, jaspes e diamantes, e seu palácio tinha a maior concentração de falsidade e dissimulação do mundo conhecido. Uma disputa por poder conduzida por jogos de manipulação, mentiras e segredos obscuros fazia da nobreza um antro de podridão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto o Príncipe Vigkahr e seus servos leais faziam os preparativos para a cerimônia de recepção de Hemer e seus familiares, e do posterior casamento, seus opositores dedicavam horas em maquinações torpes para arruinar a união. Movidos pelos mais variados motivos, os objetivos finais de alguns nobres variavam de simplesmente impedir o matrimônio, até assassinar ambas as famílias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E entre todos os postulantes a “estraga-prazeres”, notabilizava-se Lorde Hess, irmão de Vigkahr. Sua intenção era não permitir o casamento para interromper a linhagem de seu irmão. Assim, seu filho recém-nascido seria o futuro príncipe regente. Se fosse preciso, ele não se importaria em assassinar seu irmão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por isso, sob o pretexto de investir em uma festa de casamento mais “colorida e cheia de vida”, Lorde Hess pegou parte do tesouro real e viajou longos quilômetros. E contratou um grupo de mercenários conceituado na região. Eram bandoleiros acostumados a emboscar caravanas e atendiam pela alcunha tola e nada criativa de “os cavaleiros”. Aquele grupo interceptaria a futura noiva e sua família e daria cabo de todos. Não haveria casamento, nem sucessão no trono. E mais para frente, o próprio Hess se encarregaria de acabar com seu irmão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora, só restava aguardar as trágicas notícias de que “a noiva e seus familiares não viriam porque foram assassinados no percurso por bandoleiros covardes”...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então aquele aleijado desgraçado disse que vai me matar depois que cumprir a missão dele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. Ele não parecia estar brincando quando dizia isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Bem, isto era tudo que eu precisava saber. Você fez um bom trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu pagou ao soldado um bônus pela informação importante. Agora, sabia quais as reais intenções de Vild. No fundo, achou até que mandá-lo junto com o grupo avançado tinha sido uma decisão inteligente. Quem sabe ele morresse em uma emboscada. Seria um problema a menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nos velhos tempos, o pessoal não gritava quando era cravejado por setas de besta – Vild ironizou a morte do colega emboscado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Verdade. O pessoal morria com dignidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ambos colocaram-se a postos sob a lona do carroção, devidamente armados, enquanto ouviam o som do aço e dos disparos bem sucedidos dos inimigos perfurando peitos e gargantas dos seus aliados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Podemos esperar mais um pouco e atacá-los de surpresa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ou podemos sair agora antes que todos os nossos colegas medíocres sejam assassinados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos velhos tempos, as escolhas eram mais fáceis.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3345046226738145350?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3345046226738145350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/12/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3345046226738145350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3345046226738145350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/12/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 6'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8201420359733126389</id><published>2010-11-28T06:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T11:14:21.313-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 5</title><content type='html'>Olá. Volto a pedir desculpas, mas não consegui terminar o texto antes. Aliás, confesso que cogitei a possibilidade de "dar um tempo" com o blog até conseguir me organizar. Mas refleti muito, e conclui que não valia a pena abrir mão de todos os seguidores que conquistei.&lt;br /&gt;Então segue a continuação de "A caravana e os cavaleiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 5&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ao todo eram cinco, e nenhum valia um único centavo. Já estavam todos encapuzados e agora embebiam suas lâminas em um veneno esverdeado. Minutos de um trabalho minucioso, nos quais a compenetração só foi interrompida pelo relinchar ansioso dos cavalos selvagens. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Embainharam as cimitarras com cuidado, sentaram-se no chão sujo, e um deles desenrolou sobre a terra batida um pergaminho amassado. Aberto, mostrou-se um mapa rabiscado sem muita precisão. Sobre as quatro extremidades do papel foram colocados pedregulhos, e sobre áreas específicas, um dedo movia-se em constante ziguezague, apontando locais, mostrando opções e sugerindo cursos de ação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Atacaremos o grupo que virá avançado – disse aquele que zanzava as mãos sobre o mapa – Vamos interceptá-los assim que tiverem cruzado o rio Haychur.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não acha arriscado? – outro questionou – O grupo que vem avançado costuma ter os melhores lutadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se está com medo, sinta-se à vontade para sair daqui e ir se esconder entre as coxas fedorentas da sua mãe – foi a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os questionamentos sobre a eficácia do plano calaram-se. Mais alguns minutos de decisão de detalhes, e uma ou outra discussão verbal amena sobre quem cavalgaria o melhor animal, entre outras trivialidades. Aprontaram os cavalos e empacotaram tudo que precisariam. Começaram a seguir a trilha pré-determinada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eram bandoleiros vulgares que respondiam pela alcunha nada criativa de “os cavaleiros”. Haviam se notabilizado no extremo norte do continente pelas suas perícias com armas, velocidade de suas montarias e sucesso de seus saques. Roubavam por ganância, matavam por covardia, e viviam pelo prazer que encontravam nessas duas coisas. Empunhavam lâminas do melhor aço, tinham montarias da melhor raça, e dominavam as técnicas de emboscada mais covardes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixaram que a timidez da lua se encarregasse de não evidenciá-los, e cavalgaram madrugada à dentro até posicionarem-se para a tocaia prevista para o início da manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O nome dele é Vild – Lyu disse. Pigarreou duas vezes – Eu o conheço de outros tempos, outros locais. Na verdade, preferia nunca tê-lo conhecido, mas isso não vem ao caso. O fato é que ele é muito habilidoso no uso de armas. Mais do que a maioria que temos designada para esta função.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Parece que teve problemas com ele no passado – Hemer fez um gracejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Esqueça isso. Só quero que leve em conta o que estou dizendo sobre as capacidades dele – pigarreou de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Certo, certo. Mas, então, o que você está tentando me dizer é que ele pode ser um bom guerreiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lyu tossiu com força por longos minutos. Chegou a bater com força no próprio peito para se recompor. Cuspiu um grosso fio de saliva no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você devia parar de fumar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Esse cara entrou na caravana como cozinheiro, mas será muito mais útil como guerreiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas se ele é tão bom assim, por que ingressou aqui como cozinheiro, e não como guerreiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ele teve um braço decepado anos atrás. Ninguém o aceitaria como guerreiro com um braço só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pensando bem, nem como cozinheiro ele deveria ter sido aceito. Que tipo de gente nós estamos contratando? – Hemer riu de si mesmo em alto som.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estou falando, Hemer. Mesmo com um único braço, o cara é bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Bem, você é o responsável por decidir coisas deste tipo. Está autorizado a fazer o que quiser neste caso. Mas qual sua idéia? Mandá-lo junto com o grupo avançado para Calayh?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. Lá ele será mais útil do que descascando batatas – Lyu pigarreou outra vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acertaram detalhes sobre a divisão correta das provisões e o tempo de viagem estimado até Calayh. Os homens responsáveis por conduzir o grupo avançado já tinham sido escolhidos. A caravana principal faria uma pausa no trajeto, pois parece que alguns animais não estavam agüentando o ritmo apressado da viagem e teriam de ser substituídos. Esse tempo extra também seria aproveitado para reorganizar os suprimentos nos carroções, pois parece que alguns carregavam muito mais peso que os outros. A partida do grupo avançado se daria no início da madrugada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vild e outro indivíduo bem apessoado usaram toda sua lábia para afastar de perto deles tantas pessoas quantas puderam. Embebedaram com vinho barato as demais, e finalmente puderam conversar a sós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aqui chamaremos menos atenção – era o rapaz bem vestido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você realmente pensa em matar o Lyu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, mas apenas no momento apropriado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se importa em me dizer por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Assim como você, também tenho contas a acertar com ele. Coisas do passado. Você parece ter sido capaz de esquecer as coisas que já lhe aconteceram, mas eu não fui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E em que momento pensa matá-lo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ainda não sei. Na verdade, não sei como farei isso, porque não quero atrapalhar a chegada da caravana. Sou muito grato ao Hemer. Ele me deu uma oportunidade para recomeçar aqui. Quero que os objetivos dele se cumpram, e vou trabalhar para que isso aconteça. Mas vou matar o Lyu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em menos de uma hora, o grupo avançado partiria."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8201420359733126389?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8201420359733126389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_28.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8201420359733126389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8201420359733126389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_28.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 5'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-495198457289236635</id><published>2010-11-12T16:24:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T16:27:01.253-08:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 4</title><content type='html'>Olá pessoal. Minhas sinceras desculpas pela absurda demora em postar, mas realmente não consegui aprontar o texto antes. Segue a continuação de "A caravana e os cavaleiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"No passado, Lyu havia sido líder de um grupo de mercenários que aterrorizava as áridas terras do Deserto do Oeste, situado em um dos pontos mais extremos do continente. Não que fossem cruéis, mas eram adolescentes. Imaturos, imberbes, motivados por ganância infantil e pela inconseqüência típica dos demais de sua idade. Ovelhas desgarradas de uma região já notabilizada por seguir a lei do mais forte, agiam como bandoleiros nômades atravessando longas distâncias para assaltar comboios indefesos, saquear viajantes e cumprir missões que geralmente envolviam assassinatos ou seqüestros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foram anos de aventura, ouro, mulheres e adrenalina. Mas antes mesmo que o peso da idade sobrecarregasse os ombros do grupo, seus integrantes começaram a abandoná-lo por variados motivos. Uns morriam em confronto, outros já se consideravam satisfeitos com o ouro que acumularam, e ainda havia aqueles que optaram por vidas pacatas e a constituição de uma família.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No auge daquela época, um acontecimento marcou aquele grupo de jovens mercenários: a luta por território com um grupo similar. Eram outros indivíduos violentos, sedentos por desafios, ouro, mulheres e um pouco de sangue. E o líder deles era Lohack. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Confrontos e emboscadas entre ambos os bandos eram freqüentes. À medida que as lutas se tornavam mais sangrentas, os combatentes foram começando a perceber que algo estava diferente. O que antes era uma divertida rotina desregrada e guiada pela busca por prazer e realização, agora era uma batalha de vida ou morte por um ideal de supremacia subjetivo. As lideranças dos bandos viam seus camaradas morrerem por uma causa que não valia tanto. A vitória, para qualquer um dos lados, não traria regozijo, nem o sabor da conquista. Representaria apenas um triunfo vazio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso fez com que os bandoleiros fossem abandonando seus grupos e migrando para outras regiões do continente. Enfraquecidos, os bandos foram deixando de lado as hostilidades até chegar a um ponto que a paz reinou na região.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack e Vild, dois dos principais mercenários de uma das facções, seguiram viajando e aventurando-se, conhecendo donzelas e bandidos, prostituas e lordes. Mas jamais esqueceram a rivalidade com Lyu e seus comandados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estavam todos tratando os animais. Encilhando uns poucos cavalos, dando água aos camelos e atando-os aos grandes carroções. Lyu havia designado um outro indivíduo para supervisionar o trabalho e não estava ali. Parece que havia ido ter com Hemer. Enquanto isso, mesmo sem seus chefes por perto, os mercenários dedicavam-se às suas tarefas com afinco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack, ao contrário, não parava de pensar na situação que havia vivenciado a poucos minutos. Reencontrara um velho inimigo sem saber se ele já tinha superado a rivalidade do passado. Mais que isso, agora estava subordinado a ele, e se houvesse confronto, teria contra si dezenas de guerreiros leais a seu adversário. Quando se encararam face a face, Lyu agiu com cordialidade. Mas tinha ficado claro que ele reconheceu seu antigo rival. Será que ele estava seguro ali?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E Vild? E se também fosse reconhecido por Lyu? Poderia, sem um braço, desarmado, defender-se? E, aliás, onde ele estava? Teria, de fato, entrado na caravana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mandaremos um grupo avançado em um carroção levando provisões e outras coisas que precisamos. A intenção é que vocês cheguem dois dias antes da caravana em Calayh. Será a primeira cidade na qual pararemos – o supervisor do grupo dava orientações a alguns poucos escolhidos. Entre eles estava Lohack – Estou escolhendo vocês porque os considero mais preparados. Vocês vão, digamos assim, preparar o terreno para, quando o comboio principal chegar, tudo já estar pronto. As autoridades da cidade de Calayh já estão cientes da chegada de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por longos minutos, o indivíduo explicou os procedimentos a serem adotados pelo grupo que viajaria sozinho na frente. Lohack já tinha vivido o bastante para, numa situação dessas, fazer suposições: um pequeno grupo vai na frente para servir de isca a assaltantes, enquanto o comboio principal faz uma rota diferente – e mais segura. Seria isso? Será que estavam sendo “jogados aos leões”? Ou estaria ficando paranóico após o inesperado reencontro com Lyu? Afinal, essa necessidade de enviar um destacamento antecipadamente a uma cidade para preparar a chegada de um grupo maior era comum – e necessário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um deles cuspiu sonoramente no chão. Limpou os lábios umedecidos pela saliva com as costas da mão esquerda, e com a direita colocou no alforje as moedas de cobre que ganhou. Junto com seus pares retirou-se, conforme ordenado.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ficaram apenas os três. Mesmo com o recinto iluminado pelos lampiões, eles pareciam vultos – e queriam continuar parecendo. Pedaços sujos de pano formavam capuzes improvisados com os quais cobriam o rosto. Capas negras imundas recobriam tudo do pescoço para abaixo, impossibilitando ver se eles vestiam ou não armadura. Em cima das mesas, virotes de besta, setas, adagas e frascos repletos do veneno nos quais as armas seriam embebidas mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Madrugada a dentro, debateram longamente sobre os próximos passos. Já tinham em mãos os mapas improvisados desenhados pelos espiões, e as informações sobre o curso de ação de suas vítimas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer, Lyu e seus familiares não perderiam por esperar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-495198457289236635?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/495198457289236635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_12.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/495198457289236635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/495198457289236635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os_12.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 4'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3432906094868663479</id><published>2010-11-02T11:11:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T11:16:56.602-07:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 3</title><content type='html'>Oi, amigos. Trago-lhes a terceira parte de "A caravana e os cavaleiros". Minhas desculpas por não poder comentar em seus blogs com a devida frequência, meus colegas, mas os afazeres profissionais estão tomando demais meu tempo. Aproveito para fazer propaganda de minhas postagens quinzenais no blog "dragões do sol negro". Ontem foi ao ar a terceira parte de uma saga minha postada lá. (Clique &lt;a href="http://dragoesdosolnegro.blogspot.com/2010/11/senhor-dos-mortos-vivos-3-parte.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e confira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Não pode entrar com armas aqui. Terá que deixá-las na entrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O punhal de prata que Lohack tanto gostava teve que ficar do lado de fora. Ele também teria ficado, não fosse a fome terrível que sentia. Além disso, quem não sabe não haveria lindas criadas servindo as mesas. Sorriu vulgarmente e entregou sua arma ao guarda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O local possuía incontáveis mesas rodeadas de indivíduos embriagados falando bobagens para as belas moças que carregavam bandejas de um lado para o outro. O chão estava inundado de cerveja e vinho barato, não apenas porque quem bebia já estava em um estado que não permitia segurar suas canecas com firmeza, mas também porque as garçonetes derrubavam as canecas das bandejas cada vez que tinham desviar das mãos maliciosas dos bêbados tentando acariciar suas pernas. Mais ao fundo, um enorme balcão de onde o dono do estabelecimento olhava com certo desânimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack observou que havia uma moça solitária em uma das mesas. Estava em um canto, encostada na parede. Braços cruzados, olhar altivo, expressão de insatisfação por estar em um local tão vulgar. Por vezes, passava as mãos por seus longos cabelos encaracolados a fim de alisá-los. Ele deu alguns passos para a esquerda, desviou o olhar de um bando de arruaceiros que jogavam dados em uma outra mesa, e conseguiu visualizar parte das pernas bem torneadas da moça. Não resistiu e foi falar com ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Oi. Vi você de longe e tive que vir até aqui. Parece que assim – Lohack apontou para os braços cruzados da garota – e com essa cara você não está atraindo a atenção dos homens. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que? – a jovem vociferou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então pensei em vir até aqui e dar um pouco de atenção a você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que? – a jovem gritou, olhos arregalados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas em troca disso... Você me paga uma cerveja. Vamos ali até o balcão do bar – Lohack disse enquanto puxava a moça pelo braço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela caminhou meio contra a vontade em direção ao balcão. O taverneiro trouxe-lhes duas cervejas. A moça continuou de braços cruzados, olhar indiferente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Minha amiga nojentinha vai pagar – Lohack avisou, antes de virar o rosto em direção à jovem à frente – Você é sempre mal-humorada assim, ou só quando está perto de um cara interessante? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Você não é bom o bastante para mim – a moça sorriu com desprezo, olhando pela primeira vez para Lohack.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A última que me disse isso é mãe de três filhos meus – Lohack devolveu prontamente. Bebeu parte da bebida que tinha à sua frente e voltou a olhar para a garota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você também é mercenário? Também está aqui por causa da caravana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sou mercenário. Na verdade, sou garoto de programas. Mas não adianta tirar sua carteira. Você não teria dinheiro para pagar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A garota fez menção de se levantar, mas ele a segurou pelo braço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos falar um pouco de você. Afinal – disse olhando maliciosamente para as pernas dela – você é uma pessoa muito mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meu coração já tem dono – respondeu com um sorriso sarcástico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é no seu coração que eu estou interessado – Lohack olhou para os seios da moça e se aproximou dela.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A jovem pegou a caneca de Lohack e jogou a cerveja que ainda restava na cara dele. Pegou a caneca dela (ainda cheia) e saiu em direção à mesa onde estava anteriormente. Ele virou o rosto em direção ao taverneiro – que gargalhava descontroladamente – abriu os braços e desabafou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nos velhos tempos isso funcionava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amanhecera. Lohack não havia visto Vild durante a madrugada, mas não estava preocupado. Imaginou que estivesse bem – provavelmente cuidando de algum assunto relacionado ao seu ingresso nessa nova jornada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era hora de se apresentar. Em meio à aglomeração que havia, comentários de que o próprio Hemer estava aguardando por eles. Um jovem franzino fez o papel de guia. Orientou todos a evitarem gritarias, pois seus contratadores não apreciavam esse tipo de comportamento. Caminharam silenciosamente – ou tanto quanto é possível para mercenários embriagados – por poucos minutos, até que, em meio a um grande número de camelos sendo encilhados e escovados, ele apareceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Alto, robusto, de cabelos e barbas avermelhadas, tinha um rosto bem definido que aparentava uns quarenta anos de idade. Vestia um colete colorido, calças largas com listras verticais, e calçava um par de sandálias brancas. Apesar das cores parecerem espalhafatosas demais, eram visivelmente feitas de algum tipo de seda cara. “Tem um semblante bastante amistoso”, Lohack pensava consigo mesmo. “Não pensei que ele fosse assim tão amistoso”. Um dos mercenários cochichava com alguém a seu lado que Hemer parecia o pirata Barba-Ruiva, até ser interrompido pelos próprios colegas pedindo silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aqui estão as pessoas que o senhor desejava conhecer, senhor Hemer – disse o guia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Obrigado, pode ir agora – seu tom de voz era muito sereno, mas ao mesmo tempo firme – Estou certo que vocês serão capazes de cumprir esta missão – disse sorrindo aprovadoramente – Vocês farão parte da minha comitiva pessoal. Existem muitas coisas importantes a serem feitas nesta jornada e eu preciso de pessoas de confiança para fazê-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer virou-se para trás, levantou o pescoço e começou mexê-lo, tentando achar alguém que estava no meio dos tratadores de camelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Achei – Hemer sorriu – Lyu, venha até aqui, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apareceu um homem imenso, maior que o maior dos ali presentes. Careca, de expressão intimidadora e braços grossos como troncos de árvore. Usava sandálias, roupas confortavelmente curtas – e também coloridas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Homens, este é Lyu, meu braço direito – Hemer falou confiante – Vai supervisionar vocês e dar-lhes o apoio que precisarem. Em contrapartida, preciso que vocês obedeçam as ordens dele como se fossem minhas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer saiu. Lyu pegou uma prancheta e começou a anotar os nomes dos indivíduos presentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3432906094868663479?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3432906094868663479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3432906094868663479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3432906094868663479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/11/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 3'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3127151712397304973</id><published>2010-10-28T15:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T16:04:44.658-07:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 2</title><content type='html'>Olá, amigos. Trago-lhes a segunda parte de "A caravana e os cavaleiros", registro de uma antiga campanha do meu grupo de RPG. Aproveito para fazer propaganda do blog do meu amigo Uran. Depois que lerem e comentarem aqui, corram para &lt;a href="http://gevault.blogspot.com"&gt;gevault.blogspot.com&lt;/a&gt; e apreciem o trabalho dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eles já estavam de pé desde as primeiras horas da madrugada. Colocaram moedas em seus alforjes, afivelaram seus cintos, e esconderam adagas em suas botas. Comeram o suficiente para não depender das refeições de seus contratadores, e contaram piadas repletas de baixaria um ao outro por longos minutos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Será como nos velhos tempos – Lohack disse, sem saber se estava perguntando ou afirmando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei se ainda tenho a mesma habilidade que eu tinha. Mas garanto que nossos inimigos descobrirão o quanto ainda sou forte da pior maneira possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partiram rumo ao centro de Laarthan. Em meio à irritante aglomeração de pessoas, ambos giravam seus olhares tentando achar alguém que aparentasse ser candidato a vigia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nos velhos tempos, perdedores como esses não seriam aceitos nem em um prostíbulo, quanto mais em uma caravana – Vild cochichou, gesticulando para alguns fracotes que caminhavam em frente a eles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os dois se separaram, pois se candidatariam a cargos diferentes. Fatalmente se reencontrariam mais tarde, mas aquele era o momento de cada um garantir seu ingresso na caravana por si. Lohack entrou em uma gigantesca fila formada por aqueles que se propunham a serem vigias. Vild desapareceu em meio ao mar de pessoas. Foi para onde estavam os interessados em serem cozinheiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero não passar tempo demais aqui – Lohack praguejava em voz baixa, irritado com a distância que havia entre ele e os primeiros da fila.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quase três horas depois, chegou a vez dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O teste é muito simples rapaz – um dos recrutadores falava, enquanto encaminhava Lohack e seu oponente a um ringue improvisado – Você deve vencer seu adversário em um combate simulado. Vocês usarão estas espadas enferrujadas. O objetivo é atingir seu adversário, acertá-lo, porém sem força. Caso machuquem seu adversário, estarão imediatamente eliminados. Vence quem atingir seu adversário duas vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack empunhou a espada enferrujada, sem fio e de péssima qualidade. “Se Vild estivesse aqui, ele certamente diria que ‘nos velhos tempos as espadas eram melhores’”, pensou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Repito que não devem ferir seu adversário – o recrutador fez questão de frisar novamente – Se usarem muita força no golpe, serão sumariamente eliminados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do outro lado do ringue, um jovem maltrapilho que trazia nos lábios grossos um sorriso pretensioso. Suas vestes eram caricaturas de roupas normais e seus cabelos sujos cheiravam a óleo queimado. Tinha dois dedos a menos na mão esquerda, cicatrizes por todo o corpo e a marca de um corte profundo no ombro. Os dentes, que fazia questão de exibir, eram podres e poucos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não perderei para um marginalzinho barato – Lohack pensou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você venceu – o recrutador disse, após Lohack vencer com uma facilidade constrangedora – Está contratado. Aquele rapaz vai te dar maiores informações – apontou para um jovem sardento mais a esquerda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era o momento de reencontrar Vild. A orientação era dirigir-se a uma taverna chamada “Descanso do Valente”, onde uma grande festa aconteceria. Desde que não houvesse excessos, Lohack e os demais contratados poderiam comer e beber à vontade – Hemer pagaria tudo. Ao chegar ao local e não ver seu companheiro, foi logo perguntar por ele a alguns indivíduos que tinham sido contratados como cozinheiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um cara com um braço só? Sim, eu lembro. Ele discutiu bastante com o cara que estava recrutando porque não queria deixar que ele fizesse o teste. Disseram que “ninguém pode conseguir direito com um braço só”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E depois? Vocês viram para onde ele foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Na hora que eles estavam discutindo, apareceu outro homem. Muito bem vestido, por sinal. Eles começaram a conversar e logo saíram dali. Aí não vi mais ele. Mas os recrutadores ficaram muito surpresos na hora que o cara bem vestido chegou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Obrigado pelas informações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não tinha ficado claro o que aconteceu, nem quem seria este homem bem vestido, mas de uma coisa Lohack tinha certeza: se Vild não conseguiu entrar na caravana de um jeito, entrou de outro."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3127151712397304973?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3127151712397304973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3127151712397304973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3127151712397304973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/alfarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 2'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-594586716354584376</id><published>2010-10-24T03:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T03:36:44.709-07:00</updated><title type='text'>Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 1</title><content type='html'>Oi pessoal. Hoje inauguro uma "seção" inédita - ou nem tanto assim. Vasculhando anotações antigas, percebi que algumas paleolíticas campanhas minhas tinham potencial para virarem contos. Então trago a versão romanceada de uma célebre campanha da qual participei. O começo era baseado na aventura "Caravana para Ein Arris", presente no Módulo Básico do GURPS 3ª Edição - com nomes alterados. Depois, o mestre misturou outros acontecimentos, resultando em uma trama que surpreendeu a todos. Espero que gostem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A caravana e os cavaleiros - Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A agitação era grande em Laarthan. Não era difícil se supor que se tratava de uma caravana, dado o movimento agitado de carroças, animais de carga e boiadeiros que iam desde as regiões costeiras até o centro da cidade. Poucos minutos de conversa com qualquer uma das muitas pessoas que caminhavam apressadas eram suficientes para entender que aquela não seria uma caravana comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hemer, líder da influente Guilda dos Comerciantes, era o organizador de tudo aquilo. Sua filha Lyiny iria se casar com o Príncipe Vigkahr, soberano do reino de Tandall, dentro de três semanas. A caravana levaria todos os suprimentos, presentes e o que mais fosse preciso para um evento desta magnitude. Um matrimônio que, muito mais do que selar a união eterna entre dois corações, traria significativos – e convenientes – avanços diplomáticos para ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Embora o reino de Dyyn – que tinha Laarthan como sua capital – fosse governado por um rei, era do conhecimento de todos que o verdadeiro poder não residia na família real, mas sim nas mãos das numerosas organizações, associações e sindicatos. Hemer era o chefe da mais respeitada delas, o que o tornava – mesmo que informalmente – uma das figuras de maior força política de Dyyn. Por isso, o casamento de Lyiny com o príncipe de Tandall representaria a criação de um vínculo forte e duradouro entre os dois reinos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entretanto, a grande maioria do povo que perambulava pelas agora estreitas ruas não estava interessada nas relações diplomáticas, nem nos conchavos políticos de Dyyn. Afinal, para que o comboio chegasse a seu destino seria necessária a contratação de incontáveis profissionais – cozinheiros, escribas, tradutores, vigias, tratadores de animais e diplomatas. Em outras palavras, toda aquela balbúrdia significava a aparição de oportunidades de emprego. Naturalmente, membros da Guilda dos Comerciantes seriam os primeiros a preencher as vagas, mas, pela magnitude da caravana, certamente haveria espaço para toda a sorte de mercenários que tivesse interesse.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack decidiu que talvez fosse uma boa idéia ingressar nesta “aventura”. Seria uma oportunidade participar de algo bem diferente de tudo aquilo em que tomou parte nos últimos meses. Ele fazia parte de uma associação denominada “Garras Rubras”, na qual mercenários recebiam oportunidades de trabalho para atuar como vigias, guarda-costas e outras ocupações semelhantes. Ele havia passado as últimas semanas cuidando da “segurança” de alguns estabelecimentos comerciais bastante movimentados nos bairros próximos à região costeira de Laarthan. Ainda que sempre fosse muito bem remunerado por isso, ele considerava aquela monotonia muito desagradável. Precisava de novo ares. Talvez, proteger uma caravana de bandoleiros inescrupulosos, ou, quem sabe, apenas espairecer ao viajar para outras cidades. Lohack só sabia que essa era uma oportunidade que ele não podia perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não foi difícil descobrir com as pessoas que transitavam por Laarthan onde se informar sobre o recrutamento de quem queria fazer parte da viagem. Bastava misturar-se à multidão de candidatos que, esperançosos, cercavam alguns indivíduos que vestiam estranhos coletes xadrez. Lohack estava começando a se aborrecer com aquela aglomeração, mas há muito já conhecia o povo daquela cidade e sabia que era assim que as coisas funcionavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cambaleou várias vezes em meio ao grande “empurra-empurra”, deu cotoveladas até perder a paciência e acabou optando por se afastar da balbúrdia e perguntar para algum indivíduo que já tivesse conseguido alguma informação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os interessados devem voltar amanhã, neste mesmo local, já ao nascer do sol – disse um rapaz barbudo e repleto de cicatrizes – Serão realizados testes, e os mais capazes serão escolhidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pronto. Descobriu o que precisava. Afastou-se das ruas que fervilhavam pensando que tipo de testes o estariam aguardando no dia seguinte. Uso de armas brancas, força física, habilidade em combate... Se estes fossem os parâmetros de avaliação, não haveria problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, e se alguma surpresa o estivesse aguardando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lohack adentrou o local onde há muito tempo morava. Muito próxima à costa de Laarthan, era uma estalagem que pertencia a Vild, seu amigo de longa data. Os dois foram colegas de aventuras, viagens, bebedeiras e outras coisas mais, em um passado não muito distante. Ambos cruzaram o continente várias vezes, pelos mais variados motivos e com as mais surpreendentes companhias. Passaram por muita coisa, e pretendiam continuar levando aquele tipo de vida até a morte, mas um incidente desagradável fez Vild perder um braço – um assunto sobre o qual ele não gosta de comentar. Desde então, abandonou a vida de aventureiro sem rumo, e abriu uma estalagem com o pouco dinheiro que acumulou. Hoje, vive uma vida tranqüila. Os problemas que eventualmente surgem em seu estabelecimento são resolvidos pelo seu “segurança” e amigo Lohack – que, em troca, mora de graça no local. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E então, Lohack – Vild perguntou, enquanto terminava de limpar mesas ainda sujas por restos de comida – Descobriu alguma coisa sobre aquela tal caravana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tenho certeza de que você aqui, ouvindo as conversas de seus clientes, deve ter descoberto muito mais coisa que eu – riu em resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem razão – Vild trovejou uma gargalhada – Mas se eu levasse a sério tudo o que eu ouço aqui, neste momento eu estaria indo ao cemitério procurar ossos de ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É mesmo – Lohack dirigiu-se ao amigo. Ao chegar perto, fez uma pausa, esperando que seu colega ficasse curioso – Vild, eu estava pensando... Você não tem vontade de vir comigo nesta caravana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Surpresa e silêncio. Alguns instantes de reflexão antes da resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você sabe que eu não sou mais o mesmo cara ágil e forte que te ajudava a bater em todo mundo. E também sabe que o quanto estou feliz por ter esta vida pacata. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas eu também sei que, mesmo você não sendo o mesmo de antes, você ainda é melhor do que a maioria dos caras que estarão lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei se é isso que eu quero para mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais silêncio. Vild terminou de limpar a última mesa. Olhou fixamente para o único braço que tinha. Cerrou o punho e voltou a fitar seu colega. Fez menção de responder, mas abaixou a cabeça e começou a sacudir uma toalha. Passou um pano úmido sobre a mesa e suspirou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pelo que eu ouvi falar, só os melhores serão contratados. Mesmo eu sendo bem melhor que a maioria, minha aparência me condena. Ninguém vai contratar um cara que tenha um braço só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você não precisa se candidatar a vigia. Eles vão precisar de outros tipos de profissionais. Artistas, cozinheiros, enfim... Depois que você estiver lá dentro, damos um jeito de colocar você na sua função favorita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve um sorriso mútuo carregado de malícia. Vild estava decidido. Passou um pano úmido sobre as mesas e foi iniciar seus preparativos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-594586716354584376?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/594586716354584376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/alafarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/594586716354584376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/594586716354584376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/alafarrabios-de-campanha-caravana-e-os.html' title='Alfarrábios de campanha - A caravana e os cavaleiros - Parte 1'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4445057211518341246</id><published>2010-10-19T16:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T16:54:34.818-07:00</updated><title type='text'>Memórias gélidas - FINAL</title><content type='html'>Oi, amigos. Trago a vocês a última parte de "Memórias Gélidas". Como sempre, espero que apreciem e comentem. Na próxima postagem, o início de uma nova saga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Memórias gélidas - FINAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Eu matei. Eu matei – repetia para si mesmo, cambaleando, visão ofuscada por um arrependimento que nublou-lhe os sentidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy caminhava trôpego, sem direção, rosto encharcado por lágrimas. Tinha derrubado seu machado e todos os demais pertences.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então, seu desgraçado – Schargaryk sacou uma adaga e começou a caminhar em direção ao bárbaro – O arrependimento está corroendo suas entranhas? Pois eu vou estraçalhar o que restou delas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novamente a cena das crianças morrendo. Desta vez, surgiu também uma imagem do provável pai delas, em prantos, improvisando uma sepultura no gramado. Lentamente, os corpos sem vida eram cobertos pela terra fria, sendo enterradas também lembranças, esperanças e sonhos. O pranto copioso umedeceu “as lápides” no momento do último adeus. Uma corrente de prata, igual a que adornava o pescoço do familiar enlutado, modesta, valor mais afetivo do que financeiro, foi colocada na cruz de madeira que ali fora deixada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sou um desgraçado – respiração ofegante, olhos visualizando algo que ninguém mais conseguia ver – Matei. Pobrezinhos... Não tinham culpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perdeu totalmente a noção de tempo e espaço. Estava aprisionado àquelas alucinações que reapareciam incontáveis vezes multiplicando o remorso. Cada porção de terra jogada sobre os cadáveres, cada lágrima derramada, cada soluço angustiado era como uma estocada em sua alma. Até que um golpe verdadeiro o fez recobrar a consciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quero você acordado. Consciente – a lâmina da adaga penetrou fundo no ombro – Seu pesadelo está apenas começando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bárbaro cuspiu sangue até sua garganta não ter mais forças. Schargaryk deixou sua arma presa no corpo de seu inimigo. Colocou suas mãos atrás da cabeça dele e puxou-a com força, fazendo a testa de Gedahyy bater com violência em seu joelho. Só então o sacerdote do deus da vingança puxou sua arma de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você é pai delas – Gedahyy disse ao reconhecer a corrente de prata – Você é o pai das crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim – respondeu chorando, após estocar a arma no estômago do inimigo – E jamais – estocada no joelho esquerdo – vou – estocada no braço direito – perdoar você! – joelhada no queixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy caiu desmaiado. Seu algoz conjurou uma “benção negra” e curou parte daqueles ferimentos. O bastante apenas para que o bárbaro recobrasse a consciência e tivesse força para abrir os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Veja isto – Schargaryk puxou-o pelo couro cabeludo e virou a cabeça dele para a esquerda – Veja o castigo que preparei para você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metros adiante, uma imensa cruz improvisada, de madeira, estava fincada na neve. Presa a ela, uma senhora de meia-idade. Grisalha, enrugada, ensangüentada e repleta de cicatrizes. Gemia de dor, um gemido que machucava a alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mamãe – Gedahyy arregalou os olhos, ainda seguro pelos cabelos por seu algoz – Mamãe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Viu o que acontece com quem assassina meus filhos – Schargaryk vociferou descontrolado. Jogou contra o chão a cabeça do bárbaro e chutou furiosamente seu rosto – Ainda não acabou, seu desgraçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com dificuldade, Gedahyy levantou a cabeça, e fez menção de ir resgatar sua mãe. Mas, antes disso, do chão surgiram duas criaturas saídas de algum pesadelo doentio. Pareciam esqueletos, mas tinham os ossos revestidos por crostas de carne gordurosas que não mereciam ser chamadas de pele. Os rostos exibiam um sorriso de desespero em meio à ausência de dentes. No lugar dos olhos, uma quase imperceptível luz rubra bruxuleava nas cavidades oculares. Eram mortos vivos, mas também eram mais que isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Irdahn! Jalak! Irmãos! – Gedahyy berrou a plenos pulmões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso mesmo, lixo desgraçado – Schargaryk estocou a adaga nas costas do bárbaro e o puxou pelo cabelo outra vez. Iria obrigá-lo a ver aquela cena – Transformei seus irmãos em mortos vivos. Eles nunca mais voltarão ao normal, nunca poderão ser ressuscitados e nunca, nunca, nunca descansarão em paz. Ficaram eternamente presos nesta forma de não-vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não! Não! Não! Irdahn! Jalak!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E agora, para concluir minha vingança, seus irmãos zumbis irão devorar sua mãe viva! E você terá que assistir a esta cena sem poder impedir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, o ar ficou repentinamente mais frio. Uma congelante corrente de vento soprou em direção aos familiares de Gedahyy, tornando-os estátuas de gelo. Desmoronaram, e tornaram-se cacos. O pesadelo chegara ao fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era possível sentir uma presença, mas não localizá-la. Então garras imensas revelaram o monstro invisível, rasgando metal e carne. Schargaryk foi arremessado para longe com o impacto do ataque. Recobrou-se, ainda atordoado, e só conseguiu ver uma enorme fera avançando com a bocarra aberta em direção a suas pernas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morreu com o golpe que recebeu. O dragão branco olhou para o corpo de Gedahyy e viu que ele não tinha resistido aos golpes de que fora alvo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A dívida está quitada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vasta cordilheira gelada que sediou a triste história do bárbaro e do clérigo da vingança ainda é muito visitada por aventureiros. Comenta-se que, naquela região, o anoitecer costuma trazer, junto com o sopro ruidoso do vento severo, sons de lamúria e choro vindos de supostos mortos vivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para os bardos que conhecem a lenda de Gedahyy, seriam ele, sua mãe, seus irmãos e seu assassino que vagam como espíritos errantes pelo local, incapazes de encontrar o descanso eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, para outros, os sons que aterrorizam os viajantes na cordilheira são as gargalhadas de Gizv-lar, o deus da vingança, satisfeito com mais uma vitória..." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4445057211518341246?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4445057211518341246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-final.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4445057211518341246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4445057211518341246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-final.html' title='Memórias gélidas - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-6840891377516609460</id><published>2010-10-14T17:48:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T17:53:52.107-07:00</updated><title type='text'>Memórias gélidas - 4ª Parte</title><content type='html'>Olá. Em primeiro lugar, minhas desculpas a todos por não ter tido tempo de comentar em seus blogs. Trago-lhes com alegria a penúltima parte de "Memórias Gélidas". Como de praxe, espero que apreciem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Memórias gélidas - Parte 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eram quatro, e ansiavam por sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando se espalhou pelo continente a notícia de que Yslaharthan, o mago negro, havia voltado a vida, uma grande quantidade de aventureiros mobilizou-se para matá-lo. Uns movidos pelo altruísmo característico dos heróis, outros apenas pela fama advinda de uma possível vitória, e os demais motivados pelas generosas quantidades de ouro oferecidas como recompensa caso o vilão fosse derrotado. Quaisquer que fossem as intenções por trás deles, todos tinham em comum o mesmo objetivo: impedir o feiticeiro maldito de destruir novamente os reinos do norte e as Montanhas Algydaryn – como havia feito no passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até onde se sabia, o mago desgraçado havia se notabilizado pelo domínio extremo das magias de ilusão. Fazia os inimigos esgotarem seus recursos atacando criaturas inexistentes, ocultava magicamente armadilhas mortais para pegar desprevenidos seus antagonistas, confundia os rivais com a aparição de duplicatas deles, entre outras táticas que adotava. Fora isso, também era do conhecimento de todos que ele tinha sob seu poder um respeitável contingente de monstros conjurados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy e seus colegas não se deram ao trabalho de se organizar adequadamente e partiram para um ataque frontal ao bruxo. Eles eram jovens, inexperientes, sedentos por aventura e sangue inimigo, incapazes de reconhecer o valor de nenhum adversário. Rumaram ao esconderijo subterrâneo do mago totalmente embriagados por autoconfiança adolescente e por vinho barato. Um deles desmaiou durante o trajeto, de tanto que havia bebido. Os demais seguiram sem ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;À medida que se aproximavam da fortaleza do inimigo, viam o rastro de destruição deixado pelas batalhas anteriores. Os corpos desfigurados de criaturas macabras e de seus pretensos assassinos confundiam-se em meio à neve. Os mapas tornaram-se desnecessários, uma vez que a trilha do sangue derramado indicado o caminho a ser seguido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy e seus colegas adentraram em um tipo de caverna. Sem muita iluminação, mas ainda repleta dos cadáveres dos aventureiros, era imensa. Nos primeiros metros de caminhada surgiram das profundezas os monstros titânicos conhecidos como “vermes do gelo”. Imaginando que fossem ilusões – ou talvez pensando que eram adversários fáceis – os três atacaram com selvageria. Não encontraram resistência. Os bichos caíram mortos, para depois desmaterializarem-se. Eram ilusões. E assim os “aventureiros” foram sobrepujando desafios, abatendo bestas e avançando rumo ao mago Yslaharthan. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon estava tonto. Mas tudo começava a fazer sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Gedahyy. Este é meu nome – a tontura foi se intensificando. Caiu de joelhos. A cabeça latejava mais do que se tivesse sido atingida por uma maça – Agora consigo lembrar. Estávamos indo atacar um mago. Mas... O que aconteceu depois? Não consigo lembrar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve silêncio suficiente para que uma aproximação furtiva não pudesse ser notada até que fosse tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então – era uma voz séria, quase robótica – você está começando a recordar-se do seu passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon – ou Gedahyy – sacudiu a cabeça surpreso, abriu e fechou os olhos com força, e voltou a sacudir a cabeça. Fez menção de se levantar, mas não conseguiu se equilibrar e caiu de joelhos novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem é você? Você me conhece? Ou me conheceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Está na hora de você relembrar tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O recém-chegado fez um gesto com a mão, que imediatamente foi circundada por uma terrível luz negra. Gedahyy sentiu o corpo tremer. Fechou os olhos e caiu inconsciente na neve. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Relembre, desgraçado. Relembre e prepare-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy se viu em um corredor que bifurcava. Discutiu com seus colegas por longos minutos, até que decidiram se dividir. Ele foi sozinho pelo caminho da esquerda. Entrou em uma sala, escura, cheia de teias de aranha e de poeira. Sem se deixar intimidar, visualizou a imensidão do aposento, direcionou o olhar a todos os lados, e não viu saída. Havia entre as paredes de pedra, a cabeça de um gárgula esculpida. Do buraco do nariz, pendia uma imensa argola. O bárbaro a puxou sem hesitar. Ouviu atrás dele um som de bater de asas e sentiu o descolamento do ar crescendo. Virou-se e viu três dragões vermelhos colossais prestes a cuspir fogo em sua direção. “Como esse mago inútil consegue fazer ilusões dessas?”, pensou. Atacou sem hesitar, mas o machado não encontrou seu alvo. Tudo desapareceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi então que a argola novamente foi puxada. Um brilho ofuscante invadiu o recinto. Gedahyy sentiu o estômago borboletear. Ficou de olhos fechados e foi tomado por uma leve sensação de desorientação. Quando abriu seus olhos, estava em um lindíssimo jardim florido. Pássaros gorjeavam alegres no alto das copadeiras. Esquilos, coelhos, castores e toda a sorte de roedores se divertiam em sua algazarra inocente no extenso gramado. O sol brilhava forte deixando seu reflexo cálido no lago repleto de cisnes. E, sobretudo, duas crianças gargalhavam entretidas em recitar suas recém decoradas parlendas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy havia sido vítima da magia presente na estátua do gárgula. Fora transportado ao outro extremo do continente, onde realmente existia aquele local paradisíaco. Mas achou que fosse uma ilusão e atacou as crianças...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gedahyy chorava compulsivamente ajoelhado na neve. “Eu matei. Eu matei aquelas crianças” murmurava a si mesmo, palavras saindo em meio a engasgos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um pouco tarde para chorar, seu desgraçado – o indivíduo de armadura negra desferiu um violento chute na cabeça do bárbaro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Coitadas – balbuciava e chorava copiosamente, agora o sangue que escorria farto do corte na testa fazia companhia às lágrimas – Eu as matei. Eu as matei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Schargaryk olhou para os céus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O grande Gizv-lar vai derramar sua benção negra. E você se arrependerá de ter assassinado meus filhos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-6840891377516609460?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/6840891377516609460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-4-parte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6840891377516609460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/6840891377516609460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-4-parte.html' title='Memórias gélidas - 4ª Parte'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3325962076856039942</id><published>2010-10-10T04:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T04:52:56.810-07:00</updated><title type='text'>Memórias gélidas - 3ª Parte</title><content type='html'>Olá. Trago-lhes hoje a continuação de "Memórias gélidas". Como sempre, espero que apreciem e comentem. Aproveito para pedir sinceras desculpas aos colegas de armas por não ter tido tempo de comentar em seus blogs nas últimas semanas. Farei o possível para corrigir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Memórias gélidas - Parte 3&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando Ayvon recobrou a consciência, ainda estava muito desorientado. Tonto, visão turva, só viu partes avulsas dos corpos dos aventureiros estiradas no chão. Um dos cadáveres jazia congelado em um imenso bloco cristalizado, como se fosse uma estátua macabra. Metros adiante, grandes pedaços de carne rasgada misturados aos órgãos internos dos derrotados exalavam cheiro de morte e decomposição. Um pouco a frente, o dragão branco resfolegava ensangüentado. Havia cortes profundos em parte de sua asa esquerda, seu peito e suas duas garras. Um de seus olhos não conseguia mais se abrir, a cauda sangrava por ter sido perfurada, e três dentes pendiam da bocarra entreaberta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon esfregou os olhos repetidas vezes a fim de se certificar de que o que estava vendo era real. A maldita alucinação tinha acabado. Mas poderia voltar quando ele menos esperasse. “Isso vai ter que acabar”, pensou, enquanto via o dragão cair desacordado. Caminhou em direção a fera sem ter muita certeza se o que faria era certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não se preocupe. Não sou seu inimigo, nem tenho a intenção de matá-lo – o bárbaro fez questão de deixar claro à medida que se aproximava – Na verdade, torci para que você vencesse aqueles idiotas – deu um sorriso inocente, mas não houve resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chegou o mais perto que pôde da besta, e esperou algum tipo de reação. Sabia que a criatura não estava morta, mas achou que ela, ao menos, tivesse força para conversar. Aparentemente, não queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É uma pena você não me responder, porque talvez você tivesse poder para me ajudar. E talvez, entre os meus pertences, eu também tivesse algo capaz de curar você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A varinha – a criatura decidiu responder – uma das varinhas que você traz consigo tem poder suficiente para me curar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A voz do dragão parecia um som distante trazido por uma corrente de vento gelada. As palavras saíam pausadas, sempre intercaladas pelas imensas quantidades de ar frio que emitia em sua respiração descontrolada. A besta não parecia ter força para se mexer, mas Ayvon sabia que, mesmo sem vê-lo, ela estava ciente de tudo que estava prestes a acontecer. Tanto que sentiu a aura mágica de um dos objetos que o bárbaro tinha conseguido tempos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retirou as duas varinhas que tinha. Uma delas era feita de madeira negra, repleta de runas e inscrições em algum idioma arcaico. Na ponta, tinha uma pequena jóia semi-translúcida levemente amarelada que reluzia em intervalos de tempo pré-determinados. A outra era de metal. Não havia nada escrito nela. Em sua extremidade superior, ela dividia-se em três e fechava-se em formato de garra, como que segurando a pedra, também amarelada, que continha. Ayvon hesitou, pois não sabia a qual das duas o dragão se referia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A outra – o monstro disse com dificuldade – Isso. Essa que está em sua mão esquerda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não seria imprudente curar um dragão, sem ter nenhuma garantia de que ele vai me ajudar depois? Ou pior, sem saber se ele não irá me matar depois?” pensou. “Não importa. Melhor arriscar. Prefiro morrer a continuar tendo aquelas malditas visões.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estou em débito com você – o dragão disse secamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Na verdade, estou tentando descobrir quem sou eu, pois perdi minha memória, e tenho visto alucinações. Acho que estas alucinações podem ter algo a ver com meu passado, mas não tenho como descobrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Entendo. Mas não sou capaz de ajudar você. Não nisso – a besta abriu as asas, como se estivesse se preparando para alçar vôo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vocês dragões usam magia – Ayvon se distanciou um pouco, pois o bater das asas estava provocando um deslocamento de ar insuportável – Não há nada que você possa fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não – o dragão intensificou o movimento com as asas e voou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Desgraçado. Eu salvei sua vida. Você disse que estava em débito comigo. Você me deve isso – o bárbaro berrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O débito será saldado”, Ayvon ouviu, ao longe, enquanto via o monstro sumir no horizonte longínquo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O espetáculo terá início – Schargaryk lançou ao chão mais uma taça, após ter tomado todo o vinho nela contido. Era a terceira, só naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, meu lorde – o servo, cabisbaixo, concordou – Apenas não entendi onde o espetáculo irá acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é de se estranhar que você não tenha inteligência para entender as coisas – Schargaryk levantou-se do trono e começou a caminhar em círculos. Olhava para o teto como se pudesse ali vislumbrar as imagens do que estava prestes a acontecer – Certifique-se de que o que você tinha para fazer tenha sido feito, e bem feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, meu senhor. Tudo foi feito conforme o senhor mandou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que as bênçãos negras do grande Gizv-lar caiam sobre mim nesta noite – Schargaryk voltou a sentar-se no trono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No mesmo templo, porém a alguns aposentos dali, havia uma mulher. Cabelos grisalhos desalinhados, rosto fustigado pelo passar do tempo e pelas lágrimas amargas que ardiam em sua pele, trajava farrapos sujos e estava algemada. Presa a grades da cela escura e imunda, não tinha alimentação nem água há dias. O local só permitia passagem de ar suficiente para que a prisioneira não morresse antes da hora – embora os ferimentos de que fora alvo quando capturada quisessem antecipar o fim daquela vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Gedahyy... Eles vão machucar o Gedahyy – ela repetia para si mesma em meio ao choro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O cheiro sufocante de mofo, sangue e urina tornavam difícil a respiração. A mulher engasgava-se constantemente, engolia parte das lágrimas e do muco que escorriam, debatia-se contra as grades enferrujadas e repetia as mesmas palavras, como que pedindo aos deuses que fizessem algo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O deus da vingança faria." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3325962076856039942?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3325962076856039942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-3-parte.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3325962076856039942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3325962076856039942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-3-parte.html' title='Memórias gélidas - 3ª Parte'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-7631195397288066714</id><published>2010-10-05T17:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T17:10:50.984-07:00</updated><title type='text'>Memórias gélidas - 2ª Parte</title><content type='html'>Em primeiro lugar, minhas desculpas pela demora em postar. Trago-lhes a continuação da história que iniciei há poucos dias. Desnecessário dizer, espero que gostem e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dizer que uma série longa minha teve início ontem no blog http://dragoesdosolnegro.blogspot.com Caso queira acompanhar a primeira parte daquela saga (que é quinzenal, e que NÃO será postada aqui), clique &lt;a href="http://dragoesdosolnegro.blogspot.com/2010/10/senhor-dos-mortos-vivos-1-parte.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Memórias gélidas - Parte 2&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Novamente, aquelas porcarias chamadas de “aventureiros”. Indivíduos irritantes, valentões, metidos a heróis, com a desagradável mania de falar besteiras a respeito de justiça e donzelas em perigo. Normalmente autoconfiantes, convencidos, vez por outra entoando bravatas vazias. Pouca coisa podia aborrecer mais do que a aparição de um grupo desses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Prepare-se para conhecer a morte – gritou um indivíduo de vestes negras, que serpenteou os braços em movimentos estranhos antes de disparar um imenso raio de fogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Caia, monstro maldito. Em nome dos deuses, eu ordeno que caia – aquele que parecia ser o paladino do grupo desferiu um violento golpe com sua espada sagrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinta o aço, e volte para o inferno – um brutamontes de armadura encouraçada berrou a plenos pulmões. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon estava dentro de uma gruta. Longe o bastante para não se envolver no confronto, perto o suficiente para ter uma vista privilegiada da batalha. Um grupo de três jovens aventureiros atacava um dragão branco. O bárbaro tinha consigo seu machado, e os espólios que tinha conseguido de sua última vitória. E talvez o melhor: não tinha sob seu comando ogros precipitados, sempre prontos a pôr tudo a perder com seus atos impensados. Estava preparado para o combate, caso, por algum motivo, fosse necessário. Mas a intenção era não interferir. Aguardar que um lado saísse vitorioso, para então atacar o enfraquecido vencedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Idiotas. Quero ver o que dirão quando seu sangue fresco adoçar minhas mandíbulas – a fera estava enfurecida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais batalha. Baforadas de gelo parcialmente bloqueadas por escudos. Uma perna congelada. Lâminas de aço rasgando couraça, garras retalhando armadura, deuses sendo invocados, feitiços sendo lançados, asas se abrindo para golpear pelos flancos. Há tempos Ayvon não via um confronto tão interessante e imprevisível. Ou o dragão não era tão poderoso quanto se esperava, ou seus oponentes eram realmente tão formidáveis quanto suas bravatas queriam demonstrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinta-se honrado em ser morto pelo guerreiro mais poderoso – barulho do aço rasgando parte da asa e fazendo sangue escorrer farto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Conheça o feitiço mais poderoso do Rei da Magia – uma infinidade de raios multicoloridos explodiu na garganta do dragão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que o inferno estremeça ante o poder deste servo dos deuses – coração perfurado pela espada. Vísceras e tripas no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parecia que a batalha terminaria com a vitória dos aventureiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De repente, sua mente começou a ser invadida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O clangor das armas chocando-se violentamente contra a couraça dracônica foi se distanciando. As imagens das garras perfurando têmporas foram sendo substituídas por cenas paradisíacas. Os gritos de vingança e urros de dor deram lugar ao cantarolar manso das aves canoras sobre os galhos das árvores. O alvirrubro indigesto do sangue mesclado à neve foi trocado pelo verde das folhas e arbustos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A maldita alucinação estava voltando. Ayvon sentia a cabeça latejar, mas prometia a si mesmo não se deixar abalar. Tentou manter o controle sobre seus sentidos, falhou, e imergiu naquele pesadelo doentio, totalmente alheio ao que acontecia ao seu redor. Sentiu-se preso a uma cena horrenda que era obrigado a presenciar, sem ter como impedir. Lutou para fechar seus olhos, mas suas pálpebras não obedeceram. Quando conseguiu, percebeu que o terror tinha tomado seu pensamento, e não apenas seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Outra vez, a mesma visão. Mas, desta vez, foi invadido por uma tristeza maior do que achou que existisse. Teve a impressão de ter seu coração rasgado por uma inexplicável sensação de remorso. Uma súbita vontade de chorar o fazia tremer descontrolado, única reação possível frente ao turbilhão de imagens que vislumbrava. As cenas começaram a se repetir, agora incluindo também o túmulo improvisado das crianças assassinadas. Sobre o chão de terra batida encharcado de lágrimas, estacas em forma de cruz. Pendurada em uma delas, uma pequena medalha prateada – provavelmente uma lembrança deixada pelos pais, quando enterraram seus filhos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon começou a se debater em convulsão. Chorou copiosamente, suou frio. Pus escorria discretamente das narinas dilatadas pela respiração ofegante. Pesadelo e realidade fundiram-se em um emaranhado de visões assombrosas. O desespero foi tanto que ele caiu inconsciente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto isso, a batalha dos aventureiros contra o dragão chegava ao fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O imenso templo era de pedra. Despretensioso, com chão de barro e teto abobadado de baixa altura, o local tinha sido, décadas atrás, construído por escravos anões. Havia detalhes excêntricos na forma como as pedras foram esculpidas, mas isso só era útil para a identificação de corredores secretos – que caíram em desuso há tempos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O salão principal não tinha nenhuma das sofisticações comuns a templos ou igrejas. Tinha apenas um altar, e sobre ele um trono de mármore com entalhes exóticos e algumas esmeraldas incrustadas. O chão era acarpetado por um extenso tapete amarronzado. Nas paredes, lamparinas alimentadas à base de gordura anã (sim, os escravos morreram) garantiam a parca iluminação necessária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sentado no trono estava Schargaryk. Sorvia lentamente o conteúdo de um cálice de bronze, enquanto via a aproximação reverente de um de seus servos. Jogou para trás os longos cabelos negros que se emaranhavam sobre sua cabeça, e coçou a barba rala que insistia em nascer ao lado de suas cicatrizes. Terminou de bebericar e levantou-se. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O servo dobrou um dos joelhos até tocar o chão, e contemplou a imponência de seu senhor. Olhou para sua armadura, intencionalmente incompleta, para cobrir apenas parte do corpo ágil e delgado e ficou imaginando quantas espadas seriam necessárias para provocar um único arranhão nela. Vislumbrou de relance as manoplas, tão negras quanto o recinto em que estava, ou quanto o coração de seu mestre. Viu a postura agressiva, porém comedida de seu mestre, e como seu semblante se transformava quando empunhava as “Espadas Gêmeas” – lâminas encantadas por magia poderosa. Abaixou a cabeça e agradeceu aos deuses por ser servo, e não inimigo dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ainda não me sinto saciado – Schargaryk jogou a taça no chão, com desprezo – O que aquele miserável está passando ainda é pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, meu senhor – na falta de algo melhor para dizer, o servo apenas assentiu com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Schargaryk começou a andar em círculos, olhar voltado para o teto, como se pudesse vislumbrar o que iria acontecer a cada abrir e fechar de olhos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hora de acabar com a raça daquele desgraçado. A benção negra do grande Gizv-lar, deus da vingança, cairá sobre mim. E Ayvon terá o castigo merecido."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-7631195397288066714?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/7631195397288066714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-2-parte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7631195397288066714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/7631195397288066714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/10/memorias-gelidas-2-parte.html' title='Memórias gélidas - 2ª Parte'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8873005681894230240</id><published>2010-09-29T03:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T03:29:00.821-07:00</updated><title type='text'>Memórias gélidas - 1ª Parte</title><content type='html'>Olá. Atendendo ao pedido de Lady Astreya, estou dando início a uma nova história longa contando a origem de Ayvon. Este personagem apareceu em um conto curto que está em meu pdf (baixe-o clicando &lt;a href="http://www.4shared.com/document/yhA0DBqY/Contos_de_RPG.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;, caso ainda não o tenha feito). Agora, contarei a origem dele.&lt;br /&gt;Não sei se todo mundo que entra aqui leu aquele conto, então hoje vou apenas reproduzir a primeira parte da história que já está no pdf. Na próxima postagem, a continuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Memórias gélidas - Parte 1&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não pareciam ser daquele lugar. Protegiam-se do frio usando vestimentas que em nada lembravam as peles dos animais exóticos daquela região. Eram cinco e entre eles havia um recém-nascido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher que segurava a criança caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ogros nunca foram numerosos o bastante para ameaçar a soberania dos gigantes que ali habitavam, mas eram suficientes para assassinar os viajantes. Golpes de clava, setas envenenadas e garras afiadas rapidamente ceifaram aquelas vidas. Houve um urro de contentamento e todos se aglomeraram para revistar os cadáveres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi então que a chegada de Ayvon fez todos pararem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele era maior e mais ameaçador do que aquelas bestas. Não tinha cicatrizes no rosto, nem dentes para fora, nem olhos de um vermelho doentio. Mas tinha uma ferocidade no semblante capaz de fazer até um dragão vermelho se intimidar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos ver o que temos aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ogros se afastaram. Ayvon agachou-se e começou a procurar algo de valor entre os pertences dos viajantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quase nada. Acho que eles estavam viajando em um grupo maior e se perderam dos outros. Por isso não há nada com eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos ogros ajoelhou-se e começou a lamber o sangue que escorria farto no chão. Ayvon fez uma careta, virou-se de costas e foi andando. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso significa que deve ter mais viajantes por aí. Vamos voltar para a gruta.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um grunhido familiar fez Ayvon acordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um jovem impetuoso trajando uma armadura distinta avançou espada em punho em direção a um dos ogros. A lâmina partiu a clava em duas, e o humanóide recuou. Tentou revidar com sua garra, mas teve o golpe aparado. Havia outros cinco ogros já fora da gruta em silenciosa espera por um comando para atacar os outros dois inimigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos! Para cima deles – Ayvon berrou – Não deixem que eles lancem suas magias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O guerreiro humano derrubou com um chute o ogro que o importunava. Com um giro veloz de seu corpo, impulsionou a ponta de sua espada em direção ao peito de Ayvon. Um machado apareceu na frente e empurrou a arma de volta. Espada e machado colidiram em meio a velozes movimentos, até o peito do guerreiro humano ser partido. O branco da neve ganhou a companhia do vermelho-amarronzado das vísceras ensangüentadas que caíram. Um violento chute levou para longe o corpo do guerreiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não deixem o mago lançar suas magias – gritou, antes que fossem alvo de algum truque arcano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ogros encontraram ao redor do mago algum tipo de barreira mágica que o deixava intocável. Queriam recuar, temerosos do que lhes podia acontecer quando o mago decidisse atacá-los, mas sabiam que seria pior enfrentar uma posterior fúria de seu chefe depois que a batalha acabasse. Continuaram atacando em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Havia um clérigo. Trazia em torno do pescoço o brasão portentoso do deus da justiça. Ajoelhou-se ao lado do corpo caído do colega de batalha, fechou os olhos, e clamou aos céus que promovessem a cura. Um machado encontrou seu crânio antes que a prece fosse concluída. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Muyaa nakothho mayakuni shitearu – o mago gritou, lançando fogo de suas mãos. Dois ogros agonizavam no chão, corpos tomados pelas brasas ardentes – Dannan, por favor, não morra – o grito era, provavelmente, dirigido a seu colega clérigo decapitado.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O guerreiro estava caído. Gorgolejava bravatas vazias sobre vingança em meio a generosos jatos de sangue que cuspia. Não parecia ter forças para se levantar, mas mesmo assim agarrava-se ao cabo de sua espada e parecia querer continuar lutando mesmo caído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ayvon preparou seu machado para ceifar outra vida, quando sua mente foi tomada por cenas irreais. Sacudiu a cabeça, piscou os olhos tantas vezes quantas conseguiu, mas não via mais o inimigo caído. Só via a mesma cena, repetida várias vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Duas crianças. Uma garotinha loira e um garotinho moreno. Ambos brincavam despreocupados em meio a um lindo jardim florido. Havia rosas, tulipas, violetas e toda a sorte de flores sendo visitadas por beija-flores e borboletas, enquanto coloriam o verde pasto com seu colorido primaveril. Pequenos arbustos escondiam roedores, pássaros cantarolavam melodias descompromissadas sobre os altos galhos das árvores, e o som das águas da cascata musicalizava toda a região.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que o verde manso do gramado foi conspurcado pelo vermelho do sangue fresco. As aves canoras foram interrompidas por gritos de morte quando cabeças despencaram no chão, como maçãs caindo de árvores. Os esquilos que rolavam pelo chão brincando com castores se esconderam em suas tocas. Passarinhos voavam afoitos para dentro de seus ninhos. E as crianças gritavam. Intercalando com os soluços do choro, emitiam gritos pavorosos que misturavam dor, medo e tristeza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, não!” dizia Ayvon, enquanto o guerreiro a seus pés tentava entender o que acontecia. A alucinação foi se desfazendo. Lágrimas inconvenientes já tinham encharcado sua face, embora ainda fosse possível ver o inimigo moribundo tentando se arrastar para longe. Bateu com força na cabeça querendo recobrar a lucidez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o machado encontrou uma garganta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos ogros atingiu com as garras uma tira de couro que prendia o mago a seus pertences. O feitiço de proteção já não mais tinha efeito, e, após ver seus colegas mortos, o conjurador arcano fugiu. Para trás, deixou itens, objetos pessoais, e os cadáveres daqueles a quem um dia chamou de amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O confronto da última noite fez Ayvon se convencer de que agira certo ao nunca se unir a nenhum dos chamados “grupos de aventureiros”. Eles costumam ser fracos e autoconfiantes. Que bom que este último grupo havia deixado espólios interessantes a serem aproveitados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sacerdote morto trazia consigo pergaminhos – que Ayvon não saberia como ativar, muito menos os ogros – e quatro frascos contendo um líquido verde-claro. Após alguns goles, percebeu que sua perna direita não doía mais, entendendo assim que deveriam ser poções de cura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do guerreiro, não se puderam aproveitar a espada – da qual Ayvon não gostou, e que era pesada demais para ser empunhada pelos ogros – nem a imensa armadura. Mas ele tinha em sua bota duas adagas que poderiam ser úteis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mago covarde deixara para trás duas estranhas varinhas incrustadas de pedras amareladas, alguns pergaminhos – inúteis – um colar estranho, e um anel – que Ayvon pôs em seu dedo sem nada sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O colar continha minúsculas pedras púrpuras que podiam ser retiradas e arremessadas causando uma explosão de fogo – isso foi descoberto horas depois, e acabou causando a morte de um ogro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era a hora de reunir os ogros que restaram – nove ao todo – e partir rumo ao acampamento dos gigantes de gelo, a poucos quilômetros dali. Finalmente, Ayvon e seus pares teriam adversários dignos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era um vilarejo gigantesco, literalmente. As casas diferiam das construções humanas apenas por seu tamanho ciclópico. A maioria delas foi construída próxima ao sopé das montanhas para aproveitar o espaço das cavernas abundantes na região. Havia pequenos casebres, menores, mais simples, e próximos a entradas subterrâneas. “É lá que os gigantes deixam seus prisioneiros” Ayvon pensou, enquanto sinalizava aos ogros que fizessem o máximo de silêncio possível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tinha em sua bainha improvisada seu machado. Em cada bota, escondeu uma adaga embebida no veneno mais forte que conhecia. Atada aos demais pertences, as duas varinhas mágicas. Em seu pescoço, o colar. Ficou claro que o produto de sua pilhagem seria bem útil, principalmente quando viu que quatro gigantes saíram de suas “casas”. A intenção era atacar o vilarejo quando seus moradores tivessem ido caçar. Mas alguns tinham ficado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E uma vez mais, as crianças sorridentes invadiram sua mente. Ayvon tonteou, estapeou sua própria cabeça, mas fora tragada para dentro daquelas imagens. Já não via mais neve, ogros, nem gigantes. Só via o lindo jardim florido, os animaizinhos brincando, os pássaros cantarolando, as flores balançando guiadas pela brisa suave. Era capaz de sentir o aroma adocicado das rosas amarelas, o calor do sol cobrindo o vasto jardim florido com seu dourado altivo, e a alegria palpável do garoto e da criança entretidos em suas brincadeiras infantis. Só não foi capaz de conter o desespero quando as cabeças começaram a cair, o sangue começou a escorrer, e a agonia fez todos gritarem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lutou contra sua mente para se recompor, mas só via o semblante cada vez mais angustiado da linda menina, sua cabeça sendo separada do corpo por um certeiro golpe de foice. Parecia levar uma punhalada em seu coração cada vez que se repetia a cena do menino chorando ao lado do corpo da garota, instantes antes dele ter o mesmo fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando Ayvon retomou a consciência, sua cabeça estava sangrando. Três ogros estavam mortos, esmagados por rochas colossais atiradas pelos gigantes. Durante a alucinação, seus colegas não tinham conseguido manter a discrição. E a batalha teve início.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantes do gelo avançaram contra os poucos ogros que ainda não haviam morrido, nem fugido. Empunhavam machados titânicos, de tal forma enormes, que faziam a arma de Ayvon parecer um brinquedo de criança. As clavas se partiram na inútil tentativa dos humanóides de se defenderam e abdomens foram abertos por cortes frontais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não havia mais ogros. Só Ayvon e quatro gigantes avançando em sua direção. Caminhavam lentamente, sem interesse de matar. Viram no estranho bárbaro invasor um bom prisioneiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   - Não se aproximem – Ayvon pegou uma das varinhas mágicas e apontou em direção aos monstros – Isso aqui faz magia. Posso acabar com vocês apenas pronunciando a palavra mágica – tirou a outra varinha e também a direcionou aos gigantes – E tenho outra. Posso matar vocês duas vezes. Fujam – rezou para que acreditassem no blefe – Corram daqui ou mato vocês com apenas uma palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantes correram desesperados. Jogaram os machados no chão e fugiram. Ayvon, claro, não sabia como ativar as varinhas, nem tampouco, que tinha de magia poderia realizar com elas. Mas sabia que estava enfrentando criaturas estúpidas e covardes. Apressou o passo rumo ao vilarejo dos gigantes, antes que voltassem trazendo consigo o resto da tribo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vasculhou tudo que pôde. Recolheu pedras preciosas, umas poucas moedas de ouro, e generosos pedaços de carne. Antes da volta, entrou nos casebres e viu que, de fato, havia prisioneiros lá. Prisioneiras. Abusou das duas jovens até sentir-se satisfeito e as deixou. Trouxe consigo tudo que conseguiu carregar, e tão rápido quanto conseguiu, regressou até a gruta onde vivia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ogros haviam morrido. E as alucinações estavam cada vez mais freqüentes. A esperança de encontrar entre os pertences dos gigantes algum item mágico capaz de revelar algo sobre seu passado acabou. Ayvon continuava em dúvida: Qual seu nome verdadeiro? Quem ele era e de onde veio? Quem eram os garotos que apareciam naquelas visões? Teriam algo a ver com seu passado? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não havia respostas. Só carne. De mastodonte, roubada dos gigantes. Comeu o suficiente e deitou-se. Continuava sem saber quem era."    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8873005681894230240?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8873005681894230240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/memorias-gelidas-1-parte.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8873005681894230240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8873005681894230240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/memorias-gelidas-1-parte.html' title='Memórias gélidas - 1ª Parte'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-2194991292924849901</id><published>2010-09-26T02:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T07:21:43.146-07:00</updated><title type='text'>A derrota do amor - FINAL</title><content type='html'>Olá, amigos apreciadores de histórias. Trago-lhes o final da história "A derrota do amor" - uma saga que tem um significado especial para mim. Espero que apreciem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A derrota do amor - FINAL&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Amanhecera. Laysy sentia-se desconfortável. Fora tomada, dominada, abusada de formas que ela jamais imaginou ser possível. Cada fibra de seu corpo latejava em sinal de protesto. Sentiu certo asco quando se olhou no espelho. Não pelos cabelos desgrenhados, nem pelas olheiras acusando a noite mal-dormida, mas por ter permitido que sua alma e suas convicções de fidelidade fossem violentadas. Tentou convencer a si mesma que tudo aquilo tinha sido por amor repetindo a si mesma “O amor vai vencer”. Aprumou-se, penteou-se, lavou o rosto, e pediu ao lorde que a deixasse tomar banho. Cavilán assentiu, indicou uma porta que levava ao banheiro, e disse que enquanto isso daria início aos preparativos da cerimônia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   Duas horas se passaram e tudo já estava pronto. Desta vez, o aposento era outro. Havia apenas um grande altar. Na parede principal, a imagem de uma mulher, a mais linda e voluptuosa delas, nua, sentada em um trono. Laysy fez força para não cair de joelhos e adorar tamanha beleza. Nas demais paredes, imagens retratando casais em momentos de intimidade, mulheres sendo sodomizadas por vários homens ao mesmo tempo, crianças tomando vinho e outras bebidas, jovens consumindo ervas alucinógenas, e até idosos sucumbindo aos prazeres da carne. Algumas pinturas mostravam mulheres junto a mulheres, e homens junto a homens realizando seus prazeres mais ocultos sem nenhum pudor. Tudo reproduzido com uma riqueza de detalhes impressionante. A jovem sentiu seu corpo reagir àquelas figuras e perdeu o controle sobre si mesma, desejando fazer parte daquela paisagem e entregar-se à luxúria. Pensou em Kilgard, em quanto o amava, e o quanto batalhou para ter aquela chance. “O amor vai vencer”, pensava, lutando contra o que seu corpo sentia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aquela é a deusa Kundaline – Cavilán, ajoelhado, apontou para a mulher sentada no trono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy prostrou-se imediatamente e foi tomada por uma vontade irresistível de beijar os pés santos daquela deusa, e depois beijar mais e mais partes de seu corpo. Baixou a cabeça até o chão em sinal de reverência, mas também porque não queria mais ver aquilo. Queria apenas pensar em rever seu amado. Em poder reencontrá-lo, em sentir outra vez o calor de seu abraço, em poder tocar seus lábios de novo. Queria somente olhar fundo dentro daqueles olhos negros, ver à sua frente aquele sorriso inocente, ouvir aquela voz grave e decidida. Todas aquelas sensações vulgares que a invadiram eram um mal necessário, para que, no fim, o amor triunfasse. Sim, o amor iria vencer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lorde Cavilán colocou sobre o altar um jarro de vinho como sinal de oferenda. Começou a recitar litanias e entoar cânticos. Levantou-se, despiu-se, aproximou-se mais do altar e voltou a se prostrar. Mais litanias, mais louvores, mais gestos cerimoniais que não faziam sentido para Laysy. Mais demora e mais angústia. Mas enfim, o milagre seria solicitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rainha dos Deuses. Prostro-me humildemente ante sua grandeza pedindo-lhe mais uma demonstração de sua graça, glória, poder e soberania. Manifesta sua onipotência realizando meu desejo. Concede-nos a graça que, nós teus servos, mortais, não conseguimos por nós mesmos. Ressuscita o jovem Kilgard. Atende meu desejo, minha soberana absoluta. Realiza o milagre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve um clarão imenso que cegou a todos por longos minutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por longos meses, chuvas torrenciais castigaram aquele povo. O sol já não era visto há muito tempo. As ocasionais aparições da lua em madrugadas tempestuosas pareciam ser os olhos castanhos dos deuses do amor derramando lágrimas sobre o mundo dos mortais. Os pássaros não mais cantarolavam durante o amanhecer, as corujas não piavam quando anoitecia, e os horizontes pareciam estar condenados a serem eternos borrões cinzentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy chorou por semanas. Os deuses haviam dito “não” a seu pedido. O milagre não se realizou. Os esforços e as humilhações foram todos em vão. O amor fora derrotado. Kilgard jamais voltaria a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deste pesadelo, ela não acordaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escuridão, e nada mais. Ela estava assustada. Calafrios, e a inquietante certeza de estar sendo seguida. O medo de olhar para trás era maior do que a curiosidade de saber onde estava, ou quem a seguia. Até que uma voz familiar fez seu coração explodir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Laysy...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Virou-se e viu luz. De frente a ela, simplesmente o rosto que ela suplicou aos deuses poder voltar a ver. Kilgard.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora que nos reencontramos... Quero lhe dizer adeus...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Kilgard, meu amor, não diga isso. Você está aqui de novo. Ficaremos juntos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sorriso inocente dele parecia inabalável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Chegou a hora de você seguir seu caminho sem mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, meu amor. Sem você a vida não tem sentido – Laysy começou a chorar de desespero. Não era assim que ela imaginava o reencontro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você é jovem. Tem muito pela frente. Está na hora de voltar a se apaixonar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não – ela gritou até faltar o ar – É você que eu quero. Se não for você, não será ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy se descontrolou e não conseguiu mais falar. Kilgard continuou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu ficaria muito feliz se visse você sorrindo de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que está dizendo isso? Você não sente minha falta? Você já me esqueceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você sabe que eu jamais poderei te esquecer. Só os deuses sabem o quanto você sofre por ainda me amar. Há muita coisa que eu gostaria de ter dito a você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy era apenas descontrole e lágrimas. Soluçava compulsivamente, tentava achar as palavras para interromper seu amado, para convencê-lo a não abandoná-la, ou a levá-la com ele, mas não conseguia falar. Havia um nó na garganta que dificultava a respiração e a fala. Só restava ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você é quem eu mais amo, minha flor. Não lamente pela minha vida que se foi. Cada vez que você fala de mim, ou pensa em mim, eu me sinto vivo novamente. Mas quando você chora, é como se eu morresse outra vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kilgard começou a se afastar. Sua voz foi ficando mais distante. A luz ao redor dele foi se apagando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não me deixe! – Laysy gritava a plenos pulmões – Não me deixe, eu imploro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora que vamos nos despedir para sempre, quero que saiba que cuidarei de você lá de cima. Vou proteger seus sonhos, iluminar suas noites e enxugar suas lágrimas. Quando você ouvir o vento bater em sua janela, será meu espírito vindo te dizer “boa noite”. Vou espantar seus medos. E vou te esperar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não Kilgard, não faça isso – desespero, pranto e gritos – E Kirahn? E nosso filho? Ele precisa de você. Eu preciso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os deuses cuidarão dele. Eu tenho que ir. Volte a se apaixonar. E, por favor, não chore. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A voz de Kilgard ficou distante. A escuridão deu lugar a uma noite enluarada. A imagem dele foi desaparecendo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olhe para o céu, e você me verá de novo. Nunca me esqueça. Porque eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naquele instante uma estrela no céu brilhou mais forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu nunca te esquecerei. "    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-2194991292924849901?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/2194991292924849901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-final.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2194991292924849901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2194991292924849901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-final.html' title='A derrota do amor - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-8261319677259522588</id><published>2010-09-22T16:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T16:36:58.585-07:00</updated><title type='text'>A derrota do amor - Parte 2</title><content type='html'>Olá, estimados companheiros. Trago a vocês a segunda parte da emocionante história entitulada "A derrota do amor". Espero que apreciem. Daqui a quatro dias, o desfecho da trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A derrota do amor - Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Seu pelo era liso e totalmente albino. Acima dos cascos, quatro patas grossas e fortes. Tinha também um rabo comprido que se recusava a ficar quieto, olhos de um azul tão claro que pareciam ser mero reflexo de um riacho de água límpida, e um chifre espiralado que saía do alto de sua testa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jyuuh era um dos poucos unicórnios que havia naquelas terras. Em tempos remotos, eles eram a única espécie que habitava aquela parte do continente. Mas, por algum motivo, nos dias atuais eles não podiam mais ser encontrados. Comentava-se que teriam sido extintos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muitos estudiosos imaginavam que o poder e sabedoria dos unicórnios se fizeram necessários em algum outro plano da existência, ou mesmo nos reinos dos deuses. Havia quem afirmasse que foi a maldade crescente no continente que os motivou a abandonar nosso mundo. E uns poucos ainda cogitavam a possibilidade de os unicórnios só existirem se houvesse quem acreditasse neles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quaisquer que fossem os motivos, Jyuuh estava e sempre esteve naquela região – e agora teria uma das conversas mais importantes desde que lá chegou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu consigo entender o que você está sentindo, Laysy. Mas Kirahn precisa de você aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Kirahn também precisa do pai dele aqui – ela não conseguiu continuar. Grossas lágrimas encharcaram a face perfeita. O azul do céu foi tomado por nuvens tempestuosas ao ver o rosto mais sublime da criação dominado pela tristeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você não será capaz. Outras pessoas mais capazes já tentaram e falharam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já estou decidida... – as palavras saíam com dificuldade, intercaladas por soluços descontrolados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy olhou para o céu. Nublado, tomado por um cinza mórbido. O azul que há pouco exibia se descoloriu protestando contra o sofrimento da jovem. Ela aproximou-se de seu fiel companheiro e acariciou o pêlo macio de sua cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você vai me ajudar?– os soluços estavam diminuindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É para isso que estou aqui – a resposta veio cheia de ternura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a ajuda sobrenatural de Jyuuh, chegaria a seu destino. Um lugar onde, talvez, houvesse uma esperança. A hora de se lamentar já tinha passado. Parou de chorar. O céu voltou a exibir um azul esplendoroso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em uma luxuosa cadeira posicionada de modo a permitir a visualização de boa parte daquele ambiente, Laysy começou a reparar na exótica decoração do lugar. Candelabros de prata ostentavam incensos com aromas afrodisíacos intercalados a velas que iluminavam partes específicas do local – resultando em um intencional clima de mistério sobre o que poderia haver nos demais aposentos. As paredes eram ornamentadas com tapeçarias antigas, suportes de bronze contendo jarros de ouro, e brasões de famílias nobres da região. Acima, uma sacada sobre a qual estavam debruçados nobres de trajes finos e diversos músicos encapuzados. Os encadeamentos harmônicos do dedilhar de suas balalaicas eram complementados pelo lirismo das melodias das flautas doces. Isso musicalizava o ambiente de tal forma a abafar a cacofonia das vozes desencontradas de clientes e serviçais se comunicando. As mesas foram colocadas de maneira a facilitar a constante passagem de criados carregando bandejas de cristal repletas de taças de vinho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É por nossa conta, senhorita – um dos criados deixou sobre a mesa em que Laysy estava uma taça de vinho – Nosso lorde logo estará aqui para atendê-la, senhorita. Ele pediu que o aguarde, e, se precisar de alguma coisa, nos chame. Com sua licença – o serviçal fez uma mesura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poucos minutos se passaram até que alguém descesse escadas e viesse em direção à mesa de Laysy. Era um homem extremamente alto e magro. Seu nariz era fino, tinha cabelos curtos dispostos em regiões especificas da cabeça, e uma barba rala adornando a face sorridente. Vestia um traje fino extremamente formal, sapatos negros, e trazia na mão uma rosa – que entregou a sua visitante assim que se sentou à mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero não tê-la feito esperar demais, senhorita – Lorde Cavilán beijou demoradamente a mão de Laysy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, claro que não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Demorei porque quis me certificar que todos os meus assuntos estariam resolvidos. Assim posso lhe dar toda a atenção que merece, senhorita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não precisa me chamar de senhorita – disse tentando disfarçar o constrangimento – Pode me chamar de Laysy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como quiser, Laysy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Outro serviçal se aproximou e serviu generosas quantidades de vinho na taça de Laysy. Lorde Cavilán rejeitou polidamente a oferta do criado e pediu que ele se retirasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Gostaria que você viesse conhecer a mim e a meu estabelecimento em circunstâncias mais felizes, mas, seja como for, estou disposto a ajudá-la com o que precisar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Na verdade, gostaria de não precisar nunca fazer o que vou fazer – bebeu um gole de vinho para disfarçar o constrangimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Entendo. Espero que não me interprete mal por lhe pedir algo em troca. Mas você entende que isso é parte de meus deveres religiosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy terminou de sorver o conteúdo da taça. Lorde Cavilán fez um gesto a um dos empregados para que trouxesse mais vinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero que esteja apreciando meu vinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pode me falar mais sobre sua fé – Laysy queria acabar logo com aquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Claro – Lorde Cavilán esperou o servo terminar de encher a taça de sua convidada para então continuar – Kundaline. A deusa da paixão. Ela é minha patrona. Alguns povos a chamam de “deusa da promiscuidade”, “deusa da devassidão”, entre outros títulos pejorativos. Eu considero isso um grande desrespeito. Minha deusa prega a busca pelos prazeres da vida, sem que nos prendamos a amarras morais decadentes. Algumas pessoas – falsos moralistas – confundem isso com vulgaridade. Mas eu lhe digo que não é. E você pode comprovar pelo ambiente fino e reservado em que está. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy voltou a beber o vinho, enquanto ouvia seu anfitrião atentamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora me diga, minha dama: eu prejudico alguém fazendo o que eu faço? Todos que estão aqui estão por vontade própria. Nenhum deles faz mal a alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não quero questionar suas convicções, Lorde Cavilán. Mas tenho pressa. Desculpe, se estou faltando com a educação, mas tenho muita pressa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mil perdões, doce Laysy. Queria apenas me certificar que não ficaria com uma impressão equivocada a meu respeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais do que o dono do estabelecimento, Lorde Cavilán era um sacerdote. Um servo de Kundaline, a deusa da paixão. E por sua devoção irrestrita, recebia, assim como seus pares (de qualquer divindade), poderes clericais. Chamadas de bênçãos, preces, ou dádivas, eram, na prática, magias. E Cavilán, um dos mais poderosos clérigos de sua deusa, tinha poder para conjurar as mais poderosas delas. Por isso fora procurado por Laysy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De todas as magias lançadas por um sacerdote, a mais poderosa delas era conhecida como “Milagre”. Mais do que uma simples conjuração arcana, era uma súplica feita pelo servo após um ritual solicitando que sua divindade o atenda. Segundo as lendas – que por sinal eram bastante reais – “milagres” só não eram atendidos quando se pedia algo que contrariasse a vontade insondável dos deuses. O que era raro. E por vontade dos deuses, coincidência, ou decisão do destino, Cavilán era, de todos os servos de Kundaline, o único capaz de invocar essa magia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laysy o procurou querendo que ele usasse esse poder para pedir à deusa dele que Kilgard voltasse a vida. Não eram raras as histórias contadas por bardos em tavernas sobre servos dos deuses ressuscitando pessoas. Disposta a fazer qualquer coisa pelo seu amado, aceitou até a humilhante exigência do lorde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cavilán era, além de tudo aquilo, o dono de um dos mais “conceituados” lupanares daquelas terras. Laysy era a mais maravilhosa mulher já concebida pelas mãos dos deuses. Tal combinação só poderia resultar naquilo: ela teria que passar uma noite “entregue” aos caprichos do lorde. Faria qualquer coisa, aceitaria qualquer ordem, o agradaria de todas as formas solicitadas. Seria escrava dos desejos pervertidos de alguém cuja imaginação era extremamente suja. Em troca, na manhã seguinte, Lorde Cavilán invocaria o “Milagre”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou fazer isso por amor – Laysy pensava consigo mesma enquanto ingressava timidamente no quarto em que passaria a noite – Perdoe-me, Kilgard, mas preciso fazer isso. Por você! Por amor! E o amor vai vencer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A porta do aposento foi fechada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-8261319677259522588?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/8261319677259522588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-parte-2.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8261319677259522588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/8261319677259522588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-parte-2.html' title='A derrota do amor - Parte 2'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-2686618180632804322</id><published>2010-09-18T03:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T03:42:00.176-07:00</updated><title type='text'>A derrota do amor - Parte 1</title><content type='html'>Minhas desculpas a Lady Astreya, a quem prometi que postaria agora a origem do personagem Ayvon - que protagonizou um conto meu. O cronograma precisou ser alterado. Agora teremos uma história com menos violência e mais sentimentalismo. É uma história curta: acredito que três postagens sejam suficientes para concluí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A derrota do amor - PARTE 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faz exatos doze anos. Nesta mesma região, uma gigantesca caravana formada por gente vinda de diversas partes do continente festejava. O motivo exato da comemoração, e o que motivou aqueles povos a virem para cá, não se sabe – embora haja especulações a respeito. Qualquer que fosse a razão, havia milhares de pessoas, com destaque para a presença acentuada de mulheres e crianças. Um clima de alegria e festividade poucas vezes visto na história documentada de nosso mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi então que eles surgiram. Revoadas de dragões negros cuspindo ácido e ceifando vidas. As pessoas correram, mas não havia tempo para fugir, nem onde se abrigar. Jatos corrosivos dissecaram os corpos, garras afiadas perfuraram gargantas e decapitaram tantos quantos conseguiram. Até onde se sabe, ninguém foi poupado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A razão pela qual os dragões apareceram até hoje não foi descoberta. Bardos apresentam explicações controversas, sendo a mais comum delas a que atribui a aparição dos assassinos à mesma causa que reuniu as pessoas no local. Estudiosos, na procura de outras hipóteses igualmente aceitáveis, afirmam que o mais provável é que o ataque tenha sido uma demonstração de insatisfação dos deuses malignos com a alegria daquela gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após o ocorrido, um enorme memorial – este que vocês vêem – foi criado para abrigar não os corpos (já desfigurados pela ação corrosiva do tempo), mas as lembranças daqueles que morreram. Não havendo cadáveres para enterrar, as rosas – abundantes na região – foram usadas para formar as “lápides”. Ao invés de caixões negros, coloridas flores primaveris. Foi a forma que as pessoas enlutadas acharam de encarar a tragédia. Não como um fim, mas sim como um recomeço – seguindo o exemplo das rosas do local, que renovam suas pétalas a cada mudança de estação.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após a chacina, tornou-se tradição entre as famílias das vítimas visitar esse local anualmente. Há dois anos, todos nós estávamos de viagem por esta região exatamente nesta data. Assim como hoje, havia um clima de tristeza e saudade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas o pior ainda estava por vir. Novamente este local foi atacado. Desta vez, apenas um dragão. Era vermelho, e parecia jovem – para os padrões de sua raça, é claro. Chegou surpreendendo a todos e trazendo mais morte e violência. Mais corpos desfigurados, mais mães chorando a morte de seus filhos, mais cadáveres navegando em rios de sangue. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós estávamos aqui na ocasião. De passagem, sem rumo, seguindo nossas intuições, e viajando pelo mundo movidos pelo simples prazer de conhecer novos lugares, povos e desafios. Éramos não mais que aventureiros, como milhares de outros que habitam o continente. Lutadores por vocação, viajantes por escolha e adversários de um dragão por imposição do destino. Havíamos parado para renovar nossos suprimentos exatamente aqui, exatamente no momento do ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como já disse, o dragão era vermelho, e, como tal, soprou violentos jatos de fogo. Planou nos atacando com suas garras, o que o deixou suficientemente perto para que nós pudéssemos contra-atacar. Foram minutos de uma violenta batalha. Usamos todos os nossos recursos. Fizemos o que pudemos. Mas o maldito não se deixava abater. E mais pessoas foram morrendo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que ‘ele’ fez o impensável. Suplicando aos deuses da justiça que o abençoassem, lançou-se espada em punho em direção ao peito do inimigo, partindo-o e fazendo-o sangrar. O preço a ser pago, entretanto, foi alto demais: seu coração foi trespassado pela garra do dragão, o que resultou em sua morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O vil algoz, que tantas vidas ceifou, caíra derrotado. Nosso grande amigo não pôde fazer mais do que proferir umas poucas palavras de despedida. Disse que o sacrifício era o destino de um cavaleiro. Que uma vida estava se perdendo para que dezenas de outras fossem salvas. Que em nome da justiça, nenhum preço era alto demais para ser pago. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele morreu. E por isso, dois anos depois, estamos aqui.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela era lindíssima. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seus longos cabelos desciam até um palmo abaixo dos ombros. Olhando de longe, pareciam ser feitos da mais fina seda encontrada nos casulos que repousavam sobre os galhos das árvores. Olhando de perto, percebia-se que nem mesmo a natureza seria capaz de produzir algo que rivalizasse com aqueles fios loiro-dourados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O corpo era sinuoso o bastante para levar um homem, ou milhares deles, à loucura. Os seios eram volumosos, as pernas bem torneadas, e os quadris pareciam milimetricamente delineados pelos deuses da beleza. Mas nada se comparava ao rosto angelical daquela jovem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sorriso era enlouquecedoramente lindo. Exibia uma mistura de pureza e inocência que fazia inconcebível pensar que ela pudesse ter qualquer imperfeição, qualquer defeito. Compará-la aos anjos mais sublimes dos céus seria conceder a estes a maior das honrarias. Talvez nem mesmo os príncipes arcanjos ou as rainhas das fadas merecessem um elogio dessa magnitude. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sendo ela tão graciosa, não poderia haver injustiça tão revoltante quanto saber que havia tristeza naquele coração. Vê-la derrubar uma lágrima, qualquer que fosse o motivo, era um crime contra toda a Criação, motivo suficiente para que os horizontes ficassem cinzentos prevendo dilúvios que castigariam tudo que existe abaixo deles. E não seriam chuvas torrenciais, mas sim o sol, escondido atrás nas nuvens carregadas, chorando angustiadamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar disso, Laysy estava em prantos. Naquela manhã, o sol brilhou mais tímido, as nuvens acinzentaram mais o horizonte, os pássaros pararam de cantar. Ela acordou com o travesseiro inundado de lágrimas. Os deuses, que há tempos não ouviam mais suas preces, agora também se recusavam a proteger seu sono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais uma vez aquelas cenas de tristeza e violência assombraram seus sonhos. Reviu Kilgard, seus amigos e as centenas de pessoas inocentes frente a frente com o dragão. Reviu as baforadas ígneas de imensurável poder destrutivo, lares em chamas, os pais gritando por seus filhos, as crianças morrendo soterradas pelos destroços de suas casas. Relembrou, contra à vontade, toda a morte, a bravura, o sangue e as lágrimas. De novo e de novo, imagens apareciam e reapareciam perfurando seu coração da mesma forma que as garras dracônicas perfuravam os corpos dos pobres camponeses. E em meio ao turbilhão de recordações dolorosas, o momento derradeiro: “Olhe para o céu, e você me verá de novo”, disse Kilgard, cuspindo generosas quantidades de sangue em jorros intermitentes. Laysy segurou com força a mão de seu grande amor e implorou aos deuses que não o deixassem morrer. A única resposta veio do próprio Kilgard: “Olhe para o céu, e você me verá de novo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu amado estava morto. E deste pesadelo ela não podia acordar. Secou os olhos com as costas das mãos, levantou-se, empertigou-se, e saiu decidida. Kilgard teria que voltar a vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seus pais estão cientes do que você vai fazer? – a voz era tão familiar que Laysy nem precisou se virar para saber quem era – Ou eles irão descobrir da pior maneira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eles vão descobrir – havia um tom de certeza na voz dela – quando for tarde demais para me impedirem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se você acha que eles tentariam te impedir é porque você sabe que o que vai fazer é reprovável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que eu sei – a jovem virou-se – é que eles não me entenderiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve um momento de silêncio. Ele sabia que não iria convencê-la a desistir. E ela sabia que ele não desistiria de tentar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os amigos dele não hesitaram. Não ficaram aqui se lamentando. Falharam, mas ao menos tentaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você não é nenhum deles. Não tem os mesmos recursos que eles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ficar aqui sem fazer nada vai resolver alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Evitará mais problemas. Não se esqueça que há alguém aqui que precisa muito de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais lágrimas. O sol se escondeu atrás das nuvens em protesto. O verde do gramado se empalideceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Continua...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-2686618180632804322?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/2686618180632804322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-parte-1.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2686618180632804322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/2686618180632804322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/derrota-do-amor-parte-1.html' title='A derrota do amor - Parte 1'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-1249224778180761933</id><published>2010-09-14T03:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T03:59:00.814-07:00</updated><title type='text'>A história de Jacó Galtran</title><content type='html'>Um belo dia percebi que minha maior dificuldade como escritor era fazer bons diálogos. Neste mesmo belo dia, decidi que precisava contar a origem de Jacó Galtran, meu personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poupar tempo, decidi reunir as duas coisas em uma só: fiz um texto APENAS com diálogos. nada de descrição, nem narração. Só diálogos. Contando a parte relevante do passado de Jacó Galtran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A história de Jacó Galtran&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" lang="PT-BR"&gt;- Venha, Leah. Vamos nos sentar neste carvalho.&lt;br /&gt;- Ai! Quase que eu caio.&lt;br /&gt;- Cuidado, o chão está mesmo liso deste lado da floresta.&lt;br /&gt;- Ai, pronto. Sentei.&lt;br /&gt;- Deixa eu colocar minha balalaica aqui onde não atrapalhe.&lt;br /&gt;- Isso. Assim podemos ficar frente a frente.&lt;br /&gt;- Isso. Melhor. Assim posso olhar para seus olhos negros, Leah.&lt;br /&gt;- Eu sempre quis saber o que é uma balalaica. Agora que estou vendo é que entendi que é seu instrumento musical. Mas eu confesso que nunca soube direito do que se tratava.&lt;br /&gt;- Pensei que você sempre quisesse saber sobre meu passado.&lt;br /&gt;- Também. Aliás, não tente desconversar. Pode começar a contar sobre seu passado.&lt;br /&gt;- Bem, o que exatamente você quer saber?&lt;br /&gt;- Tudo. E sem mudanças de assunto.&lt;br /&gt;- Ouço e obedeço, Leah. Então: eu nasci em Valkaria. Vivi parte da minha infância lá. À medida que fui ganhando uma certa popularidade como bardo, comecei a viajar por toda Arton. Ainda tenho um carinho especial por Valkaria, mas é difícil eu ir para lá hoje em dia.&lt;br /&gt;- Nem para visitar seus pais?&lt;br /&gt;- Sou órfão.&lt;br /&gt;- Desculpe. Eu não sabia.&lt;br /&gt;- Continuando. Hoje minha rotina é contar histórias. É minha especialidade. Como músico, não sou assim tão bom, mas como contador de histórias, modéstia a parte, sou muito competente.&lt;br /&gt;- Eu sei. Apesar de que, agora que você falou, percebi que nunca ouvi você tocar.&lt;br /&gt;- Isso é um pedido?&lt;br /&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;- Seu desejo é uma ordem. Deixe-me só afinar minha balalaica.&lt;br /&gt;- Antes, quero que me fale mais sobre seu passado.&lt;br /&gt;- O que exatamente?&lt;br /&gt;- Você ainda não me contou o principal. O que motivou você a ser bardo. Foi por causa da morte de seus pais? Ou houve outro motivo?&lt;br /&gt;- Eu sempre quis colocar para fora todo tipo de angústias que já vivi. Mas não tem nada a ver com a morte de meus pais. São coisas minhas mesmo.&lt;br /&gt;- Por isso suas histórias sempre têm finais tristes?&lt;br /&gt;- Também. Sinceramente, não acredito em finais felizes na vida real.&lt;br /&gt;- Mas afinal, desculpe perguntar, que tristezas são essas que você sempre fala, Jacó?&lt;br /&gt;- Amor não-correspondido.&lt;br /&gt;- Desculpe-me, não queria te fazer chorar.&lt;br /&gt;- Sem problemas.&lt;br /&gt;- Você quer falar sobre isso? Desabafar?&lt;br /&gt;- Melhor não. Voltando ao meu passado: como sabe, meu nome é Jacó Galtran. Não tenho certeza, mas meus pais me disseram antes de morrer que o famoso Leon Galtran era nosso parente.&lt;br /&gt;- Leon Galtran? O melhor ladrão do mundo?&lt;br /&gt;- O próprio. Não sei se isso é verdade, mas o fato é que meu nome de batismo é Jacó Galtran. E isso me causou problemas, pois justamente na época em que comecei a ganhar uma certa fama, o dragão Schkar colocou aquela recompensa gigantesca pela cabeça do Leon.&lt;br /&gt;- Nossa. E você foi perseguido?&lt;br /&gt;- Quase. Viajei para longe de Deheon, e tratei de mudar meu nome para Jacó Greenblood. Visitei muitos lugares usando este nome.&lt;br /&gt;- E com isso, você ficou a salvo dos caça-recompensas de Schkar.&lt;br /&gt;- Sim. No fim, ninguém estava muito preocupado com meu sobrenome. Todos me chamavam de Jacó. Não é um nome tão comum assim.&lt;br /&gt;- Hahahahahahaha. É verdade.&lt;br /&gt;- Seu sorriso é lindo, sabia?&lt;br /&gt;- Você é o único Jacó que eu conheço.&lt;br /&gt;- Por que você sempre muda de assunto quando eu elogio você?&lt;br /&gt;- O que você quer dizer com isso, Jacó?&lt;br /&gt;- Quero dizer que eu te amo, Leah.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Eu relutei muito em te dizer isso, mas a verdade é que eu te amo com todas as forças do meu coração.&lt;br /&gt;- Jacó... Nem sei o que te dizer.&lt;br /&gt;- Eu já sei o que você vai me dizer. Na verdade, só estou dizendo isso porque meu peito estava apertado.&lt;br /&gt;- Jacó, eu sinto um carinho muito grande por você, mas isso se chama “amizade”.&lt;br /&gt;- Você não é a primeira pessoa a me dizer isso.&lt;br /&gt;- Não queria que você chorasse. Me desculpe.&lt;br /&gt;- A culpa não é sua.&lt;br /&gt;- Você é uma pessoa especial. Tenho certeza de que também vai achar alguém especial.&lt;br /&gt;- Você também não é a primeira a me dizer isso. Na verdade, acho que tenho um talento especial em fazer amigas. Mas sou um fracasso em conquistar o coração de alguém.&lt;br /&gt;- Por favor, não diga isso.&lt;br /&gt;- É a mais pura verdade.&lt;br /&gt;- Não sei mais o que te dizer, Jacó.&lt;br /&gt;- Não precisa dizer nada. Perdoe-me por tomar seu tempo com meus sentimentos.&lt;br /&gt;- Não precisa se desculpar.&lt;br /&gt;- É melhor eu ir indo.&lt;br /&gt;- Para onde você vai, Jacó?&lt;br /&gt;- Não sei. Mas preciso espairecer um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma nova história precisa ser contada...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Qualquer semelhança com os problemas amorosos intermináveis do autor do blog é totalmente proposital.&lt;span style="font-style: italic;" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-1249224778180761933?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/1249224778180761933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/historia-de-jaco-galtran.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1249224778180761933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/1249224778180761933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/historia-de-jaco-galtran.html' title='A história de Jacó Galtran'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-3159559823105210905</id><published>2010-09-11T05:25:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T05:30:50.991-07:00</updated><title type='text'>Esmeraldas negras - Parte 10 - FINAL</title><content type='html'>Olá amigos. Minhas desculpas pela demora em postar, mas a última parte desta história tem o triplo do tamanho de uma postagem normal. No próximo post, uma história que eu considero interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura, e comentem o que acharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Esmeraldas Negras - A batalha final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;"Nada acontecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Murdaryk tremia, respiração descompassada, suor mesclando-se ao sangue que escorria de sua testa em uma incessante cachoeira rubra. Mantinha as pálpebras cerradas a muito custo. As veias saltaram, os músculos se comprimiram e por curtos instantes buscou uma conexão com o poder supostamente presente na esmeralda que tinha em seu poder. Esvaziou sua mente de todo e qualquer pensamento, e acelerou ainda mais a respiração descontrolada. Precisou fazer seu cérebro voltar a funcionar para fazer uma curta prece aos deuses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Mas não houve resposta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Hahahahahaha. Idiota! – o Conquistador gargalhava, embriagado pela certeza da vitória – Sua quinta esmeralda é uma farsa. Prepare-se para juntar-se ao seu amiguinho no inferno!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Um brilho malévolo de seu olhar foi sucedido por uma apocalíptica liberação de energia que atingiu tudo que havia ao redor – incluindo Murdaryk. O bárbaro chocou-se violentamente contra o chão. Um corte abriu parte de seu crânio, suas vértebras se partiram e o vermelho tomou seu corpo, adocicando com sangue o amargo sabor da derrota. Inconsciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Antes que o golpe final pudesse ser desferido, o Conquistador ficou temporariamente cego por um rútilo repentino que tomou de súbito todo o local. A luz arcana se intensificou até que se materializassem três pessoas a poucos metros do campo de batalha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Espero que ver esse monte de trogloditas mortos signifique que a luta já acabou. Minhas unhas agradecem – Tahya ponderou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Espero que a luta não tenha acabado com a derrota de Dargo e Murdaryk – Durud replicou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Parece ter sido isso que aconteceu – Vierhut apontou em direção ao Conquistador, que caminhava ferozmente em direção a eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Neste caso, só nós três não teremos muita chance – o ladino balançou a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;O Conquistador exibia um sorriso demoníaco. Como um predador que sabe que suas presas não têm como escapar, vinha passo a passo alimentando-se do desespero de suas futuras vítimas. Deliciava-se com a certeza da vitória e isto o fazia sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Vocês me pouparam o trabalho de ir atrás de vocês. Como recompensa, permitirei que morram no mesmo lugar que seus amigos morreram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Ninguém aqui pretende morrer – Vierhut bateu seu cajado contra o chão. Uma faísca arcana surgiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Muito me admira, seu velho estúpido, que você esteja lutando junto com os servos da rainha. Pensei que você odiasse a pobre Yalanthara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Não estou fazendo isso pela rainha, nem pelo povo dela. O que vou fazer, será apenas por mim – um imensa labareda surgiu na ponta do cajado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;As energias se confrontaram. O Conquistador Negro lançou de suas mãos um raio de natureza indecifrável oriundo do poder das esmeraldas. Vierhut apontou o cajado em direção ao inimigo e disparou um gigantesco cone de fogo arcano. A terra tremeu ligeiramente com o impacto do choque, e os dois mediram forças por longos minutos. O Conquistador pouco fazia além de esticar o braço e deixar seu poder ilimitado avançar rumo ao inimigo. O sábio recitava palavras mágicas, gesticulava com a mão que tinha livre e procurava segurar o cajado com cada vez mais firmeza. Suas labaredas mágicas intensificavam-se à medida que novos encantamentos de ataque eram conjurados, mesclando o poder do cajado com as habilidades inatas de Vierhut. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Um imenso quadrúpede atacou o vilão pela retaguarda. Suas patas eram longas e repletas de espinhos, uma cauda agitava-se comprida e fina, e o tronco era achatado e robusto. A cabeça era rodeada por uma juba espessa, o focinho imenso permitia uma respiração sempre ofegante, e os olhos vermelhos eram pura ferocidade. Cravou seus dentes pontiagudos nas costas do Conquistador, rachando parte da armadura negra. Penetrou a região torácica com as garras afiadas e sacudia a boca violentamente tentando causar o maior estrago possível com uma única mordida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Cortesia de Lady Tahya, Conquistador – a druida via de longe seu leão atroz desequilibrar o inimigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;O Conquistador Negro, desprevenido, gritou de dor e teve a concentração quebrada. A energia que lançava se desestabilizou, sendo sobrepujada pelo fogo de Vierhut. Antes que seu corpo fosse alvo da imensa centelha crepitante, sentiu uma adaga ser estocada em seu pescoço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Como eu não vi sua aproximação, seu desgraçado? - disse com o que restava de suas forças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Podia ser pior, Conquistador. E se aquele fogo ali viesse em sua direção? – Durud respondeu, deixando sua arma envenenada fustigando o adversário, instantes antes do ataque de Vierhut acertá-lo em cheio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Explosão de fogo. Corpo ardendo em chamas. O leão atroz pereceu junto, mas esse era o preço a ser pago. O Conquistador praguejava enquanto era consumido pelas chamas. Não se sabia se o vermelho era fogo, sangue, ou a cor dos demônios vindo buscá-lo para levá-lo ao inferno. Mas antes que os deuses pudessem se regozijar no céu, uma aura negra surgiu como que por encanto, circundando o Conquistador Negro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Não acharam, realmente, que me venceriam com tão pouco, acharam? – fogo, sangue e ferimentos foram sumindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Durud e Tahya se entreolharam, atônitos. Recuaram lentamente, posicionando-se atrás de Vierhut na esperança de que o sábio tivesse alguma carta na manga. Mas ele não tinha. O maldito algoz estava totalmente recuperado. Os ataques foram todos em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- É impossível me vencer – brilho malévolo no olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Aproximações não muito furtivas interromperam o momento. Trazidos às proximidades do campo de batalha por mágica teleportadora, era o que havia restado da resistência do reino. A Rainha, Hydayn, Nan e uns poucos valentes guerreiros. Sabiam que não adiantaria se apressar, e caminharam quase que arrastando seus corpos cansados em direção aos seus colegas. Finalmente, estavam todos reunidos novamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Majestade – Durud fez uma mesura à sua soberana – não sei se vamos conseguir vencer, mas, se vamos morrer, ficarei honrado de morrer lutando ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Não pretendo morrer, nem que vocês morram. Mas se isso acontecer, morreremos lutando junto, meu súdito – a Rainha respondeu, cetro em punho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Dargo e Murdaryk estão terrivelmente feridos – Hydayn interrompeu – mas é possível que eles ainda possam ser salvos. Acabei de vê-los desmaiados e eles ainda estão respirando. Vamos tratar de vencer essa batalha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Finalmente, a Rainha Yalanthara estava frente a frente com ele. Aquele que devastou seu reino, assassinou seus súditos, e levou às lágrimas seu povo. O responsável por toda a dor dos últimos dias, estava ali. O arauto do sofrimento. Aquele que representava o mal encarnado. O Conquistador Negro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Não imaginei ver uma rainha lutando ao lado de seus súditos – Vierhut desdenhou – Não adiantará nada tentar bancar a heroína numa hora dessas, Yalanthara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Guarde sua opinião para você, traidor – Sua Majestade respondeu – Não precisamos de você aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Se não precisa de mim, por que mandou seus súditos me procurarem em Zyephyn? – o sábio vociferou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- E agora, minha Rainha – Hydayn interrompeu – O que fazemos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Atacamos até cairmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- E depois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Levantamos e atacamos de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;O Conquistador Negro voltou a estampar na face o sorriso de deboche do predador que está certo do triunfo sobre suas vítimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Se querem tanto morrer como mártires, providenciarei para que morram em uma grandiosa batalha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;O braço esquerdo foi esticado, palma da mão voltada para cima. Um globo de energia cinza surgiu, sendo lançado ao ar. Um turbilhão de energia indecifrável rasgou o tecido do espaço-tempo, abrindo um portal. Hordas de trogloditas portando arcos, dezenas de goblins armadas com espadas curtas, e alguns golens de ferro surgiram no campo de batalha. Atrás deles, mais goblins, trazendo consigo centenas de crianças, em prantos, acorrentadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Caso tenham esquecido, o destacamento que atacou o castelo era apenas PARTE do meu exército. Tenho as esmeraldas negras, tenho um exército, e tenho reféns. Ainda acham que têm alguma chance?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Hesitação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Só temos uma chance – Vierhut sussurrou a Tahya e Durud – Vou tentar ajudar na batalha, mas preciso que vocês corram até Murdaryk e tragam a esmeralda que ele tinha até aqui. Com ela, farei o ritual e aprisionarei o Conquistador para sempre na Zona Negativa. Depois ficará mais fácil derrotar o exército dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Os dois também hesitaram, mas foram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;E teve início a batalha final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Flechas envenenadas voavam em direção aos poucos soldados que restavam. O cetro da Rainha se chocou contra o chão e uma onde de choque bloqueou parte dos ataques, mas, mesmo assim, alguns guerreiros foram atingidos. Espadas enferrujadas dos goblins mediram forças com as espadas polidas dos súditos. Um imenso clangor se fez ouvir. E os defensores do bem começaram a cair, um a um. Alguns morriam dando glórias a Rainha. Outros, perfurados pela arma inimiga, agarravam-se a vida por tempo o bastante para levar consigo seus assassinos. Ainda havia os que se sacrificavam voluntariamente para impedir que Nan fosse atingida. A halfling, concentrada em seus feitiços, não tinha como se defender adequadamente. Sua magia dava suporte a Hydayn, enquanto este travava, sozinho, uma impiedosa batalha corpo-a-corpo com quatro golens. Dois magos do reino arriscaram atacar diretamente o Conquistador Negro. Seus truques arcanos voltaram-se contra eles, resultando em sua morte instantânea.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt; Os minutos foram passando, levando com eles alguns trogloditas e muitos humanos. Os inimigos a serem mortos pareciam estar acabando mais rápido que a munição, e por isso alguns humanóides começaram a disparar em direção a Rainha. A chuva de flechas esbarrou em um campo de força gerado pelo poder do Cetro Real. Além de Hydayn e Nan, prestes a serem derrotados, só restavam três outros valentes guerreiros. Trogloditas, goblins, golens e Conquistador cercaram a Rainha e seus fiéis defensores. Crianças choravam a poucos metros dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Acabou, Conquistador – Vierhut se manifestou, após receber de Durud a esmeralda que estava com Murdaryk – Eu tenho a quinta esmeralda e sei como usá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Silêncio. Todos olharam em direção ao sábio. Sem entender, todos se limitaram a comemorar em silêncio ao verem Murdaryk e Dargo novamente de pé, curados por Tahya.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- O poder supremo será meu – Vierhut olhou para a Rainha, e depois para o Conquistador – Renda-se, Conquistador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Mais um tolo pretensioso que acha que, com uma esmeralda, vencerá aquele tem quatro delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Agora que meu triunfo é inevitável, deixe-me contar a esses idiotas – o sábio olhou para a Rainha e seus servos – A quinta esmeralda negra, que está em minhas mãos, não serve apenas para aprisionar na Zona Negativa alguém que tenha as outras quatro. Claro que ela também faz isso. Mas o mais importante, é que a quinta esmeralda é um receptáculo. Com ela, mandarei você para a Zona Negativa, e depois absorverei o poder das outras esmeraldas para mim. Assim, poderei, de fato, usar o poder total das esmeraldas negras. Prepare-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Vierhut juntou as duas mãos e as colocou de frente a sua testa. Recitou palavras de algum idioma arcaico e as repetiu uma, duas, três vezes, tal qual uma litania. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Desgraçado! – Durud vociferou – Nos enganou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Esqueça isso – a Rainha esbravejou – Vamos aproveitar o tempo que temos e atacar o Conquistador Negro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Não preciso destas esmeraldas – o Conquistador arrancou as pedras negras do cinturão e as jogou tão longe quanto pôde – Prenda-me na Zona Negativa agora, se for capaz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;A espada de lâmina vermelha foi desembainhada. Ela clamava por sangue, mas seu desejo não foi atendido. A primeira investida foi detida por Hydayn, que aparou o golpe com as mãos nuas. Murdaryk, apenas parcialmente recuperado, atacou com o machado, mas sua arma apenas arranhou a armadura inimiga. Os feitiços ofensivos de Nan já não tinham poder destrutivo suficiente para fazer mais do que ricochetear na couraça metálica do oponente. Tahya e Durud, cimitarra e adaga, golpearam em uníssono, mas as armas foram bloqueadas por um rápido movimento do braço esquerdo do Conquistador. Hydayn olhou para trás e viu que Vierhut continuava o ritual. Gestos enigmáticos, palavras incompreensíveis, todos em uma seqüência que era refeita vezes e vezes sem fim. Mas parecia não haver resposta por parte da quinta esmeralda negra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Acuado, o Conquistador Negro girou a espada em um movimento circular, atingindo Nan e Durud. Houve sangue e prostração. Dargo, que até então apenas olhava de longe, aproximou-se e desferiu o golpe mais poderoso que podia. No mesmo instante, o machado Murdaryk e o punho de Hydayn também acertaram o inimigo. Um gigantesco ente, conjurado por Tahya, prendeu seus fortes braços em torno do pescoço do Conquistador, tentando estrangulá-lo. Nan invocou sua última magia. Um raio amarronzado entrou dentro do adversário retirando dele toda a força e resistência. De longe, a Rainha disparou com seu cetro um violento relâmpago. A armadura negra rachou-se. Em um dos pequenos vãos, penetrou uma adaga. A lâmina encontrou o coração e Durud gritou de alegria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Sem suas esmeraldas, não era grande coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Trogloditas e goblins correram ao ver seu senhor derrotado. As crianças, antes reféns, foram simplesmente deixadas de lado. Os golens ali presentes simplesmente caíram, como se sua existência estivesse condicionada à existência de seu mestre. Antes de seu último suspiro, o Conquistador Negro ainda amaldiçoou a Rainha, seus guerreiros e todo o seu povo. Jurou vingança e morreu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Enquanto isso, metros atrás, um ritual estava terminando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Vocês me pouparam um grande trabalho ao matá-lo – Vierhut sorriu para a Rainha e seus servos – Agora, só tenho que absorver o poder das quatro esmeraldas restantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Você realmente é um traidor desgraçado – Durud esbravejou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Ajoelhe-se diante de mim, Yalanthara. De agora em diante, eu serei o rei e você a súdita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Como se atreve? – Tahya e Murdaryk gritaram quase que em uníssono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Hydayn se adiantou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Você foi enganado, idiota – o monge riu em alto e bom som – Você realmente acha que essa esmeralda é verdadeira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Do que está falando? – Vierhut questionou exasperado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Quando chegamos aqui, deixamos com Murdaryk uma esmeralda falsa, e pegamos a verdadeira quinta esmeralda. Ou será que alguém que se auto-intitula “sábio” não sabe distinguir a verdadeira esmeralda negra de uma réplica fajuta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Impossível. Você está blefando. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Todos avançaram, ansiosos em mandar Vierhut para o inferno. E pela última vez naquele dia, sangue foi derramado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;A quinta esmeralda, juntamente com as outras quatro, foi incrustada no Cetro Real. Com o poder sobrenatural ali contido, foi possível ressuscitar parte das vítimas do Conquistador Negro. Cidades foram reerguidas, o castelo foi reconstruído e as crianças foram devolvidas a seus pais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;- Glória a Rainha Yalanthara – todos disseram, reverentes, prostrados diante do trono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Hydayn, Nan, Durud, Tahya e Murdaryk receberam condecorações da Rainha. Brasões, títulos de nobreza, terras e muito ouro lhes foram oferecidos, mas eles estavam felizes demais para aceitar. Agradeceram sua monarca, e foram preparar-se para a cerimônia que iria se realizar em poucas horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Sua Majestade, em pessoa, iria celebrar o matrimônio de Dargo e Yanysha. Seguiram-se semanas de comemoração incessante com muita dança, vinho e alegria. Os recém-casados, seus amigos, e todo o povo sorriam na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os deuses sorriam nos céus. " &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Finalmente uma história minha com final feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-3159559823105210905?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/3159559823105210905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/esmeraldas-negras-parte-10-final.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3159559823105210905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/3159559823105210905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/esmeraldas-negras-parte-10-final.html' title='Esmeraldas negras - Parte 10 - FINAL'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-4904760102938595172</id><published>2010-09-05T11:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T11:43:22.634-07:00</updated><title type='text'>Esmeraldas negras - Parte 9</title><content type='html'>Oi, amigos. Trago a vocês a penúltima parte da saga Esmeraldas Negras. Relembro que, quem ainda não o fez, deve baixar meu pdf clicando &lt;a href="http://www.4shared.com/document/yhA0DBqY/Contos_de_RPG.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Caso queiram seguir meu alter-ego mortal no twitter, façam-no @guitarracharles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Esmeraldas negras - Fúria, perfídia e bravura&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Dargo se contorcia de dor à medida que mais setas envenenadas o atingiam. Vindas de quase todas as direções possíveis, perfuravam armadura e carne como fariam com papel. “O veneno vai demorar a fazer efeito”, pensou, fazendo força para não gritar de dor. “Vou resistir o máximo que puder, e matar o máximo que puder”. Sua espada movia-se instintivamente tentando acertar o maior número possível de alvos. Cortes profundos foram abertos, cabeças foram arrancadas, sangue escorreu, e cadáveres caíram. Mas os trogloditas ainda eram muitos, e também atacavam. Dargo não resistiu a uma estocada nas costas e tombou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já que você estava atrás das esmeraldas – Murdaryk colocou uma das pedras na manopla que tinha em sua mão esquerda – devia ter, pelo menos, pesquisado direito quantas elas eram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mesmo que essa esmeralda seja verdadeira – o Conquistador guardou sua espada na bainha – ela é apenas uma. Eu tenho quatro. Quem você acha que está em vantagem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Conquistador Negro fechou os olhos. Uma fração de segundo de concentração foi suficiente para que ele fosse circundado por uma aura negra. Mais do que um simples brilho ao redor de seu corpo, aquilo era a essência de sua maldade materializando-se. Um ódio palpável impregnou o ambiente, gerando medo, calafrios e sensação de impotência. Murdaryk, pela primeira vez, achou que poderia perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Chegou a hora de você descobrir a extensão do meu poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo já sendo noite, uma doentia luz negra conspurcou o horizonte, cobrindo ainda mais os céus com trevas. Nem a lua e nem as estrelas conseguiram brilhar o bastante para sobrepujar a penumbra que se formara. O Conquistador mantinha os olhos fechados. Não se movia, não falava, e parecia nem respirar. Apenas se concentrava, mais e mais, trazendo mais escuridão, mais trevas e mais medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, o chão começou a tremer. Violentamente, como se algo debaixo da terra quisesse vir à superfície. Galhos, folhas, frutos, tronco e árvores inteiras começaram a subir, junto com pedregulhos, arbustos e quantidades generosas de terra. Murdaryk procurava manter o equilíbrio, não tendo mais em que se apoiar. O vento soprou feroz, levando para longe tudo que não teve forças para se proteger. A floresta inteira, os trogloditas, o corpo de Dargo. Tudo foi arremessado a uma distância impressionante. O tufão recém-formado recusava-se a diminuir sua intensidade e Murdaryk não resistiu. Pássaros começaram a cair sem vida. Trovões eclodiam seguidos por relâmpagos furiosos. A floresta tornara-se um deserto devastado por um furacão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eis parte do que posso fazer com minhas esmeraldas. E você, seu verme? Por que não me mostra o que sua única esmeralda pode fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O medo foi sobrepujado pela fúria. Murdaryk encrespou o cenho, segurou o cabo do machado com uma força quase tão sobrenatural quanto a de seu oponente, e avançou em desabalada carreira pronto para golpear. Seu ataque seria capaz de partir ao meio mil rochas. Mas o Conquistador Negro se esquivou com uma velocidade impressionante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso foi tudo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não preciso de esmeraldas para te matar – o bárbaro respondeu colérico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo frente a frente com o oponente, o machado não encontrava o alvo. A lâmina cruzava o ar em todas as direções, sedenta por sangue, mas o adversário era sempre mais ágil. Por mais velozes que fossem as investidas, mesmo antevendo os próximos movimentos do rival, não havia como superar sua velocidade. Subitamente, a aura negra que cercava o Conquistador ganhou proporções maiores arremessando Murdaryk para longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você teve sua chance e não aproveitou. Prepare-se, pois agora é a minha vez de atacar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bárbaro levantou-se com cortes profundos na teste e em um dos supercílios. O sangue banhava o rosto, dificultando a visão. Tinha também a sensação de ter partido algumas costelas com o impacto da queda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se essa esmeralda tem mesmo algum poder, esse é o momento de manifestar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murdaryk respirou fundo e fechou os olhos como o Conquistador Negro havia feito antes. Concentrou-se, esperançoso de que o poder da esmeralda fluísse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Proximidades de Zyephyn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Afinal, o que Murdaryk pretende? – Tahya aproveitou para alisar seus longos cabelos enquanto aguardava a resposta do sábio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ele acha que pode deter o Conquistador usando a quinta esmeralda negra – Vierhut, com um estalo dos dedos, fez seu cajado materializar-se em suas mãos – Ele acha que pode vencer esta batalha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E pode? – Durud questionou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. Ninguém pode.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A Rainha tinha falado alguma coisa sobre um lugar chamado Zona Negativa. O que sabe sobre esse lugar? – a druida certificava-se que suas mãos não estavam esfoladas e que suas unhas estavam intactas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sei que com a quinta esmeralda é possível realizar um feitiço que aprisiona o portador das outras quatro esmeraldas para sempre na Zona Negativa – um brilho vermelho surgiu nos olhos de Vierhut – Esse é o poder do quinto semideus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya e Durud se entreolharam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seu amigo bárbaro não saberá usar adequadamente o poder da quinta esmeralda. Nossa única chance é irmos até lá. Enquanto vocês fazem o possível para deter o Conquistador Negro, eu uso a esmeralda para fazer o feitiço que vai aprisioná-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não gosto da idéia de eu ter que lutar com alguém tão mais forte – Tahya respondeu – E se eu quebrar minhas unhas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acha que a sua rainha gostaria de ouvir você dizer isso? – o sábio se irritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sua Majestade também tem unhas. Tenho certeza que ela entenderia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pior do que acontecer algo ruim a suas unhas é se acontecer algo ruim a nossos amigos. E se Dargo e Murdaryk estiverem morrendo na batalha? – Durud refletiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Dargo já está morto – resposta seca de Vierhut.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tahya e Durud voltaram a se entreolhar. Um brilho do cajado fez os três sumirem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn, Nan, Rainha Yalanthara, oito arqueiros, dezessete soldados e dois magos neófitos. Era o que restava. Enfraquecidos, ensangüentados, armas gastas, armaduras rachadas, com pouca munição e recursos arcanos insuficientes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Devemos ir até onde o Conquistador está – a Rainha quebrou o silêncio – Mas não posso exigir que venham comigo. Vocês têm suas vidas e suas famílias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Majestade – Hydayn bebia uma poção encontrada entre os espólios de guerra – Não deve ir. Seu lugar é sentada em seu trono sendo reverenciada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu irei. A verdadeira Rainha vive para servir a seu povo. Não o contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos céus, os deuses choraram. Na terra, a discussão se encerrou. Um súdito jamais desobedece as ordens de sua rainha.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam, na próxima postagem "A batalha final".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7513980914621129553-4904760102938595172?l=contosderpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderpg.blogspot.com/feeds/4904760102938595172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/esmeraldas-negras-parte-9.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4904760102938595172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7513980914621129553/posts/default/4904760102938595172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderpg.blogspot.com/2010/09/esmeraldas-negras-parte-9.html' title='Esmeraldas negras - Parte 9'/><author><name>RPG Forever</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04211625493173387607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-wIO6v08ZaaE/TbGHO80zdvI/AAAAAAAAAB0/NhYEhDB-6kk/s220/Bardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7513980914621129553.post-193856875175903895</id><published>2010-08-31T17:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T18:04:44.702-07:00</updated><title type='text'>Esmeraldas negras - Parte 8</title><content type='html'>Saudações, amigos. Trago-vos a continuação da história Esmeraldas Negras. Lembro ainda que, quem ainda não baixou o pdf que compila meu contos, pode (e deve) fazê-lo clicando &lt;a href="http://www.4shared.com/document/yhA0DBqY/Contos_de_RPG.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga "Esmeraldas Negras" terá dez partes. Depois uma postagem relativamente curta que eu considero importante, para, após, termos uma nova história longa - muito provavelmente, atendendo ao pedido de Lady Astreya, contando a história do personagem Ayvon, mencionado em um dos contos do meu pdf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Esmeraldas Negras - Batalha épica em defesa do castelo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O ar se encheu de um cheiro de morte, e de flechas voando velozes em todas as direções. Umas, fortalecidas por magias ofensivas, disparadas por soldados em suas guaritas; outras, incendiadas por fogo comum, lançadas por trogloditas sobrevoando as altas muralhas do castelo montados em seus grifos; e havia ainda as envenenadas , que vinham de ambos os lados e acertavam indistintamente invasores e guardiões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As torres foram se esvaziando à medida que os arqueiros caíam perfurados pelos ataques inimigos. Os que restavam, mantinham-se distantes uns dos outros para não serem alvo fácil, nem vítimas de magias de área. Seguiram com os movimentos contínuos de retesar, mirar e disparar. Sem cessar, sem a preocupação de economizar munição, como se cada ataque fosse aquele que poderia decidir a guerra. Apesar da obstinação, não conseguiram impedir que o fogo das flechas inimigas incendiasse uma das torres fazendo-a desabar sobre os que lutavam no chão. O resultado foi sangue e morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os goblins, ordenados meticulosamente em fileiras que até então marchavam organizadamente, tiveram a formação ofensiva desfeita pela necessidade de desviar do ataque das catapultas e balestras arremessando ácido. O tempo necessário para que se reagrupassem foi o suficiente para que os soldados do castelo avançassem, dando início à batalha corpo-a-corpo. Lanças goblinóides contra espadas humanas em um constante som de aço, ofuscado apenas pelo barulho gorgolejante do sangue sendo cuspido em generosas quantidades. Houve um momento de hesitação mútua entre as linhas de ataque a ponto de fazer ambos os exércitos recuarem um pouco. Foi então que as forças do Conquistador reagiram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As máquinas de guerra inimigas iniciaram o lançamento de óleo fervente e de estranhos explosivos. Magos que davam suporte aos combatentes armados foram surpreendidos pelo ataque inesperado e caíram para não mais levantar. As paredes fortificadas do castelo começaram a ruir ante a feroz investida inimiga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os soldados, percebendo estarem em desvantagem, recuaram instintivamente. Os goblins começaram a abrir caminho, matando, perfurando e avançando. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais a frente, dois golens, um com a espada em punho e o outro desarmado, combatiam ferozmente os guerreiros de elite da Rainha. Invulneráveis aos ataques inimigos, os construtos arcanos esmurravam e cortavam carne e ossos em golpes violentos e certeiros. Os outrora vinte oponentes agora eram vítimas indefesas, e apenas sete. Destes, três já jorravam sangue pelo nariz e pela boca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn tomou a dianteira. Fez sinal aos demais para que recuassem. E desferiu um soco poderoso que fez um dos golens cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você não devia ser capaz de me atingir desta forma com as mãos nuas – o construto disse enquanto se levantava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não espera que eu revele o que fiz para conhecer seus pontos fracos, espera?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não fará diferença. Você morrerá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houve troca de socos, cotoveladas e joelhadas por longos minutos. Golpes aparados, desviados e bem-sucedidos (embora pouco efetivos) se intercalavam com as tentativas do outro golem de atingir Hydayn com sua espada. Habilmente, o monge esquivava-se, girando o corpo e alterando o posicionamento dos combatentes. A espada do construto acabou por encontrar a cabeça de seu aliado. Hydayn aproveitou-se para atacar com todas as suas forças em uma verdadeira “rajada de golpes”. Mas o inimigo não caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nan espalmou as mãos para frente e lançou um gigantesco raio de gelo mágico. Incontáveis goblins continuaram incólumes, como se magicamente protegidos contra feitiços. Uns poucos caíram, mas isso não os impediu de seguirem com determinação inquebrantável em direção ao já semi-destruído castelo. A halfling sentiu energia arcana circundando o campo de batalha e procurou a magia certa para cancelar a interferência. Buscou dentro de si o poder necessário, concentrou-se tanto quanto possível no meio de um confronto daquela magnitude, e mediu forças com o poder que já existia no local. Os céus tremeluziram com o choque arcano por longos minutos. Nan triunfou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não restavam mais que cinqüenta ou sessenta soldados defendendo-se dos goblins que, a esta altura, já dominavam o combate e ganhavam terreno. Até que surgiu uma imagem gigantesca de um dragão dourado interpondo-se entre os invasores e os servos da Rainha. Os humanóides recuaram desesperados largando armas e não se preocupando com nada além de fugir. A ilusão logo se desmaterializou, e os soldados avançaram rumo aos fugitivos, agora indefesos, desorganizados e assustados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hydayn havia derrubado um dos golens, mas o outro estava ileso, apesar da saraivada de socos de que era alvo. Quando o primeiro deles se levantou, o monge percebeu que não venceria sem ajuda. Sua colega halfling estava terminando de criar explosões de fogo nos goblins sobreviventes, e não devia demorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas uma flecha de fogo, disparada por um troglodita que ainda sobrevoava montado em um grifo, cravou-se no peito desprotegido de Hydayn. Houve um grito de dor e um momento de prostração, sucedido pelo recebimento de um soco fortíssimo que o levou a nocaute. O monge já estava aguardando a morte inevitável ao ser segurado pelo pescoço por seu algoz, quando uma violenta energia arcana fez seus dois adversários se explodirem de forma irreversível. Fraco demais para arrancar a flecha que lhe fazia sangrar, teve forças apenas para erguer o pescoço e olhar na direção de Nan. A halfling estava emitindo relâmpagos arcanos nos grifos e trogloditas que zanzavam pelos ares esquivando-se de flechas. Ela não tinha sido sua salvadora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Uma verdadeira Rainha luta junto com seus súditos – Yalanthara, empunhando um cetro tão majestoso quanto poderoso, proferiu, com um semblante de ódio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Majestade... – Hydayn, teve dificuldade em conseguir girar o pescoço até visualizar sua soberana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os goblins, trogloditas, grifos e golens haviam sido vencidos. A um custo muito alto em vidas, mas foram vencidos. Parte do castelo ruiu. Hydayn estava perdendo muito sangue. Nan havia esgotado seus recursos arcanos. Os poucos soldados sobreviventes estavam fe
